SOBRE O “VÍRUS PANDÉMICO” QUE ANDA POR AÍ …”

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João Pedro Quintino

“SOBRE O “VÍRUS PANDÉMICO” QUE ANDA POR AÍ …”

Porque muitos me têm questionado, aqui deixo a minha opinião sucinta.

Se todos os anos se fizesse com a gripe sazonal o mesmo relatório de contagem diária alarmista como o que está a acontecer este ano com este coronavírus, a sociedade humana já teria paralisado.

Todas as gripes são provocadas por vírus, e muito mutantes. Daí haver necessidade, todos os anos, de novas vacinas.

Por outro lado, existe uma enorme confusão em relação aos testes. O facto de haver anticorpos no organismo não quer dizer que a pessoa esteja doente, apenas que esteve em contacto com o vírus e desenvolveu a sua própria defesa imunitária. Para haver doença é preciso que haja sintomas.

As pessoas idosas e com doenças que fragilizam as suas defesas imunitárias devem ser alvo de especial cuidado? Sim, devem.
Devem-se tomar medidas preventivas? Sim, devem. Deve-se reforçar a etiqueta respiratória e higiene das mãos? Sim, deve.
Devemos retomar uma vida normal? Sim, devemos!!!

Não podemos permitir, de maneira nenhuma, é que volte a acontecer o que aconteceu com a gripe das aves e o famoso Tamiflu. O preço a pagar seria neste caso muito elevado. O medo leva a comportamentos irracionais, paralisa a capacidade de pensar e questionar. Pode-nos tornar reféns de interesses pouco claros.

Em quarenta anos já morreram dezenas de milhões de pessoas com o HIV e ainda não se conseguiu vacina. Uma vacina necessita de anos de pesquisa, em particular quando estamos perante vírus mutantes.

Os efeitos colaterais que esta Pandemia provocou já estão aí e vão agravar-se nos próximos meses. Que ninguém duvide. Desemprego, pobreza, fome e uma crise social gravíssima está em curso. Isso sim, preocupa-me e muito.

As doenças não se combatem com o medo, mas sim com prevenção e medidas coerentes e pensadas por uma comunidade científica, bem informada e sem conflitos de interesse que limitem a sua ética.

Correndo o risco de por vezes ser mal interpretado, não deixarei, como sempre o fiz, de expressar a minha opinião e de lutar pelo que sempre guiou a minha vida. A Humanidade, a Liberdade, a Ética, os Direitos Humanos e a Democracia.

* Fernando de la Vieter, Médico Humanitário, presidente da AMI – Assistência Médica Internacional.

Publicado por

lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL

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