imensa religiosidade

Ao sair, à hora de ponta, com uma temperatura de 37 graus, cheguei a um cruzamento muito complicado, com muitos veículos.
Fiquei ali parada, porque o semáforo estava vermelho, pensando no Senhor e nas coisas boas que dele tenho recebido.
Não me apercebi do sinal ter ficado verde, mas descobri que há muitos que amam o Senhor, porque imediatamente começaram a buzinar… Foi maravilhoso!
A pessoa que estava atrás de mim era, com certeza, muitíssimo religiosa, porque tocava a buzina insistentemente e gritava: “Pelo amor de Deus!”
Incentivados por ele, todos começaram a buzinar também. Eu sorri-lhes e saudei-os com a mão pela janela, totalmente emocionada.
Vi que um outro rapaz me acenava de uma maneira muito especial, levantando só o dedo médio da mão.
Perguntei ao Beto, o teu primo, que estava comigo, o que queria dizer aquele aceno.
Ele respondeu-me que era uma “saudação hawaiana”, de boa sorte!
Então, comecei a saudar todos da mesma maneira.
O Beto estava muito feliz, rindo muito, imagino que pela bela experiência religiosa que estava vivenciando.
Dois homens desceram de um carro e começaram a andar na nossa direção, acho que para rezar comigo, para me perguntar que igreja frequento, mas foi neste momento que vi que estava verde.
Então, saudei todos meus irmãos e irmãs e passei o semáforo.
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Percebi logo que o único carro que tinha passado era o meu, já que voltou a ficar vermelho. Senti-me triste por deixá-los ali, depois de tanto amor que havíamos partilhado.
Então parei, desci do carro e saudei-os a todos com a “saudação havaiana” e fui-me embora.
Agradeço a Deus por mais esta experiência maravilhosa que tive com todos estes bons homens e mulheres.
Beijos da tua avó.
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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL