ainda o bunker da lagoa do fogo

PELO DIREITO CIVICO E LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Vivemos numa democracia, porem ultimamente sinto que é mentira, vivo sim numa ditadura disfarçada de democracia onde políticos fazem ouvidos de mercador e o povo é quem mais sofre por não ter voz em assuntos fundamentais como o atual projeto da LAGOA DO FOGO.

Do pouco que fui vendo aqui e ali, e estando presente na sessão publica sobre a LAGOA DO FOGO, consegui perceber algumas coisas e digo de passagem, não sou clarividente, mas tenho dois palmos de testa e quase que aposto o futuro da lagoa do fogo e o seu interesse em virar um ponto de fazer dinheiro sem salvaguardar a sua verdadeira essência como um dos pontos mais belos e sem mão do Homem justamente por ser parcialmente reserva natural.

Durante a sessão pública ou sessão de esclarecimento (na minha opinião foi uma questão de “vou lhes ouvir, mas quem manda aqui sou eu”) sobre a lagoa do fogo foram apresentadas várias propostas de mudança do atual modelo de visitação. No entanto, o DRA não mostrou abertura nenhuma a novas propostas ou qualquer tipo de aceitação nem a tentativa de ponderar estudo de tais propostas.

Aqui apresento uma das sugestões dadas pelos profissionais (guias de animação turística que estão todos os dias no terreno)

1- Mencionamos o controlo nas vertentes (agora para todos poderem compreender) USAR O PARQUE JÁ CRIADO NA CALDEIRA VELHA (no Norte) na casa da água (no Sul) e criar transporte de AUTOCARRO OU OUTRO VEÍCULO COLETIVO do género yellowbus sendo que o acesso seria cedido apenas a LOCAIS e ATS (empresas de animação turística) e porquê?

1.1- todo o local é livre de usufruir da paisagem natural da sua ilha sem nenhum entrave especialmente sendo uma consequência do turismo ou obras da DREAT (Direção Regional da Energia Ambiente e Turismo [lembram-se da caldeira velha?]).

1.2- Animação turística, controla o acesso dos seus clientes implementando regras de funcionamento acessibilidade assim como sensibiliza e informa que os acompanha.

1.3- A grande falta de estacionamento é o que fomenta a desordem no miradouro atual havendo uma carga extra de quem utiliza um trilho não homologado (DRA quer o tornar oficial, mas sem facilitar o acesso [E A SEGURANÇA PAH?]) fazendo deste modo o excesso de carros cujo capacidade são de 5 pessoas mas leva apenas um ou dois.

1.4- Torna-se mais fácil controlar quem sai de um transporte coletivo do que um agora e um logo impondo desde a saída o bom senso e utilização adequado da nossa LAGOA DO FOGO.

2- Melhorar a formação de VNS (vigilantes da natureza) e lhes dar mais autoridade.

Porquê?

2.1 – Um vigilante formado e qualificado com mais autoridade tem por consequente a autoria de fazer com que visitantes sigam as normas de visitação e acesso a área protegidas assim como reservas naturais, podendo deste modo registrar a ocorrência de desrespeito e chamando as autoridades competentes.

3- Propusemos um horário de livre acesso em geral e horas críticas controladas (como assim?

CALMA eu explico).

Como ando no terreno e não sou cego, há sem dúvida uma observação de que as horas com mais turistas no local é das 9 ás 17:00 (os turistas também comem e claro há menos fluxo durante a hora de almoço mas ainda assim não vamos facilitar)

3.1- Todo e qualquer individuo sem exceção pode circular sem restrições (na rua, só para ser claro) fora deste horário (9 às 18:00) sendo que dentro deste horário aplica-se o ponto 1 já aqui mencionado. sendo que o horário seria alargado para as 18:00 impedindo os últimos aventureiros de ter um horário alargado para poder fazer o que bem entendem.

ESTE É um pequeno exemplo do que mencionamos na bendita sessão pública entre outras várias soluções que NÃO CUSTE MILHARES OU MILHÕES AOS CONTRIBUINTES.

COM O PROJETO ATUAL DO GOVERNO

Posso estar equivocado e espero que sim, uma vez a obra feita, será mais uma forma de cobrar a entrada a quem nos visita (como nas lagoa das furnas que saliento o fato de ter subido para 3€ mas no entanto condições de melhoramento ZERO nem casas de banho a funcionar como deve ser tem), na caldeira velha (lembra-se que tínhamos que pagar para lá ir? Eu sim.) perdendo assim a singularidade da lagoa do fogo uma reserva natural ainda que parcial onde podemos respirar sem vacas ou casinhas ali perto.

Para além de tudo o que aqui foi mencionado e o mais grave, é A FALTA DE ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTEL.

ATENÇÃO!!!!

NÃO FALO EM IMPACTO VISUAL, até porque o dito cujo é estilo bunker (caso a lagoa do fogo decida se vingar e entrar em erupção).

Termino o meu comentário, desabafo, opinião, como queiram o chamar citando o querido José Saramago

“Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala.”

Publicado por

lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL