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Arquivo mensal: Julho 2019
Parabéns Dom Carlos Felipe Ximenes Belo, SDB pelos 39 anos de sacerdote
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P A X
39° aniversário de sacerdócio de Dom Ximenes 1980 – 26 JUL – 2019.
Parabéns Dom Carlos Felipe Ximenes Belo, SDB pelos 39 anos de sacerdote ao serviço do Povo de Deus na Igreja.

mundo cão crianças de 4 anos vendidas como escravos sexuais
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Isabel Pereira
Este mundo contém fábricas de horrores, que servem gente que não é digna desse nome, enquanto outros olham para o lado para não verem.
Crianças do Haiti, de 4 a 10 anos, vendidas como escravos sexuais. Como é possível?

Este mundo contém fábricas de horrores, que servem gente que não é digna desse nome, enquanto outros olham para o lado para não verem.
Crianças do Haiti, de 4 a 10 anos, vendidas como escravos sexuais. Como é possível?

afonso foi rei de portugal só em 1139 e não 1128
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Luis F Henriques shared a link to the group: Os Amigos do conhecimento.
TRÊS MOMENTOS FULCRAIS NA FUNDAÇÃO E RECONHECIMENTO DE PORTUGAL COMO NAÇÃO.
Urbano Bettencourt · SOBRE O SUICÍDIO APARENTE DE MEU AVÔ
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SOBRE O SUICÍDIO APARENTE DE MEU AVÔ
Quando nasci, meu avô baloiçava-se calmamente dependurado pelo pescoço no ramo de uma figueira estéril e despida que ele mesmo plantara em miúdo.
Nesse dia, o vento leste atirava o mar por terra dentro, empurrando-o sempre sempre para cá dos limites tacitamente estabelecidos, os peixes invadiram as casas mais próximas da costa, os barcos fugiram para os montes, as gaivotas espatifaram-se contra as vidraças e até uma baleia veio morrer à porta de um barracão abandonado. Nesse dia eu nasci. Talvez por tudo isto ninguém se tenha preocupado muito com a morte de meu avô: choraram-no e enterraram-no com a rapidez que as circunstâncias permitiam.
Anos mais tarde, porém, alguém fez novamente vir ao de cima o estranho fim de meu avô. Aqui, as opiniões dividiram-se.
Alguns vizinhos diziam que ele se suicidara por motivos passionais, imaginem!, aos setenta anos meu avô um duro que conhecera os rigores e a solidão da Terra Nova e da Gronelândia, que medira as noites invernosas de uma Ilha ainda por descobrir, calcorreando as Voltas do Norte numa altura em que as estradas eram um sonho a concretizar; meu avô que passara horas e horas agachado nos buracos da costa à espera dos barcos com tabaco de contrabando! Outros afirmavam que ele andava já meio descontrolado do miolo, fruto de uma vida errante de aventureiro sem limites, e não suportara o espanto de ver o primeiro neto.
Por mim, vistas as coisas a esta distância, julgo no entanto que meu avô se dependurou na figueira apenas para evitar que o mar lhe chegasse às botas.
U. B.
Em «Naufrágios Inscrições» (1987)
da ciência, falsos cientistas e verdades únicas por Félix Rdrigues
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Há gente que difama outros, impunemente, em nome do que consideram ser uma verdade científica: A opinião deles.
Entrámos num período de “cruzadas” porque pelos vistos há gente que vê buracos em pedras, e outra gente, auto denominada entendida, que considera ser isso o diabo. Foram certamente influenciados pelo Harry Potter e esses buracos é o ” the one who shall not be named”.
Pelos vistos cego é aquele que trabalha para verificar as suas hipóteses e testar as suas “visões” e os iluminados, aqueles que são inspirados pelo divino da sombra da noite a partir do fantasma do conhecimento do século passado.
Se aqui só veem buracos naturais, metam mãos à obra e provem que são naturais, pois isso dá um artigo científico fabuloso na área da geologia, química e física.
Se são pias de engodo, metam mãos à obra e descubram quem as fez e porquê, porque isso tem interesse na área da antropologia cultural.
Facto é facto e a interpretação é ciência, mas ciência não é opinião de perito seja em que área for quando não acerta na explicação, muito menos será de alguém que nem percebe geologia, química ou física para querer explicar isso como sendo natural.
Aqui aceita-se qualquer opinião desde que tenha um artigo científico publicado que a justifique. Também se aceitam outros factos ou hipóteses.
Vou acrescentar ainda uma explicação “nonsense”:
Fui ao mar às laranjas,
Coisa que no mar não há,
Levanta-se uma lapa de diz:
Tens aí uma ceara,
Podes triturar o trigo ali.
Localização: ilha Terceira.

NÃO GOSTO DE PRETOS…. MIA COUTO
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– Não gosto de pretos, Kindzu.
– Como? Então gosta de quem? Dos brancos?
– Também não.
– Já sei: gosta de indianos, gosta da sua raça.
– Não. Eu gosto de homens que não têm raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu.
Mia Couto, em Terra Sonâmbula
Foto de @worldvisionusa

Timor o momento da saída do governador Lemos Pires
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CONTINUANDO…
De acordo com o livro, da autoria do Governador Lemos Pires”, fora previsto que o embarque dos elementos que seguiam para a ilha de Ataúro se processasse até às vinte e uma horas e trinta, hora a que nascia a Lua. Às vinte e uma horas e quinze, quando se iniciava o embarque do grupo de comando, o comandante da Defesa Marítima foi chamado para receber uma comunicação do navio ‘Mac Dilly’, já ao largo, em que este informava estar perto um ‘destroyer’ indonésio, que, por não conseguir contacto com a radionaval, lhe pedira transmitir ao governador que ‘tinha ordens do seu Governo para na manhã seguinte mandar a terra buscá-lo, assim como o seu staff para os colocar em segurança’. Foi respondido que agradecia e que daria resposta dentro de duas horas. O embarque, assim retardado, só viria a verificar-se às vinte e duas horas. Foi providenciada a resposta à mensagem recebida do navio de guerra indonésio informando-se que o governador já se encontrava fora de Díli, tendo saído pelos meios próprios, e que, se o pretendesse, poderia receber o comandante indonésio a partir da manhã do dia seguinte na ilha de Ataúro. A resposta foi afirmativa, dizendo que iriam a Ataúro, porém tal não aconteceu. Soube-se posteriormente que o navio de guerra era um destroyer, o ‘Mon I idi’, que durante o dia seguinte foi a Díli, enviou barcaças à praia e recolheu o cônsul e pessoal do Consulado da Indonésia”.
Numa mensagem para o governador de Macau, Garcia Leandro, entre outros assuntos, L. Pires comentava: “Com amargura deixei Díli mas a situação impunha-se há muito. Lamento que Portugal e a comunidade internacional não tivessem tornado viável a solução da crise em tempo oportuno “.
E acrescentava: “Quando a pequena embarcação que me transportava largou do cais de Díli, virava-se uma página do livro do Império português; não uma página gloriosa como aquela que sonhara do dia em que os Timorenses, juntos com Portugal, finalmente assumissem a responsabilidade dos seus destinos mas antes e infelizmente uma etapa de frustração e impotência que as lágrimas agora soltas na solidão do mar não conseguiram esbater”. E continuava: “Para trás ficava o mar da esperança que, com seriedade e perseverança, tínhamos tentado construir e que uma disputa fratricida e insídia estranha sanguinolentamente interromperam. Para trás ficava o peso da responsabilidade de uma situação que não conseguira controlar. Para a frente a angústia e a responsabilidade do futuro dos Timorenses, dos militares prisioneiros, da dignidade de Portugal, que me seriam imputados independentemente de ter havido ou não capacidade de acção.” “Uma certeza surgiu claramente no meu espírito: seria eu o bode expiatório do desaire português em Timor, peça mais vulnerável até porque desligada dos poderes políticos em confronto em Portugal…..” Mas adianta, “quando, de novo, pisei terras de Timor, nas praias de Ataúro, não me senti vencido, mas antes um pião da história a quem tinha cabido uma fatia amarga, de que ainda mal provara o fel. Mas era preciso tomar decisões e agir, instalar, contactar as gentes de Ataúro saber do que se passava em Díli e no interior, na Austrália, em Lisboa, e na ONU. “
À chegada a Ataúro, Lemos Pires devia assemelhar-se a Bonaparte, quando desterrado para Santa Helena. Ele mesmo, quando pelas 11 horas da manhã de 27, consegue chegar à praia da ‘ilha das cabras’, utilizando as indicações preciosas de um pescador local, pois o seu plano, laboriosamente traçado, parecia soçobrar no final, por o pessoal da manobra não conhecer os fundos da entrada, ele próprio descreve como “fraca frota e miserável pompa a da chegada do Governador a terras de Timor (note-se bem… não se julgue, maliciosamente, que a fuga foi empreendida para terra estranha, ela foi de Timor para Timor), para se instalar, comparada com a dos primeiros portugueses que, para a época, exibiam bem mais poder e dignidade.”
Ele que, possivelmente, esperaria o trombetear dos clarins da vitória, o já “virem pelas ruas caminhando, rodeado de todo sexo e idade, os principais que o Rei buscar mandara o Capitão da Armada que chegara e que com desusada festa, já na terra, nos braços o levavam e num portátil leito da rica cama lhe oferecem em que vá, costume usado, que nos ombros dos homens é levado…” (Reminiscências dos “Lusíadas”), afinal, parece que nem estaria a recebê-lo o Rei de Ataúro, o nosso velho amigo — deportado, em tempos, de S. Tomé —, o grande de físico e de alma, Mário Lopes da Silva.
“Agora, senhor da ilha ou dela prisioneiro, com toda a liberdade ou sem poder nenhum, pião a fazer rodar a História ou simplesmente rodando pelo impulso do seu vento.”
Só então, tarde e à más horas, o governador parecia dar-se conta de quão vexatória e humilhante era a presença do Governo, naquela ‘ilhas das cabras’ e “a falta de dignidade que isso representava para Portugal.” De certeza que não adivinhava o que o poeta-meteorologista já versejara e frisara: ‘Se Timor é fim do mundo, Ataúro é fim do fim’.
Efectivamente… era o fim de tudo: uma Tragédia de quase um quarto de século, com cerca de duas centenas de milhares de mortos, violações, roubos, martírios, suplícios, desprezo por um Povo Heróico que sofreu, aguentou, lutou e… acabou por vencer.
CONTINUAREI…
Timor antigo: Mais uma sobre Timor do meu tempo: O Chefe por Rui Telo
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Mais uma sobre Timor do meu tempo:
O Chefe.
O seu chefe directo era capitão e exercia as funções de Chefe do Estado-maior do Quartel-general do Comando Militar. Oficial da Artilharia com o curso de E.M, era um tipo bastante inteligente e culto. Apreciador acérrimo da música de Jazz, passava mais tempo a falar disso do que a tratar de problemas de serviço. Passou bons momentos em sua casa ouvindo boa música e apreciando as suas dissertações sobre a mesma. Como bom artilheiro era também um excelente matemático. Aproveitando aquele belo mar que nos rodeava, o Nosso Capitão resolveu elaborar os planos de um veleiro a construir na Austrália. Muitas sessões de despacho ficaram para trás por o tempo se ter passado em explicações minuciosas sobre arcos e vectores cascos e tombadilhos. Aquilo realmente era tarefa ciclópica, mas foi cumprida até ao fim. Depois de prontos, os planos lá seguiram para a Austrália, o barco foi fabricado e chegou a Timor. Devidamente aparelhado, marcou-se o dia do lançamento à água. Os convites foram dirigidos à fina-flor de Dili e, no dia marcado lá estavam todos frente ao porto. O Nosso Capitão, todo de branco e boné de Comandante, com âncora e tudo, estava no tombadilho ocupado com os últimos pormenores. A assistência ansiava pelo momento em que o pequeno iate iniciasse o deslize sobre o palanque improvisado. O Comandante militar proferiu um pequeno discurso em que enalteceu as capacidades que o seu CEM tinha demonstrado, quer como engenheiro naval, quer como marinheiro. A esposa do CEM, resplandecente no seu vestido das grandes ocasiões, exultava de alegria e orgulho no seu marido, conversando em voz baixa com a esposa do Governador que também estava presente e excelentemente ornamentada como convinha. O momento esperado chegou. A esposa do Governador largou o “champagne” que se esmagou no casco. As palmas soaram e o bote começou o seu deslize. Caiu na água, balançou um pouco e estabilizou. As palmas começaram a abrandar e os que sabiam alguma coisa de barcos começaram a aperceber-se que algo não estava bem. O nível do mar ultrapassava em muito a marcação da linha de água e pela caixa do patilhão o jorro saía em catadupas. Quando o nosso “marinheiro” se apercebeu do que acontecia ficou estático e sério. De pé, em cima do tombadilho, na posição de sentido, fez a continência e deixou-se afundar com o seu navio. Ninguém resistiu e a risota foi geral. O seu Chefe era assim. Pena sua não ter registado fotograficamente o sucedido.
Confesso que me veio à mente Jorge Amado e os seus Velhos Marinheiros. Aí o seu Vasco Moscoso de Aragão não previu a tempestade, mas a sua inépcia levou-o a ancorar com todas as amarrações o que o salvou e lhe valeu a fama de grande Capitão de Longo Curso. Aqui o velho marinheiro nada previu, mas afundou com honra e galhardia como um verdadeiro velho marinheiro.
Mais tarde, depois de recuperado, e calafetada a caixa do patilhão, o bote ficou perfeito e muito navegou, mas na estreia já não houve pompa e circunstância.
A vida em Timor corria assim, devagar sem sobressaltos e sem grandes problemas. Os meios eram escassos, mas as necessidades também não eram muitas. As saudades de casa, da Família e de Portugal eram enormes, mas o fascínio daquela terra, as amizades criadas e a juventude tudo superava.
Ao nível do governo Nacional, Timor era completamente esquecido e desprezado. Os mínimos recursos ou não chegavam ou apareciam tardiamente. As preocupações do Governo Provincial não tinham repercussão na Metrópole. Apenas havia o preciosismo de colocar Timor nos livros escolares como terra de Heróis. Pobre D. Aleixo que foi um dos dois únicos Régulos que, durante a ocupação Japonesa, optaram por ficar ao lado dos Portugueses. Mais-valia ter feito como todos os outros, pelo menos não os tinham pendurado. Tudo e todos se estavam nas tintas para um território a mais de 25000 km. Depois foi o que se viu.
A perna não ficou boa e teve de ser evacuado para Portugal, estava-se em 1961, dois anos tinham corrido devagar. Na Índia, Neru tinha passado à ofensiva borrifando-se no Salazar e na ONU. Alguns bons Amigos, da sua geração na Academia Militar, ficaram lá como prisioneiros de guerra e, quando regressaram, foram tratados pelo governo, como miseráveis cobardes. Pobres rapazes cujo armamento para se defenderem de um Exército poderoso e organizado, ainda era pior do que os nossos obuses de 7,5 em Timor. Em Angola começaram as hostilidades contra a surdez do Governo de Portugal e o Povo é que sofreu.
PATRIMÓNIO PERDIDO (AÇORES, COVOADA, S MIG AÇORES
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José De Almeida Mello shared a post.





…Templo perdido em São Miguel… localizado na Covoada, antigo território da Relva… concelho de Ponta Delgada…. ruínas já referenciadas… em 1922… foram agora identificadas como um eremitério… sendo nesse sentido uma descoberta… como o único complexo do género existente na ilha…





…Templo perdido em São Miguel… localizado na Covoada, antigo território da Relva… concelho de Ponta Delgada…. ruínas já referenciadas… em 1922… foram agora identificadas como um eremitério… sendo nesse sentido uma descoberta… como o único complexo do género existente na ilha…



Félix Rodrigues
Mia Couto