One thought on “O ambiente ameaçado pela psicose apocalíptica – Jornal Tornado”

  1. António Gil “Temos de considerar as várias fontes de poluição existentes, de que o comum dos mortais tem apenas uma ideia difusa e não exaustiva. Lembro a esse propósito notícias recentes que dão as vulgares cozinhas ou mesmo os grelhados a carvão como fontes de poluição com maiores impactos directos na saúde humana do que os escapes dos automóveis.”
    Confesso que não estava à espera d ever-te escrever algo assim, amigo Casaca, sobretudo quando a matriz essencial que colocas em perspectiva é a do racionalismo.
    “Contrariamente ao que a campanha apocalíptica nos quer convencer, as soluções existem, e creio mesmo que têm menos custos e mais vantagens do que se tem apregoado. Trata de tudo investir no nosso conhecimento, na nossa energia e na nossa atenção para encontrar as soluções que combatam as catástrofes ambientais presentes e previnam as futuras, permitindo-nos usufruir de um ambiente mais são.”
    As soluções existem. No plano teórico, sim. Mas as sociedades existem para além dos planos teóricos. Vejamos o caso dos carros elétricos. Penso que algo semelhane aos benefícios que exprimes relativamente ao solar. A verdade é que a sua entrada nos mercados é tímida. São ainda muito caros. Funcionam bem, mas o sistema retarda-o como e quando pode. Em nome de interesses comerciais contrários, obviamente.
    A discussão sobre as alterações climáticas acaba por traduzir o mesmo paradigma.
    Agora, Paulo, não podes colocar a questão do plástico como mais um vector, e o aumento de CO2, no mesmo plano. Porque esse não será mais um vector, será o vector matriz. Claro, há imensos estudos a afirmar outras coisas. Imaginamos quem os financia.
    Pensava que a lucidez e racionalidade de que te reclamas, e que sempre mereceste, traduziriam um veredicto ambiental diferente, confesso.
    Este ano, sempre que fizer um grelhado, vou lembrar-me deste texto.

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