O COVID19 E A PNEUMÓNICA DE 1918 SÉRGIO REZENDES

Deixo ao vosso critério, as conclusões sobre este paralelismo de hoje e a Pneumónica de 1918. Sobre o que se poderia ter evitado, e o que se espera ainda poder controlar.
“[…] A este propósito, escreveria Mont’Alverne de Sequeira, em 3 de Junho de 1919:
“Há trinta anos pelo menos (…) que a população deste concelho (Ponta Delgada) não foi tão desbastada por uma epidemia como em 1918. À brutalidade da invasão, quase explosiva, tem de se ajuntar a surpresa dolorosa, que depressa descambou em verdadeiro pânico, dificultando grandemente o serviço dos profissionais. (…) Na gripe infecciosa a difusão foi brusca e rápida, atingindo o acmé em novembro, atacando de preferência as classes pobres, o sexo masculino, os indivíduos entre os 20 a 40 anos, os trabalhadores do campo e operários, ceifando tuberculosos, cardiopatas, diabéticos, albuminúricos, nefríticos, depauperados por doenças orgânicas e grávidas. (…) É digno de registo o facto de terem ficado ilesos os inválidos do hospital civil. E de terem sido poupados, na sua maior parte, os indigentes, os pedintes e as toleradas. Os tifosos não foram tocados (…) assim como os paludosos. (…) Computo aproximadamente em 17.000 o número de atacados de gripe neste concelho, tendo sido 727 as defunções […]” in Monteiro, A., APUT Rezendes, S.,”A Grande Guerra nos Açores”, Letras Lavadas (2014); Caleidoscópio (2017). Imagem: enfermaria feminina do Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada – Maria Júlia Carreiro, ferida no bombardeamento à cidade a 04JUL1917 – Ponta Delgada Antigamente (Facebook).

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Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL