Antº José Almeida prevê a tempestade perfeita para os Açores

A tempestade perfeita

Aproximam-se condições políticas que nos poderão levar a uma tempestade perfeita com capacidade de poder acabar com este ciclo autonómico. Ora vejamos.

Em Portugal:
• Aproximam-se as eleições legislativas portuguesas;
• O principal partido da oposição, o partido social democrata português, apresenta-se enfraquecido, dividido e derrotado à partida;
• O partido socialista português vai ganhar as eleições. Poderá precisar só do BE para ter uma maioria parlamentar;
• A oposição de direita, em Portugal, sofrerá uma forte derrota;
• A abstenção será maioritária. Portugal continuará a ser governado por uma oligarquia governamental;
• Rui Rio, teimoso, tentará manter-se na liderança do PSD português. A luta arrastar-se-á, mas Rui Rio será finalmente corrido da liderança;
• Durante um período a oposição não terá uma liderança efetiva, em Portugal.

Nos Açores:
• O principal partido da oposição, o partido social democrata português, nos Açores, como em Portugal, apresenta-se sem uma liderança efetiva, enfraquecido e derrotado à partida;
• O partido socialista português vai ganhar, nos Açores, as eleições legislativas portuguesas;
• Os partidos portugueses nos Açores, de direita, vão sofrer uma forte derrota;
• A abstenção será maioritária. Os Açores continuarão a ser governado por uma oligarquia governamental, que controla o regime autonómico;
• Alexandre Gaudêncio tentará manter-se na liderança do PSD português nos Açores. A sua liderança arrastar-se-á entre lutas internas e barras de tribunal. Alexandre Gaudêncio abandonará finalmente a liderança;
• Durante um período a oposição não terá uma liderança efetiva, nos Açores, como em Portugal;
• O governo autonómico, do partido socialista português, nos Açores, aproveitará esta tempestade perfeita e pedirá assistência financeira exterior para resolução dos graves e intransponíveis problemas económico e financeiros deste regime autonómico;
• Através de Portugal, a Banca intervém nos Açores e impõem as suas regras, livres do escrutínio democrático;
• O regime autonómico será suspenso. Os Açores serão vendidos ao desbarato. Uma nova era de colonização económica terá início;
• O partido socialista português nos Açores, manter-se-á no governo autonómico, após profunda remodelação, ou demitir-se-á. Se o fizer Portugal convocará novas e antecipadas eleições legislativas nos Açores;
• De qualquer forma, o partido socialista português ganhará, nos Açores, as eleições legislativas regionais agendadas, ou antecipadas;
• A partidocracia portuguesa nos Açores será salvaguardada, o regime autonómico sofrerá uma ainda maior suspensão de propósitos, os açorianos serão subjugados e os Açores perdem.

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lusofonias.net

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL