UM JORNALISMO A SÉRIO QUE NÃO EXISTE

//FACETAS DO CHEGA QUE NINGUÉM ESTUDA. PORQUÊ?//
O Ventura está integrado na família política que pretende minar a democracia e o Estado de Direito por dentro, com recurso aos esquemas “deste século”. Destaca-se, em linha gerais:
1 – O uso da liberdade de expressão para legitimar a mentira, procurando equipará-la à verdade; O objetivo é beneficiar da confusão instalada, nivelar por baixo para sair por cima.
2 – Passar a ideia que os problemas da vida em sociedade são todos causadas porque há políticos. Sem eles, o mundo seria perfeito, sendo que o único político sério é ele, (talvez a única nota comum ao método do fascismo tradicional do século XX. Salazar, Hitler, Franco e afins também apareceream para salvar a sociedade dos políticos). O objetivo é matar a democracia representativa por aclamação popular;
3 – Sujar, insultar e agredir os adversários com recurso à má educação e à boçalidade. Quem é bem educado sabe o quão difícil é falar com uma pessoa mal formada. Já experimentaram discutir uma simples teima de trânsito com um arruaceiro mal criado? Não há como, por muita razão que tenham. O objetivo do arruaceiro é criar a seguinte ideia “veem? Eu tenho razão. Ele não tem argumentos para mim”. Ou seja, pretende transmutar uma vitória decorrente da força da má educação em vitória na substância.
Em termos de grandes objetivos, aquela agenda pretende matar o Estado para que os agentes mais fortes da sociedade possam impor a sua vontade aos mais fracos, sem leis protetoras. Os mais desfavorecidos que votam Chega, acreditando naquela mensagem, serão os primeiros a ser trucidados pela respetiva agenda e eu tenho dúvidas se vou ter pena, confesso, porque não foi falta de aviso…
Um jornalismo a sério deveria confrontar esta e outras facetas do fenómeno neo fascista.

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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL