JOSE VENTURA UMA COISA CHAMADA CORRUPÇÃO

UMA “COUSA” CHAMADA DE CORRUPÇÃO

(José Ventura)

Nunca se falou tanto e tão amiúde desta “cousa”, embora a mesma não seja de agora. E, não só no Portugal de além-mar (vulgo Continente) mas, e infelizmente também por cá. Os poderes políticos e económicos depois da instituição da Democracia têm-se encarregue de lhe dar o devido enfâse.

Essa “cousa” encontra-se ligado à acção ou efeito de corromper, fazer degenerar; acção de seduzir por dinheiro, presentes ou quaisquer benesses a alguém, levando-o a afastar-se da sua correta conduta nas suas funções sociais e humanas.

Fazem parte do palavrão “corrupção” pelo menos com maior relevo, duas vertentes, o “suborno” e o “nepotismo”.

O primeiro o “suborno”, será o mais comum da “corrupção” definindo-se na oferta de dinheiro, mercadorias ou serviços. O “suborno” inclui: a prestação de informações, aceleração de processos burocráticos, receber tratamento preferencial, desqualificar concorrentes, partir com o trabalho abaixo do padrão exigido, influenciar resultados de processos legais e reguladores, influenciar na alocação de benefícios como subsídios, impostos e pensões e um desfilar de outras situações que os agentes do “sistema” vão descobrindo em seu próprio benefício.

Do segundo, do “nepotismo, designa-se pelo o favorecimento de parentes ou amigos mais próximos em detrimento de pessoas mais qualificadas, parentes ou amigos próximos em detrimento de pessoas mais qualificadas. E que surgem geralmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos públicos e políticos.

Assim, “dentro como fora de portas” foi-nos, e é nos dado, assistir a um desfile de situações análogas. São muitos os exemplos (maus diga-se de passagem) que presenciamos na governança dos Açores quer durante a festa do Laranjal (1976/1996) e, da do Roseiral iniciada em fins de 1996 (novembro) e que ainda está em atividade.

Se necessário for refrescar algumas mentes, nada nos custará dar alguns exemplos. O que sucede, é que de algum tempo a esta data, a “cousa” tem estado mais sob olho dos meandros a que chamamos de Justiça. Embora, envolvida também em algumas “coisas” também não tem andado nada bem no filme em exibição.

Preparam-se as hostes partidárias para a conquista da Assembleia da República. Serão muitos os beligerantes. Entre as forças em combate, estará ausente uma de índole regionalista que defenda no hemiciclo central português (AR) os interesse dos Açores. Serão os mesmos do costume que como sucursais dos DDT, subservientemente se curvarão ao poder central. Da situação, só têm culpa os próprios açorianos que, em vez de se unirem e criarem um partido de “gene açórica” se contente a aderir a novos partidos portugueses que se vem tentar implantar no nosso espaço.

Fazemos votos para que os açorianos não se deixem “subornar” com as falsas promessas de “mais isto e mais aquilo” da oferta de uma T-shirt, uma caneta ou um boné, de um churrasco bem regado com sagres ou super book.

Conhecemos alguém que possuidor de um curso superior, espera há onze anos pela promessa de um emprego se, se filiasse numa certa Juventude partidária. Pobre jovem foi vítima de um “suborno” de alguém que estava por dentro da tal “cousa”.

Nada na vida é definitivo a não ser a constância do momento presente. Viva o hoje, mas lembre-se que o hoje é ontem e é amanhã também.

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