fake news, ciganos e gnr

Uma boa e séria crónica de opinião do escritor Francisco Moita Flores sem a censura da expressão “etnia cigana” a propósito das preocupantes ameaças de vingança dirigidas contra a GNR
PANDEMIA E GNR:
Não queria opinar sobre coisas sérias durante a quadra festiva. Nem debitar prosa demasiado truculenta. Porém, é preciso ter juízo, mesmo quando abundam doces, vinhos, licores e parece que começa a ficar muita gente com os copos antes de tempo.
1 – Durante a captura de um foragido à Justiça, obrigado a cumprir 11 anos de cadeia pelo crime de roubo, dois militares da GNR foram baleados pelo bandido (um deles em estado grave) e na resposta, o perseguido foi abatido. Não faço juízos de valor, por enquanto.
Porém, o fugitivo é cigano. Coisa que este novo jornalismo, lambisgoia, cheio de verniz e tonto, escamoteia, carregado de preconceitos, com o pretexto de que diferenciar uma etnia é uma forma de racismo. Talvez. Mas também é uma forma de estupidez. E o pior é que a GNR alinha nisto, submetendo-se a esta proto ditadura do politicamente correto, inventado pela Esquerda alegre, lambuzada de caviar.
Sabe-se como a microcultura cigana é vincadamente tribalista. Fazer mal a um, é fazer mal a muitos. O frenesi emocional que desponta desta reação grupal, devia obrigar as autoridades a focar-se nas ondas de choque que este incidente trágico provocou. A sede de vingança mobiliza para a guerra. E a GNR perante este alerta de que andam grupos armados à procura de retaliação, manda fechar as portas dos Postos e pôr os soldados com colete anti-bala.
Errado!
Defender o Estado de Direito e a segurança dos cidadãos, obriga a reação oposta. Abrir as portas, proceder a buscas, a rusgas, enfrentar quem ousa ameaçar o Estado e paz social, apreender as armas, submeter a um juiz quem seja encontrado com o intuito de as usar.
A ideia que fica, (e sei que é injusta) é de uma autoridade do Estado recuar perante uma ameaça bandoleira, encolhida perante as campanhas de ódio despoletadas pelos putativos ‘amigos’ das minorias. Pouco importa a etnia, a língua, a religião. Bandido é bandido. Não tem pele, nem religião, nem tolerância.
2 – Segundo protesto: É falsa a notícia de que os profissionais de Saúde dos Hospitais Privados não tenham acesso à vacina contra a Covid 19. A prioridade vai para todos os profissionais de Saúde. Era bom que o senhor Bastonário não comentasse, nem empolgasse uma notícia falsa, aliás da autoria de quem repetidamente as publica, sempre no mesmo semanário. Soube disto há dois dias. Precisamente da boca de dois médicos, amigos do peito, que exercem a sua clínica num Hospital Privado.
Pronto! Era só isto. Voltem para as filhoses, para os petiscos e para os copos, que é tempo destas coisas mais saborosas.
Bom Natal!
E Boa Saúde para todos!
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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL