SYDNEY 40ºC EM NOVEMBRO

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Temperatures in Sydney over the weekend have hit 40C.
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  • Sydney has recorded its hottest November night on record, with daytime temperatures of 40C on Sunday.
    The Australian city recorded a minimum overnight temperature of 25.4C.
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sobre as diferentes vacinas covid

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Sobre vacinas.
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AS VACINAS PARA A COVID – Esta é a minha publicação mais extensa, mas é a mais importante que já escrevi. Pensei muito antes de a escrever, pois, no início da pandemia, logo na minha primeira publicação sobre o vírus, um indivíduo veio perguntar se eu era virologista. Por acaso é uma pessoa das ciências sociais que fala de tudo com ar de que sabe mais que os outros. Eu não sei nada de nada de vírus e vacinas. Eu sou professor de filosofia. Sou obrigado pelo Ministério da Educação a leccionar teoria da ciência, epistemologia. Em geral a epistemologia é feita por filósofos. Os cientistas estão demasiado ocupados com as suas investigações para perderem tempo a reflectirem sobre que tipo de verdade é a verdade científica, sobre os fundamentos das suas metodologias, sobre as capacidades cognitivas que estão por detrás de determinados conceitos e raciocínios. Claro que no século XX houve cientistas a dedicarem-se também à epistemologia, alguns deram um grande contributo, como Piaget. Um dos temas da epistemologia que tenho de ensinar é «metodologia científica», os diferentes métodos de justificação de hipóteses científicas e as razões de ciências diferentes usarem métodos diferentes. Tenho de explicar os passos do método experimental, nomeadamente as razões que obrigam, algumas investigações, a usarem dois grupos, um experimental e outro de controle. É isto que domino, que ensino há 39 anos, estudei na faculdade mas nunca parei de me actualizar e é disto que vou falar, métodos. Podem-se usar muitos exemplos, esta publicação é sobre metodologia de testes a vacinas. Para isso vou ter de falar de um ou outro conteúdo científico de que não sei grande coisa. Aí socorri-me de coisas escritas e ditas por especialistas que estão a fazer um grande esforço para explicar, numa linguagem simples, coisas profundas da ciência, para totós como eu. Lembrem-se, isto é uma coisa que nos está a atingir a todos, a vacina vai ser uma coisa que nos vai implicar a todos. Não vão na conversa «não és especialista cala-te». Como já disse, há grandes especialistas a colocarem isso em termos simples, acessíveis a qualquer pessoa que queira entender, pelo menos entender nos seus aspectos essenciais.
Como já disse, não era para escrever nada disto, mas os anúncios recentes à comunicação social, por quatro empresas que estão a desenvolver vacinas, fez-me escrever. Claro que isto não é razão suficiente, nem a principal. A principal foi ver a reacção de muita gente aqui no Facebook a essas notícias. Piadas, bocas sem sentido, principalmente sobre as percentagens de protecção anunciadas, que um dia era uma uns dias depois outra. Uns falavam de competição de percentagens, que era tudo para enganar as pessoas, houve uma pessoa que dizia «amanhã vai aparecer uma a dizer que consegue uma protecção de 110%», com muita gente a achar muita graça. Outra razão foi ontem a Oxford, que trabalha com a AstraZeneca, ter anunciado os resultados dos testes da sua vacina. Já sei que os do costume hoje e amanhã vão aparecer com as suas «piadas», a armarem-se em engraçados e a confundirem as pessoas.
Desta vez, os que me costumam perguntar «és especialista?», estão lixados, ensinar epistemologia, nomeadamente o funcionamento do método experimental é o meu trabalho. O Estado paga-me para isso. Então vamos lá que a introdução já vai longa.
Depois de testes in vitro e em animais as vacinas passam a ser testadas em seres humanos. Vamos ver as fases de testagem em seres humanos.
− Fase 1 – É um teste aplicado a poucas pessoas, para verificar efeitos secundários, como reacções alérgicas.
− Fase 2 – Procura-se ver se é eficaz, se desperta imunidade.
− Fase 3 – Nesta fase leva-se mais longe o teste de eficácia. Mais pessoas são usadas no teste. Na fase anterior viu-se que o corpo produz anticorpos, mas será que nos protegem? Isso só sabemos estudando pessoas reais que foram vacinadas e apanharam o vírus. É agora que importa falar do grupo de controle e do grupo experimental. O grupo de controle e o grupo experimental devem ter o mesmo número de pessoas. Às pessoas do grupo de controle é injectado um placebo, às do grupo experimental é injectada a vacina. Quem está a participar da experiência não sabe se está no grupo de controle ou no experimental. Nem o técnico que dá a vacina sabe. Aquilo tem códigos que apenas são conhecidos pelos investigadores. Só estes sabem quem é dum ou outro grupo. É importante não se saber para que o conhecimento não gere comportamentos muito diferentes. A isto chama-se controlo de variáveis.
Por que é que há países mais adequados para fazer os testes do que outros? Esta divisão em grupo de controle e grupo experimental ajuda a entender. Imaginemos uma situação em que nem no grupo do placebo nem no grupo da vacina se registaram casos de infecção. Isso certamente tem a ver com o facto de a experiência estar a ser levada a cabo num local onde não há vírus suficientes para a experiência avançar. Percebe-se, portanto, as razões que levam a experimentar as vacinas nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Brasil. Vi várias pessoas a dizerem que a SinoVac está a testar a vacina no Brasil, que deveria era testar lá na China, já que a SinoVac é chinesa. Quem anda a dizer estas coisas deve ter percebido agora que isso se deve ao facto de no Brasil haver muita gente a ser infectada. Na China já há poucos vírus a circular.
Vamos lá então continuar com o grupo de controle e o grupo experimental. A diferença entre os dois grupos, relativamente ao número de infectados, diz-nos muito sobre a protecção que a vacina dá. Por exemplo, se entre os que levaram o placebo 100 pessoas foram infectadas e entre os que levaram a vacina só 10 foram infectados, a vacina deu uma protecção de 90%. Quanto maior for o número de infectados no grupo de controle, face ao grupo experimental maior é a certeza que a vacina protege.
Agora uma nota importante. Não é o laboratório, ou a universidade que está a desenvolver a vacina que vai decidir se ela vai ser usada ou não. Os dados vão sendo avaliados por comités independentes, e cada país tem comités avaliadores que tomam a decisão final. Nos Estados Unidos é a FDA – Food and Drug Administration. É uma agência federal do Departamento de Saúde. Estou a referir-me a esta pois duas das vacinas mais avançadas estão a ser desenvolvidas por laboratórios americanos, e vão ter de ser certificadas primeiramente pela FDA.
Vou agora falar das quatro vacinas mais badaladas na imprensa.
1. VACINA DA PFIZER – A Pfizer está a desenvolver uma vacina segundo um processo nunca antes usado. A Pfizer comprou a uma empresa alemã, a BioNtech, que estava a desenvolver uma vacina de mRNA que usa pedaços do genoma do vírus, a licença para usar esta nova tecnologia. A Pfizer começou por anunciar percentagens de protecção à volta de 90%, uns dias depois valores à volta dos 95%. Claro que os amantes da desinformação, aproveitaram para dizer coisas como «não sabem o que estão a fazer, um dia dizem uma coisa outro dia outra», «Isto é tudo para nos enganar». De facto, esta alteração de percentagem tem a ver com o desenvolvimento temporal do próprio método. Não podemos atirar vírus para cima das pessoas que estão a ser submetidas aos testes para ver qual é a reacção. Temos de esperar que entrem em contacto com o vírus nas suas actividades normais quotidianas. Isso significa que todos os dias essas empresas recebem novos dados. Quanto maior o universo, quanto maior a amostra, mais certezas. Esta alteração de percentagens ficou a dever-se a isso. O fosso entre os infectados no grupo de controle e no grupo experimental aumentou com o crescimento da amostra.
Um valor de 90% é muito bom. Lembrem-se que a vacina da gripe, que está a ser estudada e fabricada há anos tem uma eficácia entre 40% e 60%. É um vírus diferente, mais mutável, mas esta comparação mostra bem como devemos estar esperançados com uma vacina para o novo corona vírus.
Este valor tão alto deve-se ao tipo de vacina ou ao tipo de vírus? Se for devido ao tipo de vacina, outras vacinas que usem fragmentos de mRNA deverão estar a dar os mesmos resultados. Se for devido ao tipo de vírus, vacinas que usem outro tipo de tecnologia devem dar também níveis altos de protecção. As duas coisas estão a verificar-se.
1º problema com esta vacina. O RNA degrada-se facilmente à temperatura ambiente. Os testes têm decorrido armazenando e transportando o RNA a temperaturas de -80°C. Refrigeradores que consigam esta temperatura são super caros e raros. Isto exigiria um grande investimento e consequentemente um aumento no preço da vacina. A Pfizer está a fazer testes para ver se a vacina continua eficaz a temperaturas mais altas. Acho que até já há projectos para liofilizar a vacina, o que não exigiria temperaturas tão baixas, no momento de utilização seria activada.
2ª problema com esta vacina. O seu fabrico em grande escala. A Pfizer diz ter capacidade para produzir 1,3 mil milhões de doses até ao final de 2021. É pouco, só daria para vacinar 650 milhões de pessoas, pois as pessoas têm de levar duas doses. Penso que todas as outras vacinas estão também a ser pensadas para duas doses.
2. VACINA DA MODERNA – Esta vacina está a ser desenvolvida por uma pequena empresa americana. Usa também a técnica de pedaços de mRNA do vírus. Não me vou adiantar muito mais porque o que foi dito sobre a anterior serve para esta. A Moderna afirma que a protecção verificada anda à volta dos 95% e que a temperatura de armazenamento ronda os -20°C. Seria uma grande vantagem, faria descer imenso o preço.
3. VACINA DA Oxford/AstraZeneca. Ontem a Oxford anunciou os resultados da sua vacina. Usa uma tecnologia bastante diferente. Pegam num vírus respiratório, o adenovírus e colocam dentro dele pedaços do corona vírus. A ideia é a mesma, o nosso corpo depara-se com esses fragmentos e desenvolve protecção. A Oxford anunciou uma protecção de cerca de 70%, mas isto é uma média. Houve casos de 60% de protecção e casos de 90% de protecção. Como é que eles explicaram esta diferença? Quem levou duas doses teve uma protecção de 60%, quem levou primeiro meia dose e depois uma dose teve uma protecção de 90%. Há várias hipóteses já avançadas para explicar isto, mas não interessa para agora.
Vantagens desta vacina face às anteriores:
a) É mais fácil de produzir. Como isto já vai longo não vou explicar porquê. Quem estiver interessado investigue.
b) Pode ser armazenada e transportada à temperatura normal da maioria das vacinas.
c) Será muito mais barata.
4. VACINA CORONAVAC – A Sinovac diz que está quase pronta a dar informação sobre os resultados dos testes da sua vacina. A tecnologia que está a ser usada é uma tecnologia clássica de produção de vacinas, usa vírus inactivados. Vamos esperar pelos resultados.
− Fase 4 – Produção e distribuição em larga escala. Tratando-se de uma pandemia a atingir quase todos os países, não vai ser fácil. Há a acrescentar que algumas vacinas, ao usarem técnicas nunca antes usadas, não podem usufruir da experiência anterior de produção, nem em grande nem em pequena escala. Quando começar a vacinação em larga escala, isso não significa afrouxar na análise dos resultados. Reacções adversas têm mais hipótese de se manifestarem à medida que o universo de pessoas aumenta. Se a hipótese de uma reacção adversa grave for de 1 para 10 milhões, pode muito bem não aparecer na vacinação de apenas 1 milhão, mas começarem a aparecer muitos casos quando 200 milhões tiverem sido vacinados.
Deu-me muito trabalho fazer isto, tive de ler dezenas de publicações, espero que ninguém venha aqui só para provocar, ou com piadas racistas contra os chineses.
(fontes: sites das empresas referidas, diversos artigos de virologistas que não me lembro já, Atila Iamarino, microbiologista)
P.S. Quero dizer às pessoas que me estão a agradecer a publicação que não tenho qualquer mérito nisto, tudo o que está aqui está a ser dito pelos especialistas. Eu só organizei a informação no meu estilo de escrita.
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EDUARDO BETTENCOURT PINTO Tertúlia 14 Saudades dos colóquios 14

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Tertúlia 14 Saudades dos colóquios 14

  • Sábado, 5 dezº 2020 (18h00 AZOST)

— Eduardo Bettencourt Pinto

TRANSMISSÃO EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

Os convidados e moderador (LIMITE 5 PESSOAS) usam o link ….

StreamYard https://streamyard.com/3ezy34xgxg

(podem assistir em https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/ e fazer perguntas por escrito)

Pode ver todas as tertúlias anteriores e descarregar o vídeo em

https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

ou em

https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

ou no Facebook

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/ ou

1 Álamo Oliveira

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/913777022447355

2 Urbano Bettencourt, Chrys, Pedro Almeida Maia (Criatividade Confinada)

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/635885243732266

3 Helena Ançã, Luciano Pereira E Helena Chrystello (Educação Confinada)

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/634964720788883

  1. Teolinda Gersão, Onésimo T Almeida, Luís Filipe Borges (o autor na primeira pessoa)

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/757295621484202

  1. Maria João Ruivo

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2724774111098743/

  1. Sérgio Rezendes

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1415760265280870

  1. 7. José Luís Peixoto

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1764308467071226

  1. 8. Joaquim Feliciano da Costa

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/849325455889894/

  1. Richard Zimler

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/2732501230349325/

  1. Luís Filipe Sarmento

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/1445657988958848

  1. 11. Sérgio Ávila

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/403949154326004

  1. 12. Pedro Paulo Câmara, Carolina Cordeiro e Diana Zimbron

https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/videos/381656222885298

13 Rui Faria Assoc de Emigrantes dos Açores

https://www.faceboaok.com/watch/live/?v=386228869258060

 

 

cada convidado dispõe de 20’

 

 

SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS INDIVIDUAIS

– Sábado, 05 SET 2020 (18h00 AZOST) — Álamo Oliveira (REALIZADO)

– Sábado, 03 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Maria João Ruivo (REALIZADO)

– Sábado, 10 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Sérgio Rezendes (REALIZADO)

– Sábado, 17 OUT 2020 (18h00 AZOST) — José Luís Peixoto (REALIZADO)

– Sábado, 24 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Joaquim Feliciano da Costa (REALIZADO)

– Domingo, 25 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Richard Zimler (REALIZADO)

– Sábado, 31 OUT 2020 (18h00 AZOST) — Luís Filipe Sarmento (REALIZADO)

– Sábado, 07 NOV 2020 (18h00 AZOST) — Sérgio Ávila (REALIZADO)

Sábado, 28 Nov 2020 (18h00 AZOST) – Rui Faria Associação de Emigrantes dos Açores (REALIZADO)

  • Sábado, 05 DEZ 2020 (18h00 AZOST) — Eduardo Bettencourt Pinto
  • Sábado, 19 DEZ 2020 (18h00 AZOST) – Vamberto Freitas

  • Sábado, 02 JAN 2021 (18h00 AZOST) — Ana Paula Andrade

  • Sábado 09 jan 2021 18h00 AZOST) – Eduíno de Jesus ?

  • Sábado, 06 FEV 2021 (18h00 AZOST) — Miguel Real

  • Sábado, 06 MAR 2021 (18h00 AZOST) — Susana Antunes

SAUDADES DOS COLÓQUIOS, TERTÚLIAS DE GRUPO “Criatividade Confinada” – “O autor pelo Próprio”

– Sábado, 12 SET 2020 (18h00 AZOST)— Chrys Chrystello, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt (REALIZADO)

– Sábado, 19 SET 2020 (18h00 AZOST)— Helena Chrystello, Luciano Pereira, Maria Helena Ançã (REALIZADO)

– Sábado, 26 SET 2020 (18h00 AZOST) — Teolinda Gersão, Luís Filipe Borges, Onésimo T Almeida (REALIZADO)

– Sábado, 14 NOV 2020 (18h00 AZOST) — Pedro P Câmara, Diana Zimbron, Carolina Cordeiro (REALIZADO)

  • sábado, 12 DEZ 2020 (18h00 AZOST) – Manuela Marujo, Hilarino da Luz, Vera Duarte (DATA SUGERIDA)
  • sábado, 9 jan 2021 (18h00 AZOST) – Isabel Rei, Barbara Juršic , Sérgio Prosdócimo (DATA SUGERIDA)

  • . sábado 13 fev 2021 (18h00 AZOST) – Luís Gaivão, Raul Gaião, Moisés Lemos Martins (DATA SUGERIDA)

    • sábado 13 mar 2021 (18h00 AZOST) – Conceição Andrade, Francisco Madruga, Rolf Kemmler (DATA SUGERIDA)

    Próximas entradas (datas a definir) 3 alexandre banhos 4 artur novelhe (Galiza),5 jose carlos teixeira (canadá) 6. perpétua santos silva 7 maria helena anacleto-matias 8 mário meleiro

    aparelho respiratório matou 13 mil

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    Helena Canotilho
    9 m ·
    Leiam!!! ….. Não foi declarada pandemia….. Porque a declaram agora e nos mantêm presos em casa ?! Incutem o medo , depois lançam confusão com as vacinas , dizem que não chegam para todos , mais medo….e no final toda a gente irá a correr para a apanhar 😡 Já pensaram nos biliões de € que “uns quantos” vão arrecadar á custa dos tolos e das vacinas ?!!!! Pesquisem e informem-se, mas não nas TVs !!!…..onde só dizem o que querem que as pessoas saibam…….
    Doenças do aparelho respiratório mataram mais de 13 mil pessoas em Portugal em 2018
    OBSERVADOR.PT
    Doenças do aparelho respiratório mataram mais de 13 mil pessoas em Portugal em 2018
    O INE avança que “as doenças do aparelho respiratório causaram 13.305 óbitos em 2018, mais 3,8% do qu

    zimler e quintanilha

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    “Os meus pais não eram nada preconceituosos. Não disse que era gay, não existia essa expressão quando tinha 16 anos. Disse aos meu pais que estava apaixonado por um homem e que não percebia. Não havia role models [exemplos] para isso. O meu pai disse-me que não era uma coisa que ele percebesse, mas que se isso me preocupava podia arranjar uma pessoa com quem eu pudesse falar. E fui falar com um psiquiatra, duas vezes.
    Só para situar: isso passa-se em Moçambique, há 50 anos, e o seu pai é um prestigiado biólogo.
    Na primeira vez em que estive com esse homem extraordinário, dei-lhe a ler um diário meu. Estava convencido de que era uma obra-prima da literatura [riso]. Na sessão seguinte, entregou-mo e disse: “Você está apaixonado. Isso é uma sensação maravilhosa. Devia estar satisfeito por estar apaixonado”. Eu não tinha a certeza se era mesmo gay ou se era bi. A minha mãe, a única coisa que me disse foi: “Quero é que sejas feliz”.”
    Todos os pretextos são bons para voltar a esta entrevista com o Alexandre Quintanilha e o Richard Zimler. Ainda mais quando crescem as formas de fascismo, o discurso do ódio e da intolerância. Que grande lição de amor nos dão, os dois: https://anabelamotaribeiro.pt/alexandre-quintanilha-e…
    Alexandre Quintanilha venceu o grande prémio Ciência Viva 2020. Parabéns!
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    a pedra de dighton

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    A PEDRA DE DIGHTON!!
    A pedra de Dighton consiste numa pedra que tem inscrições e devido a estas inscrições já surgiram várias teorias sobre quem tinha feito as mesmas. Estava situada originalmente a sul de Massachussets, na margem esquerda do rio Taunton, em Berkley a 9 milhas de Fall River. Hoje está conservada no seu museu.
    Manuel Luciano da Silva estudou muito o assunto e afirma convincentemente que a pedra tem inscrições portuguesas assim como vai mais longe afirmando que houve colonização portuguesa nos estados de Massachussets e de Rhode Island. Fala de João Vaz Corte-Real que esteve na Terra dos Bacalhaus (Canadá) e regressou daí em 1472 à ilha Terceira. Seu filho, Gaspar Corte-Real também viajou para a América do Norte indo para a Gronelândia na primeira viagem (1501), e da segunda viagem nunca regressou, tendo seu irmão Miguel Corte-Real pedido licença a D.Manuel I para ajudar o mesmo a encontrar o seu irmão, mas também perdeu-se.
    A pedra de Dighton tem algumas inscrições e Manuel Luciano da Silva atribui a autoria dessas inscrições aos portugueses, referindo ser possível ver na pedra as inscrições de «Migvel CorteReal» e a data de «1511». Para este autor esta é uma grande prova da presença portuguesa no que viria a ser o estado de Massachusetts nos EUA. Tendo em conta isto, ainda afirma que a Torre de Newport e o forte Ninigret em Charlestown, Rhode Island são da autoria portuguesa, assim como ainda refere que os portugueses deixaram descendência ao se fazer miscigenação com os índios.
    A opinião científica sobre este assunto não é unânime e tendo em conta tudo o que já foi dito conclui-se o seguinte:
    Os portugueses lançaram-se na busca de uma passagem pelo Noroeste a caminho de Cipango e Cathay e essas tentativas foram feitas a partir dos Açores devido à sua insularidade e por estarem no meio do Atlântico;
    Gaspar Corte-Real chegou à Terra Nova em 1501 depois de John Cabbot ter avistado a mesma no ano de 1497, e sabe-se disto pois mandou um ou dois navios a dar a notícia ao rei português e nunca mais se soube dele.
    Miguel Corte-Real, após conseguir a autorização de D.Manuel I, partiu em busca do irmão a partir de Lisboa em abril de 1502 e nunca mais se soube nada dele.
    Para os emigrantes portugueses e açorianos nos EUA a pedra de Dighton é importante pois aumentar o orgulho pela pátria e os feitos dos seus navegadores no passado e legitima a presença portuguesa e por sua vez açoriana nos Estados Unidos. Nos dias de hoje o Museu da Emigração Açoriana possui uma réplica da pedra, assim como outros locais em Portugal.
    Fontes de informação:
    SILVA, Manuel Luciano da, Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton, Porto, Brasília Editora, LDA, setembro de 1974.
    ALMEIDA, Onésimo Teotónio, «Irmãos Côrte-Real – Os Mitos e os Factos e a sua Importância Identitária» in GOMES, Francisco António Nunes Pimentel; PEREIRA, Jorge Alberto da Costa; BARRETO, Margarida Maria Amorim, O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX: Actas do III Colóquio, Horta, Núcleo Cultural da Horta.
    Podes saber mais em: http://aeazores.org
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    DIGHTON’S STONE !!
    Dighton’s stone consists of a stone that has inscriptions and due to these inscriptions several theories have already emerged about who had made the same ones. It was originally located south of Massachusetts, on the left bank of the Taunton River, in Berkley 9 miles from Fall River. Today it is preserved in its museum.
    Manuel Luciano da Silva studied the subject a lot and convincingly states that the stone has Portuguese inscriptions as well as goes further stating that there was Portuguese colonization in the states of Massachusetts and Rhode Island. It speaks of João Vaz Corte-Real, who was in the Land of the Cod (Canada) and returned from there in 1472 to the island of Terceira. His son, Gaspar Corte-Real also traveled to North America going to Greenland on the first trip (1501), and from the second trip he never returned, having his brother Miguel Corte-Real asked king D. Manuel I for leave to help him to find his brother, but he also got lost.
    The Dighton stone has some inscriptions and Manuel Luciano da Silva attributes the authorship of these inscriptions to the Portuguese, saying that it is possible to see on the stone the inscriptions of «Migvel CorteReal» and the date «1511». For this author this is a great proof of the Portuguese presence in what would become the state of Massachusetts in the USA. Bearing this in mind, he still claims that the Tower of Newport and Fort Ninigret in Charlestown, Rhode Island are of Portuguese authorship, as well as that the Portuguese left offspring when miscegenating with the Indians.
    The scientific opinion on this subject is not unanimous and taking into account everything that has already been said, we can conclude:
    The Portuguese launched a search for a passage through the Northwest on the way to Cipango and Cathay and these attempts were made from the Azores due to their insularity and because they are in the middle of the Atlantic;
    Gaspar Corte-Real arrived in Terra Nova in 1501 after John Cabbot saw it in 1497, and this is known because he sent one or two ships to give the news to the Portuguese king and he was never heard of again.
    Miguel Corte-Real, after obtaining the authorization of D. Manuel I, left in search of his brother from Lisbon in April 1502 and he was never heard from again.
    For Portuguese and Azorean emigrants in the USA, the Dighton stone is important because it increases the pride of the country and the achievements of its navigators in the past and legitimizes the Portuguese and Azorean presence in the United States. Nowadays the Museum of the Azorean Emigration has a replica of the stone, as well as other places in Portugal.
    Sources of information:
    SILVA, Manuel Luciano da, Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton, Porto, Brasília Editora, LDA, setembro de 1974.
    ALMEIDA, Onésimo Teotónio, «Irmãos Côrte-Real – Os Mitos e os Factos e a sua Importância Identitária» in GOMES, Francisco António Nunes Pimentel; PEREIRA, Jorge Alberto da Costa; BARRETO, Margarida Maria Amorim, O Faial e a Periferia Açoriana nos Séculos XV a XX: Actas do III Colóquio, Horta, Núcleo Cultural da Horta.
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    AÇORES SURFAR A NATUREZA

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    arolina Couto

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    César Couto Photography

    added a new photo to the album Day Dreams.

    Day Dreams. Surfing the island anywhere. Não temos a nazaré, mas temos algo igualmente imenso, a natureza.
    Carolina Couto

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    https://scontent.fpdl1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/127671122_1476055215930667_6876052003190271115_o.jpg?_nc_cat=100&ccb=2&_nc_sid=0debeb&_nc_eui2=AeE-2ZrAJCT7i5VmUlBXsMH50Y_Z-clT2tnRj9n5yVPa2YWLbs_m9hwLcRkh3F5XM2A&_nc_ohc=D40x2ZoFJUwAX8kmWDT&_nc_ht=scontent.fpdl1-1.fna&oh=60439e4187a8d1dbcf923deb897811b7&oe=5FE82BE4
    César Couto Photography

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    Day Dreams. Surfing the island anywhere. Não temos a nazaré, mas temos algo igualmente imenso, a natureza.

    ainda não ouvi clamor nacional contra o SEF -PAÍS DE MANSOS

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    CRIME NO AEROPORTO – VERGONHA NACIONAL
    MAIS REVELAÇÕES SOBRE O FUNCIONAMENTO DO SEF
    “Não foi só o ucraniano que apanhou ali. Muita gente teve problemas. Vi surras que muitos apanharam. Levam para aquela salinha que nós chamávamos dos remédios e batem. Várias pessoas foram postas naquela sala e saíam roxas e rebentadas, a coxear. Algumas saíam de cadeira de rodas. Vi vários factos acontecer do estilo do ucraniano. Quando vinham os inspetores e levavam para a salinha já sabíamos que era para a surra. Também fazem no banheiro, porque não tem câmaras.”
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    Simplesmente chocante. Afinal, que país somos nós onde coisas destas acontecem, quase 50 anos depois de Abril? E mais chocante ainda, o silêncio da maioria das autoridades e líderes políticos sobre estes factos vergonhosos. Onde o clamor nacional contra o que se passou? Onde a exigência de um inquérito rigoroso e aprofundado e de uma transformação de alto a baixo de um serviço de polícia que é a primeira imagem do país face ao estrangeiro? Será que não se dão conta de como tudo isto prejudica seriamente a nossa diplomacia no mundo inteiro?

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    crónica 368 DO IBERISMO AO 1º DE DEZEMBRO

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    crónica 368 DO IBERISMO AO 1º DE DEZEMBRO
    qUANDO ESTA CRÓNICA FOR PUBLICADA, A DATA TERÁ PASSADO SEM GRANDES MANIFESTAÇÕES PÚBLICAS NACIONAIS OU REGIONAIS SOBRE A SUA IMPORTÂNCIA, E UM POVO QUE NÃO CUIDA DA SUA HISTÓRIA ESTÁ CONDENADO AO IDÊNTICO OLVIDO

    Gostava de ter algumas réstias do meu sempiterno otimismo, mas a reserva desoladamente está no nível mínimo desde há décadas. Quando, ano após ano, a chuva cai e não molha corações pois esses secaram para sempre, quando dia após dia nos lavam o cérebro com uma pandemia que eliminou as mortes por gripe mas fez aumentar outras mortes temos de assumir que esta casa em que vivemos, a sociedade, é de péssima qualidade e estes “mestres” de construção não passam de biscateiros incapazes de fazerem uma obra como deve ser. Mas vamos todos cantando e rindo para o matadouro das vacinas que nos obrigam a tomar. Raras vezes as pessoas param para pensar, mesmo os que ainda não desaprenderam tal exercício. Menos ainda as vezes que estudam a história e dela retiram ensinamentos. É esta a tradição e não é de hoje, vem de há muitos anos como constatei ao traduzir este parágrafo:

    Enquanto a Terceira e as ilhas próximas resistiam ao assalto dos espanhóis à Coroa portuguesa, S. Miguel franqueou-lhes a entrada. Isto deveu-se ao facto de o Corregedor Ciprião de Figueiredo estar sedeado em Angra. Fiel apoiante do Prior de Crato, terá proferido a frase “antes morrer livres que em paz sujeitos”. … a capitania de S. Miguel estava na mão da influente família Gonçalves da Câmara. Além disso, residia em S. Miguel o Bispo dos Açores, D. Pedro de Castilho, fiel a Filipe II. Viria a ser Vice-Rei de Portugal em paga da fidelidade à causa castelhana. Mais tarde, o Capitão do Donatário de S. Miguel recebeu o título de Conde de Vila Franca. Abundam ainda agora os que esquecem o terror do domínio castelhano e pressurosos querem entregar o país ao vizinho ibérico. Miguel Urbano Rodrigues escrevia em 2006[1]:

    Os iberistas, ao esboçarem uma Espanha pletórica de energias, de progresso e criatividade, simulam esquecer a mais alta taxa de desemprego da União Europeia. Não aludem ao racismo e à xenofobia que fazem hoje da pátria de Cervantes um dos países europeus onde os imigrantes, sobretudo os magrebinos, equatorianos e colombianos, são mais discriminados. Preferem discorrer sobre a localização da capital, a estrutura institucional do Estado, Federação ou simples transformação de Portugal em mais uma Região Autónoma, e, o papel do Rei. Fala-se do bacalhau, do fado, do flamenco, de marialvas e senhoritos, dos dois idiomas, … longe de serem «muito parecidos», portugueses e espanhóis distanciaram-se progressivamente, exibindo atitudes quase antagónicas. Trabalham e comem a horas diferentes, transformam o culto do aperitivo num instrumento de convívio.

    Outra omissão é a falta de referências à colonização económica de Portugal pela Espanha. O processo em curso é avassalador. Há três décadas a Espanha não existia como parceiro comercial. Hoje ocupa o primeiro lugar nas importações portuguesas. A banca espanhola conquistou parcela importante do mercado português. O mesmo ocorre com a hotelaria e as grandes transnacionais como El Corte Inglês e Zara. As imobiliárias espanholas invadem as cidades. O processo de colonização pacífica assume facetas particularmente alarmantes no Alentejo onde capitalistas espanhóis compraram as melhores terras no Alqueva. Adquiriram milhares de hectares para criação de porcos, instalação de lagares e plantação de oliveiras e vinhas. A invasão é festejada pelo Governo e pela grande burguesia. Agradecem.

    Saúdam os espanhóis como agentes do progresso. Com a espontaneidade da nobreza de 1383 a saudar D João De Castela e a nobreza de 1580 a alinhar com Filipe II. Essa forma de dominação económica encobre uma modalidade de intervenção imperial. Hoje, ninguém se surpreenderia se Portugal passasse a dependência espanhola, como se de um banco se tratasse. Como se falássemos em abrir um escritório no litoral já que o interior está desertificado de gentes e de economias de mercado viáveis. Por outro lado, despontam iniciativas de união ibérica, nem sempre dissimuladas, que causam engulhos.

    Por ser um estudioso que condensou o que penso, sigamos Carlos Fontes,

    O iberismo é típico do séc. XIX. … As pequenas nações condenadas a serem absorvidas pelas grandes (teoria darwinista). É uma manifestação patológica de indivíduos que sofreram influência espanhola ou se assumiram como agentes de interesses espanhóis. Quando a situação é melhor no outro lado da fronteira, a integração surge como a solução para resolver a crise, sem trabalho. Alguns assassinatos de iberistas ficaram célebres, como defesa de valores fundamentais – dignidade, identidade cultural e liberdade -, mas também respeito por si próprios. Um povo que não se respeita a si próprio, nunca será respeitado por outros. Ora, o iberista sempre manifestou um profundo desprezo pela dignidade e liberdade do português, agindo de modo a destruir a comunidade que o viu nascer… As mortes de dois iberistas assumiram uma enorme carga simbólica na história

    A morte do Conde de Andeiro, fidalgo galego, foi o símbolo de liberdade de um povo que recusa as ingerências externas e os jogos palacianos. Este traidor castelhano participou em conspirações ao serviço de Portugal e de Inglaterra. Em Lisboa, ascendeu a uma elevada posição na corte, tendo recebido de D. Fernando o título de Conde de Ourém, e na crise de 1383-85, esteve ao serviço de Castela. Foi assassinado, em 1383, por D. João, mestre de Avis e futuro rei. A sua nefasta ação traduziu-se numa violenta guerra civil que só terminou quando os portugueses exterminaram os aliados de Castela.

    Já a morte de Miguel de Vasconcelos exprime simbolicamente a afirmação da identidade cultural de um povo, cuja forte individualidade saiu reforçada após uma opressão de 60 anos. Ficou tristemente célebre pelo ódio que nutria pelos seus concidadãos. Em 1634 tentaram-no matar. Se o tivessem feito, muitas vidas teriam sido provavelmente poupadas. Na manhã de 1 de dezembro de 1640, quando os portugueses restauraram a independência foi o primeiro a ser morto… depois, o povo português travou, durante 28 anos, uma sangrenta guerra na Europa e na América do Sul pela defesa da sua liberdade e dignidade.

    Ora bem, como ninguém estuda História, episódios como este perdem a força e não são transmitidos de geração para geração, perdendo-se a memória coletiva do povo. Continuemos com as palavras de Carlos Fontes. Nas últimas décadas, órgãos de comunicação social, usando da liberdade de expressão, têm procurado abrir fraturas na sociedade. O objetivo é:

    1. Mostrar através de “sondagens” encomendadas ou “discussões” públicas que na sociedade portuguesa existe um grupo cujo objetivo é a dissolução do Estado português;
    2. Dar “voz” à hipotética minoria iberista portuguesa. Ao mesmo tempo, a imprensa espanhola mostra a aceitação à integração.
    3. Os supostos iberistas não constituem uma corrente de opinião nem um movimento organizado[2].

     

    A razão por que escolhi este tema é a data que ora se celebra, o dia da Restauração da Independência de 1 de dezembro de 1640. Para que os mais jovens nunca o esqueçam e deixem de a tratar como um dia sem aulas. Infelizmente, é para a maioria, um dia como qualquer outro nos Açores, sem que o povo se dê conta do seu significado:

    “…arrebatados do generoso impulso, saíram todos das carroças e avançaram ao paço. Neste tempo andava D. Miguel de Almeida, venerável e brioso, com a espada na mão gritando: — Liberdade, portugueses! Viva El-Rei D. João, o Quarto!”

    A ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena após 60 anos de monarquia dualista. Cinco séculos de governo próprio haviam forjado a nação, rejeitando a união com o país vizinho. A independência fora sempre um desafio a Castela. Entre os dois estados houve sucessivas e acerbas guerras, as únicas que Portugal travou na Europa. Para os Portugueses, os Habsburgo eram usurpadores, os Espanhóis inimigos e os partidários, traidores. Avançara depressa a castelhanização do País de 1580 a 1640. Autores e artistas gravitavam na corte espanhola, fixavam residência, aceitavam padrões espanhóis e escreviam em castelhano, enriquecendo o teatro, a música ou a arte pictórica espanholas. A perda da individualidade cultural era sentida por portugueses, a favor da língua pátria e da sua expressão em prosa e poesia. Contudo, os intelectuais sabiam perfeitamente que os esforços seriam vãos sem a recuperação da independência política. Muitas razões que justificavam a união das coroas ficaram ultrapassadas. O Império Português atravessava uma crise com a entrada em jogo de holandeses e ingleses. Perdera o monopólio comercial (Ásia, África e Brasil) e a Coroa, a nobreza, o clero e a burguesia haviam sofrido severos cortes de receitas.

    Os Espanhóis reagiam contra a presença portuguesa nos seus territórios, mediante vários processos, entre os quais a Inquisição. Isso suscitou grande animosidade nacionalista em Portugal aprofundando o fosso entre os dois países. Margarida, duquesa de Mântua, neta de Filipe II, exerceu o governo de Portugal de 1634 a 1640, como vice-rei e capitão-general. Economicamente, a situação piorara desde 1620 e estava longe de brilhante. Os produtores sofriam com a queda dos preços do trigo, azeite e carvão. A crise afetava as classes baixas, cuja pobreza aumentou. O agravamento dos impostos tornava a situação pior. Para explicar os tempos difíceis, a solução apresentava-se fácil e óbvia: a Espanha, causa de todos os males.

    A conspiração independentista era heterogénea [nobres, funcionários da Casa de Bragança e do clero]. Em novembro conseguiram o apoio do duque de Bragança. Na manhã do 1º de dezembro, um grupo de nobres atacou a sede do governo[3] prendeu a duquesa de Mântua, matou e feriu membros da guarnição militar e funcionários, como o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos. Já dizia Camões: “Também dos Portugueses alguns traidores houve, algumas vezes…” (Os Lusíadas, C. IV, 33). Seguidamente, os revoltosos percorreram a cidade, aclamando o novo estado, secundados pelo entusiasmo popular, a mudança do regime foi recebida e obedecida sem dúvida. Só Ceuta permaneceu fiel à causa de Filipe IV.

    1. João IV entrou em Lisboa a 6 de dezembro. Proclamar a separação fora fácil, difícil seria mantê-la. Tal como em 1580, em 1640 os portugueses estavam desunidos. As classes inferiores mantinham a fé nacionalista em D. João IV, mas o clero e a nobreza, com laços em Espanha, hesitavam. O novo monarca estava numa posição pouco invejável.

    Do ponto de vista teórico, tornava-se necessário justificar a secessão não como usurpador, mas a reaver o que por direito legítimo lhe pertencia[4]. Do lado espanhol, a Guerra dos Trinta Anos (até 1659) e a questão da Catalunha (até 1652) atrasavam ofensivas de vulto. A guerra, que se prolongou por 28 anos, teve altos e baixos até se assinar o Tratado de Lisboa, em 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este reconhece a independência do nosso País.

    Hoje, gente com passaporte português celebra o 1º de dezembro como desastre ou deplorável evento. Esquecem que se tratou da reconquista da liberdade do povo e da nação subjugada pela dinastia dos Filipes de Castela. Mais vale um povo pobre e livre do que rico na gaiola dourada com as cores do reino de Espanha. Assim o dizem os galegos que se aproximam das origens portuguesas preservando a língua e cultura comuns: a memória dos homens é curta.

    São interessantes os “pequenos detalhes” que determinam a Históriae que legalizaram de pleno direito a sucessão de Filipe II ao trono de Portugal em 1580 por morte sem descendência do herdeiro varão cardeal D. Henrique (68 anos) 9º filho do rei D. Manuel I. A candidatura de Filipe era fortíssima e indiscutível pelo casamento da filha terceira de D. Manuel I, com Carlos V, pais de Filipe I (II de Espanha).

    Paradoxalmente, antes da candidatura de Filipe, a situação poderia ter sido invertida, unificando as coroas ibéricas “para o lado português”. Em 1499, foi proclamado herdeiro das coroas de Portugal e de Espanha, Miguel da Paz[5], primeiro filho de D. Manuel I com Isabel, filha dos Reis Católicos. Azar dos portugueses ou conspiração castelhana, morreu com 2 anos de idade.

    Os portugueses serão sempre saudosistas, dos espanhóis, de Salazar e do sonho chamado 25 de abril.

    — Quem diria que Portugal estaria melhor como província espanhola do que independente? (Os galegos dizem que não).

    • Quem garante que não seria Portugal uma célula independentista, tipo ETA, (aliada ou não à Galiza)?
    • E se fosse ao contrário? Se o Reino de Espanha fosse hoje uma província de Portugal?

    Que aconteceria aos Bourbon?

    Só tinham utilidade nos EUA. Lá emborcam todos os Bourbon que encontram.

    Infelizmente, aqui ao lado, entronizam-nos e chamam-lhes Reis.

    Chrys Chrystello, Jornalista,

    Membro Honorário Vitalício nº 297713

    [Australian Journalists’ Association] MEEA]

    [Diário dos Açores (desde 2018)

    Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e

    Tribuna das Ilhas (desde 2019)]

     

    esta e anteriores crónicas em As (Ana)Chrónicas Açorianas (lusofonias.net)

    As (Ana)Chrónicas Açorianas (lusofonias.net)

    [1] Miguel Urbano Rodrigues. “Alentejo Popular” (Beja) 02-11-06

    [2] Oliveira Martins (1845-1894) é o melhor exemplo dos esbirros iberistas. É difícil de determinar a causa do profundo ódio que manifestava. Foi um típico vira-casaca: anarquista, socialista, republicano, monárquico, liberal, antiliberal. Defendeu a liberdade, mas também a ditadura. Atacou os ditadores, mas apoiou João Franco, sendo apontado como um dos introdutores das ideias socialistas e como um protofascista. Muitas das ideias foram aplicadas por ditadores (Sidónio Pais ou Oliveira Salazar). Antero de Quental (1869) era um confesso iberista, dois anos depois já nem fala no assunto, e mais tarde abomina a ideia. Algo idêntico ocorreu com Teófilo Braga.

    [3] (Paço da Ribeira)

    [4] Abundante bibliografia (em Portugal e fora dele) procurou demonstrar os direitos reais do duque de Bragança. Se o trono jamais estivera vago de direito, em 1580 ou 1640, não havia razões para eleição em cortes, o que retirava ao povo a importância que teria, fosse o trono declarado vago.

    [5] in Oliveira Marques, “A Restauração e suas Consequências”, in História de Portugal, vol. II, Do Renascimento às Revoluções Liberais, Lisboa, ed. Presença, 1998, pp. 176-201). Todo o reinado (1640-56) foi orientado por prioridades. Primeiro, a reorganização militar, reparação de fortalezas, linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições e obtenção de material e reforços. Paralelamente, a intensa atividade diplomática nas cortes da Europa, para obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas, conseguir o reconhecimento da Restauração, e a reconquista do império ultramarino. A nível interno, a estabilidade dependeu, do aniquilamento da dissensão a favor de Espanha. A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços e absorveu enormes somas. Pior, impediu o governo de conceder ajuda às atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o Império, na Ásia, foi sacrificado, salvou a Metrópole da ocupação pelos espanhóis. Portugal não dispunha de exército moderno, as forças terrestres escassas, as coudelarias extintas e os melhores generais lutavam pela Espanha, e a guerra se limitou a operações fronteiriças de pouca envergadura.