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Portugal | O desplante!

Posted: 14 May 2019 03:52 AM PDT

Paulo Baldaia | Jornal de Notícias | opinião

O desplante com que o primeiro-ministro fala do desplante de Joe Berardo no Parlamento “só” compara com o desplante com que a larga maioria da classe política e dos analistas gosta de lidar com o povo.

Podem ter a certeza, chegará o dia em que os eleitores vão perceber a farsa. Nesse dia, com as portas escancaradas, a extrema-direita entrará em força no Parlamento. Perdida a virgindade, poderemos então reconstruir a democracia.

Comecemos por Berardo. O “comendador” disto e daquilo – não esquecer que ele foi subindo o grau da comenda – foi, na comissão parlamentar, igualzinho a si próprio, no desplante com que participou no assalto ao BCP, no golpe da PT ou na chantagem sobre o Estado, porque era portador de uma importante coleção de arte moderna. Caímos como patinhos, sempre que alguém aparece do nada com o que quer que seja. Neste sentido, o desplante de Costa a falar do desplante de Berardo é igual ao desplante com que falamos dos aldrabões como se antes não os tivéssemos tratado como heróis.

 

Voltemos a António Costa e ao desplante com que trata todos os adversários políticos, como se fosse dono da verdade e como se só ele fosse capaz de fazer a leitura política correta dos mais recentes acontecimentos. Regressando ao desprendimento com que olha para uma maioria absoluta, voltou a jurar no Parlamento que ela não lhe interessa, porque – e passo a citar – “a verdadeira maioria foi constituída em 2015, tem bons resultados, tem valido a pena e não se deve mudar”.

Ao contrário do que ele pensa e do que pensa uma larga maioria dos militantes socialistas, o melhor António Costa não é o taticista que acende os quatro piscas para que ninguém perceba para onde vai virar ou o que, de tanto querer recentrar o PS, se esquece daquilo em que verdadeiramente fez a diferença. Como mostra a sondagem da Aximagem, os portugueses não valorizam por aí além o que faz deslumbrar a corte lisboeta, viciada em golpes palacianos. O que faz de António Costa o preferido para governar Portugal é o facto de ter sido capaz de repor os rendimentos a uma parte significativa dos trabalhadores e dos pensionistas e, acima de tudo, o de ter sido capaz de reduzir o desemprego, que é igual a dizer o de ter sido capaz de ajudar a criar empregos para centenas de milhares de portugueses que não tinham como ganhar a vida. Quanto mais António Costa pergunta ao espelho se há político mais esperto que ele, mais se afasta da possibilidade virtual de ganhar as eleições com maioria. É o preço a pagar pelo desplante com que faz a pergunta, tendo a certeza que a resposta só pode ser negativa.

*Jornalista

Joe Merdoso e a crónica com grandes salafrários eleiçoeiros

Posted: 14 May 2019 03:11 AM PDT

Recorremos ao Expresso Curto nesta manhã, um diretor da dita publicação lavra as palavras e conduz para onde lhe dá, para o que quer ou talvez não. Não sem que duvidemos. Duvidar porque o Expresso já não é o que era, piorou, rendeu-se ao neoliberalismo que é antecâmara do fascismo que por tantas dezenas de anos conhecemos e sofremos até uma manhã de Abril de 1974. Foi o salazarismo, que agora em tantos aspetos ressuscita mascarado de democrata. A liberdade democrata permite isso, o revivalismo político e social do antigamente, que tem sido exumado por novas gerações – também de jornalistas. Pé ante pé eles lá vão fazendo o caminho da selvajaria capitalista que, desbravada, avança e nos impõe estatuto de esclavagismo moderno.

Como baratas tontas as populações vão na conversa, nos incentivos que os manietam por via de tanta ação pró lavagens cerebrais. É o que temos tido afincadamente nestas últimas décadas. Há os que alinham no processo conscientemente e os que nem por isso, mas uns e outros são responsáveis. Todos nós, cidadãos de Portugal, da Europa, do mundo, pagaremos a alienação com língua de palmo e meio. Nestes últimos anos o processo de avanços na antecâmara do fascismo deu grandes passos muito significativos e até inteligentemente, calculadamente. Veja-se: existe em Portugal um pseudo governo de esquerda que é tantas vezes de direita acelerada, agora chamada de neoliberal. Muito bem. Os povos têm aquilo que merecem quando votam nas sociedades ditas democráticas. “Levados, levados sim” – como no hino da salazarista Mocidade Portuguesa.

Vimos povos, como em Portugal, a eleger os mesmos de sempre, que roubam (talvez nem meia dúzia contemos desses nas cadeias). Que mentem com todos os dentes que têm. Que manipulam por seu belo prazer e egoístas vantagens. Assenta que nem ginjas o dito popular de “quanto mais me bates mais gosto de ti” na versão roubar e mentir, assim como na versão vigarizar, que é muito mais abrangente para o que na realidade acontece com certos e incertos partidos políticos, assim como seus componentes de listas eleitorais, de direções e de promiscuidades com gentes e grupos económicos que comem tudo. Os tais ‘eles’ cantados por Zeca Afonso. Vampiros? Pois.

Refere o autor de hoje do Curto do Expresso um tal chico-esperto chamado José mas que para o mundo luso (não só) se conhece por Joe. Um Berardo que caiu de um céu muito nebulado e que com manobra aqui manobra acolá fez fortuna. Ele diz-se remediado e que só tem uma pequena garagem e pouco mais.

Sim, na verdade esse tal escolho da impureza de esgoto luso é um pobre, principalmente de espírito e de carácter. Aquilo a que popularmente se classifica de merdoso. Leiam o que escreve no Curto, a seu modo, João Vieira Pereira.

Mudando de assunto, para as eleições ditas europeias… E aqui excluam-se os “jeitosos” que são nomeados e não eleitos mas que têm prevalência nas suas decisões próneoliberalismo e outras sujidades ou desumanidades da e na UE. Afinal que raio de democracia é esta?

Apesar de tudo, porque sim, a campanha eleitoral está aí. O bláblá é servido até à exaustão nas televisões, nos jornais, nos cartazes… tudo eleitoral. Num faz de conta vil, obviamente falso. Por isso mesmo muito pouco aqui abordaremos sobre o assunto da campanha no PG.

Veja com seus olhos e leia as palavras inseridas no Curto de hoje. Mantenha o olho vivo e use o cérebro. Não dói nada o ato de pensar, de comparar, de recorrer ao passado mais ou menos recente e aquilatar sobre os grandes malandros desta crónica de eleições, destas europeia e das que se aproximam. Não esqueça o Joe merdoso e repare nos políticos e outros mafiosos que o veneram e o promovem mirando o além de vantagens que possam retirar. É o que há. É o que temos. Portugal, um país dominado por salafrários.

Tenha um bom dia, se conseguir. Pois.

Mário Motta | Redação PG

Bom dia este é o seu Expresso Curto

Joe, o bobo que nos expõe ao ridículo

João Vieira Pereira | Expresso

Todos contra Berardo. Não há ninguém que acredite numa palavra do que Joe Berardo foi dizer ao Parlamento na passada sexta-feira. Muito provavelmente nem Berardo acredita em Berardo. A vergonha, ou falta dela, foi tanta que as reações de indignação continuam.

Marcelo Rebelo de Sousa foi o mais comedido. Talvez por Berardo ser ‘bicondecorado’, primeiro por Ramalho Eanes e depois por Jorge Sampaio. Mesmo assim, o Presidente da República sempre deixou sair um “…têm de respeitar as instituições, a começar nas instituições do poder político”. O que traduzido deve-se ler: ‘Caro Comendador Joe Berardo pare de gozar com todos nós’.

Porque foi de facto isso que Berardo fez. Acompanhado do seu advogado, a quem se permitiu tudo, inclusive responder sempre que ‘o Joe’ não queria, passou por pobre, homem impoluto, e vítima dos bancos, a quem acusa de serem incompetentes, para logo depois deixar avisos em tom de ameaça: “Vamos ver o que acontece”.

Entende-se por isso a irritação de António Costa que afirmou, em dia de debate quinzenal, “o país está chocado pelo desplante com que o senhor Berardo respondeu nesta Assembleia da República”, assumindo que não há razão para que a CGD lhe perdoe as dívidas.

O país está é chocado com a forma com que os políticos, principalmente os do PS, lidaram com Joe Berardo. Em certos países quem deixa buracos de milhões em bancos que têm de ser pagos pelos contribuintes saem algemados. Em Portugal saem pela porta dos fundos para fugir a três agentes de execução que, estando lá à sua espera, não o conseguiram sequer notificar.

Quando o PS não sabe resolver um problema tem três procedimentos padrão. Esconde-o numa gaveta e espera que ele passe. Pede um estudo a um grupo de trabalho formado por ‘independentes’, ou pede a nacionalização. É o caso dos CTT (que têm agora um novo CEO) ou do SIRESP (tal como Costa defende).

Deixo aqui então uma proposta para o PS, que tanta culpa tem na criação do problema Berardo, resolver o caso. Nacionalize a coleção de arte. Assim. Direto. Deixem que Berardo esperneie, diga ‘no babe, no’ e recorra à justiça. E se o Estado tiver de pagar uma indemnização use o próprio veneno de Berardo e pague a nacionalização com os créditos que ele ficou a dever à Caixa Geral de Depósitos.

É populismo? Talvez. Por isso vale a pena voltar à terra (injusta) e ler Henrique Raposo que explica porque é Berardo uma máquina de populistas.

Uma nota final para o debate quinzenal no qual a crise não existiu. Para nenhum dos partidos. Vitor Matos, editor de política do Expresso, conta-lhe este episódio orwelliano da política à portuguesa.

Especial as Europeias Aí está a campanha. Cheia de vídeos hilariantes que correm pelas redes sociais (uma análise de Bernardo Mendonça a não perder) e de imagens que levará algum tempo a esquecer, como a bicicleta de Paulo Rangel. Mas o que importa é mesmo a mensagem, não é?

Comecemos pelo princípio. Há 28 países em eleições e as regras não são iguais para todos. Há países onde o voto é obrigatório e há cidadãos que só podem ser eleitos a partir dos 25 anos. Um número de votos pode não chegar para eleger um deputado num país, mas ser o suficiente noutro. Um guia para se compreender como se vota em cada país da União Europeia.

Pedro Marques chega pontualíssimo. Corre o pequeno grupo a beijinhos e bacalhaus. Diz, “sabe, o meu trabalho foi apoiar institutos como estes. Agora, quero apoiar na Europa”. Ouve-se: “Pedro Martins… errr, Pedro Marques” — correção soprada ao ouvido de quem discursava. A primeira gafe da campanha. Afinal Pedro é um perfeito desconhecido, como diz Rangel? “Não tenho sentido nem falta de notoriedade nem falta de simpatia das pessoas para comigo. (….) Vão ver o meu Facebook de campanha”.

E contra-ataca: “Paulo Rangel passa o tempo a dizer mal de tudo. Peço ao PSD e ao CDS um pouco mais de elevação nesta campanha. Apresentem lá umas propostas concretas para a Europa”, seguindo-se o rol de méritos do Governo na reprogramação de fundos comunitários, criação de emprego, reforma da floresta e criação de infraestruturas. Propostas? Talvez amanhã. Pois como escreve Miguel Carrapatoso, começou devagar, devagarinho a campanha de Pedro Marques.

Paulo Rangel Disputa o título ‘de rei da rua’? O candidato do PSD acusa Pedro Marques de fazer uma campanha em circuito fechado, em empresas ou instituições. Marques responde com a “falta de empatia” do social-democrata. “Não vou estar agora a reagir a todas as erupções de irritação, irritabilidade, do candidato socialista. Vamos deixá-lo irritar-se, é um direito fundamental”. Vamos é de bicicleta. Os mais de trinta graus que se faziam sentir no distrito de Aveiro não o impediram de passear de bicicleta ou passear pelas rochas na praia de Ovar. Está boa a campanha, não está? “O mar está flat! (…) mas a campanha picadinha”. Até deu para Montenegro aparecer para roubar o palco.

Nuno já não é Melo É Melinho das feiras. Entre roupa e sapatos em Ponte de Lima não se importa com o novo rótulo. Marisa Matias nem quer ouvir a política de ataques pessoais. Está ali, em Lisboa, para a defesa do Estado Social, o combate às alterações climáticas e a proteção dos direitos laborais. Fora com a Europa ‘off shore’. Por pouco não se cruza na Autoeuropa com João Ferreira. O candidato do PCP cerrou fileiras junto dos trabalhadores que mudavam de turno para “defender o povo e o país” para seguir para uma arruada na Morais Soares.

Assim foi um dia de campanha, morno. Hoje há mais. Pedro Marques ruma ao sul. Primeiro Évora e depois os distritos de Beja e Faro, dois destinos partilhados com Marisa Matias. Rangel vai ao distrito de Coimbra. Já o PCP fica pela zona de Lisboa.

OUTRAS NOTÍCIAS

Adeus urso O jovem urso-pardo, imigrado da Cordilheira Cantábrica, que passeou por terras transmontanas, entre finais de abril e meados da semana passada, já regressou a casa.

Um novo código para o seu telemóvel Quer mudar de operadora e manter o seu número? A portabilidade dos números de telefone passou a exigir a apresentação de um código por parte do cliente. Saiba aqui como funciona.

Venha ele A construção do novo aeroporto de Lisboa e a ampliação do existente podem fazer crescer o PIB em 5 pontos percentuais e gerar 400 mil postos de trabalho. As contas são da Associação da Hotelaria de Portugal.

Investigação SIC O Hospital de Cascais é acusado de alterar resultados clínicos e algoritmos da triagem da urgência para aumentar as receitas que o Estado paga à parceria público-privada do grupo Lusíadas Saúde.

Ai os mercados A guerra comercial entre os EUA e a China atingiu novo pico e os mercados nova baixa. O índice norte-americano teve a maior queda desde janeiro depois do anúncio de que Pequim vai avançar com tarifas de 60 mil milhões de dólares sobre os produtos norte americanos. É uma resposta ao plano de Trump de taxar cada par de sapatilhas, computadores, vestidos e malas importados da China.

10 mil dólares para se despedirem A Amazon anunciou que vai dar 10 mil dólares e três meses de salário a todos os trabalhadores que se despedirem para abrirem o seu próprio negócio de distribuição. É a estratégia da empresa para reduzir o tempo de entrega de encomendas para apenas um dia.

Assange acusado outra vez As autoridades suecas vão reabrir o caso no qual Julian Assange, fundador do WikiLeaks é acusado de violação.

Perigoso Ormuz A Arábia Saudita anunciou que petroleiros seus foram sabotados ao largo dos Emirados Árabes Unidos. Ao todo são já quatro as embarcações danificadas num escalar da tensão no Estreito de Ormuz. Estes ataques surgem depois dos EUA terem deslocado meios militares para a zona num crescente aumento da tensão com o Irão.

Sri Lanka Novos distúrbios e pelo menos um morto na sequência das manifestações contra muçulmanos. São represálias pelo atentado da Páscoa. Para tentar controlar a situação, foi declarado recolher obrigatório em todo o país.

City fora dos milhões O novo campeão inglês enfrenta um ano de suspensão das competições europeias. A UEFA está a investigaralegadas acusações de infração de regras financeiras.

FRASES

“Eu sei que ele é um durão, mas é homem respeitado. Provavelmente, como eu, um pouco controverso, mas tudo bem. Tudo bem. [Viktor Orbán] fez o que era certo, de acordo com muitas pessoas que avaliam a questão da imigração” – Donald Trump na visita do primeiro-ministro Húngaro à Casa Branca.

“Os portugueses percebem o meu silêncio, percebem que tudo o que dissesse limitava a liberdade.” (…) “O que dissesse nesse período de tempo acabava por condicionar o Presidente, não o deixar com as mãos livres para as decisões que tivesse de tomar. Não intervir significa não se pronunciar, não receber partidos políticos ou convocar partidos” – Marcelo Rebelo de Sousasobre o silêncio que manteve desde o início da ameaça de crise política.

“Os portugueses trabalham muitas horas mas não estão nos primeiros lugares nos rankings de produtividade. Se olharmos para as economias europeias que têm maiores níveis de bem-estar e felicidade, são também essas que têm maiores índices de produtividade.” – Carl Honoré, investigador e defensor do slow living, em entrevista ao Público.

O QUE EU ANDO A LER

O conservadorismo tem uma enorme desvantagem junto da opinião pública. Não é de agora. É assim há dezenas de anos. “A sua posição é verdadeira mas enfadonha; a dos seus opositores, excitante mas falsa”. A partir daqui é fácil perceber porque ser um conservador se tornou algo quase marginal. As palavras de Roger Scruton, o famoso filósofo britânico, evidenciam o que é ser conservador nos dias de hoje: “nós, os que supostamente excluímos, estamos, portanto, sujeitos à pressão de escondermos o que somos, por medo de sermos excluídos”. Foi a recusa dessa pressão que serviu de fio à sua história. A história de uma vida que “tem sido muito mais interessante do que alguma vez imaginei”.

‘Como ser um conservador’ não é um livro autobiográfico mas bem que podia ser uma autobiografia do conservadorismo. Um visão única de Scruton, sempre polémico, sempre desafiador e sempre inconformado na defesa das “coisas virtuosas” que herdámos.

Esta minha escolha não é ingénua. Não que me identifique com Scruton, mas porque a poucos dias das eleições europeias este livro tem um sabor diferente. E já agora leia também este artigo do mesmo autor, publicado em 2012, mas que ajuda a perceber o que se passa hoje na Europa.

Este Expresso Curto fica por aqui. Tenha uma ótima terça-feira e não se esqueça de ir acompanhando todas as novidades sobre a campanha eleitoral em www.expresso.pt.

Avião proveniente da China com ajuda médica aterrou em Caracas

Posted: 14 May 2019 01:11 AM PDT

Um avião proveniente da China com 71 toneladas de medicamentos e equipamentos médico-cirúrgicos aterrou na segunda-feira no aeroporto de Maiquetía, em Caracas, para ajudar a enfrentar a crise que se vive na Venezuela.

Segundo informou o Ministério da Saúde venezuelano em comunicado, a ajuda foi enviada no âmbito dos acordos bilaterais de cooperação técnica humanitária entre a China e a Venezuela

Ao receber a carga no aeroporto, o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, explicou que a carga consiste em “1,5 milhões de unidades de medicamentos e 450 mil pares de suprimentos médicos cirúrgicos”.

“Com esta carga, mais o que já recebemos da Federação Russa, da Cruz Vermelha Internacional e do Crescente Vermelho, chegámos a 166 toneladas de remédios e suprimentos de saúde, que serão distribuídos pelo Sistema Público Nacional de Saúde”, acrescentou Alvarado.

O ministro da Saúde venezuelano explicou que nos próximos seis meses vão chegar ao país medicamentos e material por um valor de 104 milhões de dólares (92 milhões de euros), que “suprirão todas as necessidades, não apenas assistência técnica humanitária, mas também a aquisição direta de medicamentos à China”.

O objetivo final, segundo o ministro, é “contribuir para diminuir o impacto do bloqueio criminoso perpetrado pelo império norte-americano”.

Já o embaixador chinês em Caracas, Baorong Li, destacou o profundo compromisso que o Governo do seu país mantém em consolidar alianças que permitam a estabilidade dos venezuelanos, segundo o comunicado.

“A China sempre fará todo o possível para continuar a apoiar o povo venezuelano a preservar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento desta terra de Simón Bolívar e Hugo Chávez”, disse o diplomata.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas.

Notícias ao Minuto | Lusa | Foto: iStock

Coreia acusa EUA de apreensão ilegal e exige devolução do cargueiro

Posted: 14 May 2019 12:53 AM PDT

A Coreia do Norte classificou hoje como um “ato ilegal de roubo” a apreensão de um de seus cargueiros pelas autoridades norte-americanas por alegada violação de sanções internacionais e exigiu aos EUA a sua devolução.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte disse que a apreensão é contrária ao espírito de uma declaração conjunta assinada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, na primeira cimeira que teve lugar em junho de 2018 em Singapura.

“Os Estados Unidos cometeram um ato ilegal de roubo ao confiscarem o nosso cargueiro em nome das resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre sanções”, disse um porta-voz do ministério num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial, a KCNA.

“Os Estados Unidos devem estar cientes das consequências de suas ações, dignas de ‘gangsters’ (…) e devolver o nosso navio sem demora”, pode ler-se na mesma nota.

 

Os EUA anunciaram na quinta-feira a apreensão de “Wise Honest”, acusado de violar sanções internacionais ao exportar carvão e importar máquinas.

O navio foi imobilizado no ano passado na Indonésia e o seu capitão foi processado pelas autoridades indonésias. Em julho, as autoridades dos EUA iniciaram a apreensão do navio.

A apreensão sem precedentes de um navio de 17 mil toneladas – um dos maiores cargueiros da Coreia do Norte, segundo os EUA – ocorreu num momento de deterioração das relações entre Washington e Pyongyang, após o fiasco da segunda cimeira que se realizou em fevereiro que juntou Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Hanói, no Vietname.

A Coreia do Norte está sujeita a múltiplas sanções votadas pelo Conselho de Segurança da ONU para forçar o país a desistir do seu programa nuclear.

É precisamente por causa da questão do levantamento das sanções que a cimeira de Hanói falhou. Kim pediu o levantamento das principais sanções em troca de um início de desnuclearização considerado demasiado tímido por Washington.

Notícias ao Minuto | Lusa | Foto: Reuters

Rússia disse esperar que europeus cumpram acordo nuclear com Irão

Posted: 14 May 2019 12:41 AM PDT

A Rússia espera que os países europeus que assinaram o acordo nuclear com o Irão cumpram as suas obrigações, apesar das pressões dos EUA para o pacto ser rejeitado, avisou hoje o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov.

Também hoje, ao lado do governante russo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, disse que o seu país não está interessado em negociar um tratado de controlo de armas nucleares com os EUA e com a Rússia, aumentando ainda mais a tensão à volta da corrida ao armamento entre as grandes potências militares mundiais.

No dia em que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se desloca a Bruxelas, para reunir com diplomatas da União Europeia, com a questão iraniana na agenda, a Rússia lembrou que o Conselho de Segurança da ONU adotou o acordo nuclear com o Irão, a que muitos países europeus estão associados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo anunciou que quando se reunir terça-feira com Mike Pompeo, em Sochi, no sul da Rússia, espera esclarecer de que forma os norte-americanos “pretendem sair da crise que eles próprios criaram por causa das suas decisões unilaterais”.

Lavrov referia-se ao facto de, em 2018, os EUA terem abandonado o acordo nuclear com o Irão, por considerarem que aquele país não cumpria os seus compromissos.

 

Em resposta, na passada semana, quando se cumpria um ano do abandono dos EUA do acordo, o Irão anunciou que retomaria o seu programa nuclear e voltaria a produzir urânio enriquecido.

A Rússia insiste em que a crise iraniana deve ser resolvida em diálogo, no plano diplomático.

“Temos um diálogo franco com os nossos parceiros americanos”, assegurou Sergei Lavrov, explicando que o acordo nuclear inclui disposições a que o Irão não está vinculado, explicando que tentará perceber o posicionamento norte-americano nesta questão.

Ao mesmo tempo, o ministro russo recordou que os países europeus também fazer parte deste pacto e devem cumprir as suas obrigações, numa declaração feita no dia em que Mike Pompeo se encontra em Bruxelas para falar, entre outros temas, da crise iraniana.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, já disse que “o diálogo é o único e melhor caminho” para abordar as divergências com o Irão e “evitar uma escalada de tensões na região”.

Mas na reunião entre Mike Pompeo e Sergei Lavrov, terça-feira, na Rússia, a crise iraniana será enquadrada pela complexa teia de relações diplomáticas à volta dos tratados nucleares, nomeadamente a extensão do tratado de redução de armas nucleares, START III, que expira em 2021.

Numa conferência de Imprensa em Sochi, ao lado do chefe da diplomacia chinesa, Lavrov salientou que a Rússia “manifestou-se a favor da prorrogação do acordo por um período de cinco anos” e que continua aberto a negociações com os EUA.

O ministro chinês, Wang Yi, disse que não via utilidade em juntar-se a estas negociações entre os EUA e a Rússia sobre os tratados nucleares, referindo que “o arsenal nuclear da China está constantemente mantido em mínimos”.

O acordo, bilateral, START III foi assinado em 2010, pelos então presidentes norte-americano, Barack Obama, e russo, Dmitri Medvedev, determinando uma redução em 30% do número de ogivas nucleares, para 1550 por país.

O tratado também limitava em 700 o número de mísseis intercontinentais para cada país subscritor.

Com a saída dos EUA do Tratado de Mísseis de Curto e Médio Alcance (IMF), em 2018, a prorrogação por mais cinco anos do START II ficou em dúvida, com os dois países a acusarem-se mutuamente de falta de interesse na contenção na corrida ao armamento nuclear.

Notícias ao Minuto | Lusa | Foto: Reuters

Putin recebe Pompeo em cenário de crescente tensão no Estreito de Ormuz

Posted: 14 May 2019 12:31 AM PDT

O Presidente russo, Vladimir Putin, recebe hoje o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo num cenário de crescente escalada de tensão no Estreito de Ormuz, opondo os Estados Unidos e o Irão.

Nesta sua primeira deslocação à Rússia, Pompeo reunir-se-á ainda com o seu homólogo russo Sergei Lavrov.

A deslocação, prevista para segunda-feira, foi adiada por 24 horas para que Pompeo se reunisse em Bruxelas com responsáveis da União Europeia, que lhe pediram que os EUA mostrem “máxima contenção” perante a escalada de tensão no conflito com o Irão.

O Irão classificou segunda-feira como “preocupantes” os “atos de sabotagem” contra navios ao largo dos Emirados Árabes Unidos e pediu a realização de um inquérito.

“Os incidentes que ocorreram no mar de Omã são preocupantes e lamentáveis”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros, Abbas Moussavi, num comunicado, apelando para uma investigação e alertando contra “o aventureirismo de atores estrangeiros” para perturbar a navegação marítima.

 

O Irão já ameaçou várias vezes fechar aquele estreito estratégico, crucial para a navegação mundial e para o abastecimento petrolífero, em caso de confronto militar com os Estados Unidos.

A divulgação do incidente ocorre numa altura em que os Estados Unidos alertaram os navios para a possibilidade de “o Irão ou os seus representantes” poderem atacar o tráfego marítimo na região e quando Washington está a enviar para o Golfo Pérsico um porta-aviões e bombardeiros para combater alegadas ameaças de Teerão.

Na segunda-feira, no final de um encontro com o seu homólogo chinês, Wang Yi, o chefe da diplomacia russa disse que quando se reunir com Mike Pompeo, em Sochi, no sul da Rússia, espera esclarecer de que forma os norte-americanos “pretendem sair da crise que eles próprios criaram por causa das suas decisões unilaterais”.

Lavrov referia-se ao facto de, em 2018, os EUA terem abandonado o acordo nuclear com o Irão, por considerarem que aquele país não cumpria os seus compromissos.

Em resposta, na passada semana, quando se cumpria um ano do abandono dos EUA do acordo, o Irão anunciou que retomaria o seu programa nuclear e voltaria a produzir urânio enriquecido.

Na reunião de Mike Pompeo e Sergei Lavrov a crise iraniana será enquadrada pela complexa teia de relações diplomáticas à volta dos tratados nucleares, nomeadamente a extensão do tratado de redução de armas nucleares, START III, que expira em 2021.

O acordo, bilateral, START III foi assinado em 2010, pelos então presidentes norte-americano, Barack Obama, e russo, Dmitri Medvedev, determinando uma redução em 30% do número de ogivas nucleares, para 1550 por país.

O tratado também limitava em 700 o número de mísseis intercontinentais para cada país subscritor.

Com a saída dos EUA do Tratado de Mísseis de Curto e Médio Alcance (IMF), em 2018, a prorrogação por mais cinco anos do START II ficou em dúvida, com os dois países a acusarem-se mutuamente de falta de interesse na contenção na corrida ao armamento nuclear.

Lusa | Notícias ao Minuto

CNE propõe eleições presidenciais na Guiné-Bissau a 3 de Novembro

Posted: 13 May 2019 11:55 PM PDT

A nomeação do primeiro-ministro e a formação de um novo Governo no país africano têm sido condicionadas pelo impasse político. O mandato do atual chefe de Estado termina a 23 de junho.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau propõe que as eleições presidenciais se realizem a 3 de novembro, refere um cronograma de atividades para aquele escrutínio a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.

O documento prevê a marcação da data das eleições presidenciais, por decreto presidencial, até à primeira semana de agosto, nomeadamente 5 de agosto. O cronograma indica também a data de 8 de dezembro para a realização da segunda volta às eleições presidenciais, caso haja necessidade. O mandato do atual chefe de Estado termina a 23 de junho.

Segundo a lei eleitoral para o Presidente da República e Assembleia Nacional Popular, no que refere à marcação da data das eleições, “compete ao Presidente da República, ouvido o Governo, os partidos políticos e a Comissão Nacional de Eleições, marcar a data das eleições presidenciais e legislativas, por decreto presidencial, com antecedência de 90 dias”.

 

A lei refere também que no “caso das eleições legislativas e presidenciais não decorrerem na dissolução da Assembleia Nacional Popular e da vacatura do cargo do Presidente da Repúblicas, as eleições realizam-se entre os dias 23 de outubro e 25 de novembro do ano correspondente ao termo da legislatura e do mandato presidencial”.

As Nações Unidas e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) têm pedido ao Presidente guineense a marcação de eleições presidenciais ainda este ano.

A Guiné-Bissau está a viver um novo impasse político dois meses depois de realizadas as eleições legislativas de 10 de março, o que tem condicionado a nomeação do futuro primeiro-ministro e a formação de um novo Governo. Os deputados eleitos nas legislativas de 10 de março levaram mais de um mês a tomar posse, a 18 de abril, mas o início da legislatura demonstrou logo as fraturas político-partidárias que existem no país com o impasse criado com a eleição para a mesa da Assembleia Nacional Popular.

Observador | Lusa

Arroz retirado de armazém da PJ da Guiné-Bissau volta ao armazém após intervenção de PM

Posted: 13 May 2019 11:46 PM PDT

Bissau, 10 mai 2019 (Lusa) – Arroz apreendido na Guiné-Bissau no âmbito da operação “Arroz do Povo” foi recuperado pela Polícia Judiciária, a pedido do primeiro-ministro, após ter sido retirado do armazém onde estava guardado na quinta-feira pelas forças de segurança.

PJ já foi buscar o arroz ao armazém para onde se tinha levado e está a ser reposto no local onde estava guardado”, disse à Lusa fonte da PJ.

As forças de segurança da Guiné-Bissau retiraram quinta-feira de um armazém em Bissau o arroz doado pela China e apreendido pela PJ, por suspeita de estar a ser comercializado, na sequência de um pedido do magistrado do Ministério Público responsável pelo processo.

Hoje, durante a tarde, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, esteve reunido com o ministro do Interior e com a Polícia Judiciária e pediu a devolução do arroz para começar a ser distribuído.

“Ontem à noite assistimos a um acontecimento triste, um dos armazéns foi violado com a presença da polícia que foi lá para o efeito e alguns camiões de arroz foram levados para um outro armazém”, afirmou à Lusa Aristides Gomes.

 

Segundo o primeiro-ministro, face a toda a manipulação a que se tem assistido decidiu “acelerar o processo de distribuição” do arroz.

“Tem de ser devolvido. Não foi o Ministério do Interior provavelmente que levou o arroz, mas a operação foi apoiada por polícias do Ministério do Interior, portanto, é preciso que a instituição ou pessoa que subtraiu o arroz possa devolver o arroz ao armazém onde estava”, disse.

O primeiro-ministro guineense explicou também que criou uma comissão composta por representantes de várias instituições do Governo e da sociedade civil e que estão a ser feitos esforços para que “dentro de dois a três dias” se possa iniciar a sua distribuição.

“É um bem perecível, que está nos armazéns, que está sujeito a variação de temperatura e humidade e para além disso temos esta situação de dificuldades de controlar o estoque por razões óbvias”, salientou.

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no âmbito de uma operação, denominada “Arroz do Povo”, várias centenas de toneladas de arroz doado pela China, que segundo aquela força de investigação criminal, estava a ser preparado para ser vendido ao público.

O arroz apreendido estava num armazém em Bafatá, propriedade do antigo ministro do Interior Botché Candé, e numa quinta do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos.

No âmbito da operação, a PJ tentou ainda deter o ministro da Agricultura, mas foi impedida pelas forças de segurança.

No final de abril, o Ministério Público guineense ordenou à PJ a devolução dos sacos de arroz, doados pela China, apreendidos na quinta do ministro da Agricultura.

No mesmo despacho, datado de 24 de abril, o Ministério Público ordenou também a abertura de um processo-crime contra cinco agentes daquela força de investigação criminal.

Segundo o Ministério Público, a Polícia Judiciária tinha mandados de busca para efetuar diligências na cidade de Bafatá, nomeadamente nos “armazéns e domicílios dos suspeitos assim como nos domicílios de quaisquer pessoas na posse do referido produto”.

“Sucede, porém, que a PJ alargou essas diligências para outras localidades não abrangidas no mandado”, acrescenta do Ministério Público.

Em resposta, a PJ guineense disse que não iria entregar o arroz, que as buscas à quinta do ministro da Agricultura foram legais e abriu uma investigação contra o magistrado do Ministério Público responsável pelo processo.

O embaixador da China no país, Jin Hong Jun, disse à Lusa que está a seguir com muita atenção a investigação da Polícia Judiciária e salientou que o arroz doado “não é para venda”.

O embaixador explicou que foi doado um total de 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares, e que o donativo chegou a 26 de janeiro.

Diário de Notícias | Lusa

Missão da CPLP à Guiné-Equatorial cancelada tem nova data de 05 a 07 de junho

Posted: 13 May 2019 11:36 PM PDT

Lisboa, 13 mai 2019 (Lusa) – A missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) à Guiné-Equatorial tem nova data marcada – de 05 a07 de junho -, após a anterior ter sido cancelada a pedido de Malabo, disse hoje fonte da organização.

“A visita que estava para se realizar a 08, 09 e 10 de maio em Malabo [capital da Guiné-Equatorial] já tem uma nova data: 05, 06 e 07 de junho”, afirmou à Lusa fonte do secretariado-executivo, adiantando que estas foram propostas pelo Governo da Guiné-Equatorial no dia 08 de maio, dia em que deviam começar as reuniões em Malabo.

De acordo com o secretariado executivo da CPLP, o Governo liderado por Teodoro Obiang Mguema Mbasogo justificou o cancelamento da visita da comissão técnica, à última hora, ou seja na data em que alguns elementos já viajavam para aquele país, “por não ter conseguido reunir as condições para o desenrolar da missão”.

“Não nos pareceu uma questão política”, sublinhou.

 

A mesma fonte adiantou que a Guiné-Equatorial terá justificado este adiamento pelo facto de a Assembleia Nacional do país ter convocado o Governo para um debate, o que impedia alguns ministros, que deveriam reunir-se com elementos da comissão técnica de avaliação da CPLP, de terem disponibilidade para tal.

O jornal Público noticiou este domingo que o Governo da Guiné Equatorial adiou a visita de uma missão técnica da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a Malabo no próprio dia em que, dos quatro cantos do mundo, diplomatas e peritos se preparavam para a viagem aquele país.

A missão seria liderada pelo embaixador José Luís Monteiro, de Cabo Verde, país que tem a presidência rotativa da CPLP até 2020 -, e incluía 18 pessoas, entre as quais técnicos da língua, património, cooperação e questões jurídicas.

Mas na véspera do início da visita, a embaixada da Guiné Equatorial em Portugal informou a CPLP, cuja sede é em Lisboa, que as autoridades equato-guineenses deram instruções para adiar a visita, adiantava o Público este fim de semana.

Esta é a primeira missão técnica global para avaliar o que a Guiné Equatorial está a cumprir relativamente aos compromissos que assumiu em 2014, aquando da sua adesão como Estado-membro da CPLP.

Ainda segundo o jornal Público, nas últimas semanas, alguns governos estranharam o facto de Malabo não ter chegado a enviar um plano das reuniões organizadas para a missão agora adiada.

O mistro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, contactado então pelo Público limitou-se a dizer que Portugal espera “uma remarcação” da data.

A comissão técnica da CPLP tinha entre outros objetivos avaliar o que a Guiné Equatorial fez em termos de ensino da língua portuguesa e na adoção da carta de constituição da CPLP, os estatutos e todos os documentos da comunidade, o que engloba a questão dos direitos humanos e a abolição da pena de morte, que, segundo as autoridades equato-guineenses, tem uma moratória desde 2014.

Para o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, que é também representante do seu país junto da CPLP, “não terá havido nenhum motivo político”, para o cancelamento da reunião anterior. Em declarações à Lusa, Eurico Monteiro considerou ainda que “este adiamento vai permitir a ambas as partes preparar melhor as condições da visita, podendo esta ter melhores resultados”.

Segundo o diplomata cabo-verdiano, o adiamento também não impede que as recomendações que venham desta visita sejam analisadas e debatidas na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP, em julho, em Cabo Verde.

ATR // JH

Timor Gap negoceia financiamento de Porto de Beaço com a China

Posted: 13 May 2019 11:26 PM PDT

Díli, 13 mai 2019 (Lusa) — A Timor Gap está a negociar com a China o financimento do novo Porto de Beaço, inserido no projeto do Greater Sunrise, no sul de Timor, e avaliado em 943 milhões de dólares, disse à Lusa o presidente da petrolífera timorense.

“Estamos a trabalhar com os chineses para garantir que temos financiamento muito melhor do que noutras alternativas”, afirmou Francisco Monteiro, referindo que o projeto se insere na iniciativa chinesa “Uma Faixa, uma Rota”.

“Estamos nesta altura em negociações comerciais. Podemos assegurar que não vamos depender de dinheiro do Orçamento do Estado”, garantiu.

A 26 de abril, a empresa China Civil Engineering Construction Corporation anunciou a assinatura de um contrato com a Timor Gap para a construção do novo porto que se vai inserir na nova unidade de processamento de gás natural em Beaço, no sul de Timor-Leste.

 

Em comunicado enviado ao mercado bolsista de Xangai, a China Civil Engineering Construction Corporation, uma subsidiária da construtora estatal chinesa China Railway Construction Corporation, indicou que vai receber cerca de 943 milhões de dólares norte-americanos (846,2 milhões de euros) pelo design e construção do porto.

Antes do arranque das obras, que deverão demorar cerca de quatro anos, a Timor Gap terá ainda de assegurar o financiamento do projeto, sublinhou a China Civil Engineering Construction.

Francisco Monteiro explicou que o contrato, cuja assinatura a Lusa avançou no final de abril, se insere num processo “diferente” da tradicional contratação publica, fazendo parte de “negociações antigas entre a Timor Gap e a empresa no âmbito da iniciativa chinesa “Uma Faixa, uma Rota”.

Também conhecida como a Rota da Seda Marítima do Século 21, ainiciativa é uma estratégia de desenvolvimento do Governo chinês que aposta no desenvolvimento de infraestrutura e investimentos em vários países da Ásia, África e Europa.

“Timor candidatou-se. Assinamos um memorando de entendimento em 2017, mantivemos contactos desde aí e assinámos um novo memorando no ano passado”, explicou.

“O contrato foi assinado, foi dado a conhecer ao primeiro-ministro que também informou o Presidente da República”, disse.

Monteiro explicou que ainda há “muitos passos a cumprir”, mas que o essencial é “garantir que se desenvolve o projeto e que há parceiros para executar o projeto”.

Com esta primeira parte, do porto, cumpre-se “uma secção do investimento total de entre 5,5 e 6 mil milhões que custará o downstream”, explicou, referindo que o desenho do porto foi concretizado por uma equipa internacional em 2014.

A expectativa é de que a construção possa começar em 2021, estimando-se que o projeto pode vir a empregar “entre dois e três mil” pessoas.

Francisco Monteiro rejeitou acusações de falta de transparência da oposição, afirmando que todo o processo está a ser dado a conhecer de forma aberta.

Em comunicado, na semana passada, a Fretilin mostrou-se “muito preocupada com o processo que o Governo e a Timor GAP utilizaram para efetuar esta adjudicação, que não demonstra transparência e não parece ter seguido os procedimentos e regras de aprovisionamento em vigor no país para garantir a defesa do interesse do Estado”.

O partido recordou o que diz serem “experiências anteriores” que demonstram “várias vezes que os projetos feitos ‘às escondidas’, sem passar pelos processos de aprovisionamento, no final têm dado grandes prejuízos ao Estado”.

“A Bancada da FRETILIN exige que o Governo apresente ao Parlamento Nacional todos os detalhes do contrato. É importante estudarmos todos os empréstimos com muita atenção para se saber sobre a viabilidade económica do projeto e a capacidade de pagar as dividas contraídas”, disse.

“Qual foi a garantia que o Governo e a Timor GAP apresentaram aos credores caso não consigamos pagar esta dívida?”, questionou.

Segundo a Timor Gap, o porto de Beaço vai “permitir o desembarque de materiais durante a construção” tanto do gasoduto, que trará o gás natural dos campos petrolíferos de Greater Sunrise, como de uma unidade de processamento de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Após a entrada em funcionamento da unidade, o porto vai ser usado para o embarque do GNL, acrescentou a Timor Gap.

No passado dia 16 de abril, Timor-Leste concretizou a compra uma participação maioritária no consórcio do Greater Sunrise por 650 milhões de dólares norte-americanos (575 milhões de euros), para avançar com o projeto de gasoduto e processamento de petróleo e gás natural na costa sul do país.

Os campos de Greater Sunrise contêm reservas estimadas de 5,1 triliões de pés cúbicos de gás e estão localizados no mar de Timor, a aproximadamente 150 quilómetros a sudeste de Timor-Leste e a 450 quilómetros a noroeste de Darwin, na Austrália.

ASP // FST

Australianos votam domingo, após 12 anos de instabilidade política e económica

Posted: 13 May 2019 11:14 PM PDT

Camberra, 14 mai 2019 (Lusa) – Os eleitores australianos regressam às urnas domingo para eleger o 46.º Parlamento, após 12 anos de confusão política dentro dos dois maiores partidos que levaram a seis mudanças de chefe do Governo e a grande instabilidade no país.

Mais do que eleger mandatos na Câmara dos Representantes e no Senado, os eleitores votam esperando que seja a primeira vez desde 2007 que o primeiro-ministro escolhido leve as ‘rédeas’ do Governo até ao final do mandato.

As sondagens mostram que uma ampla maioria dos australianos está descontente com a forma como a democracia tem funcionado, com crescente descontentamento pela perda do poder de compra, elevados preços de habitação e praticamente paralisação de salários.

Numa tentativa de evitar os combates internos, tanto o Partido Liberal (PL, que integra a coligação do atual Governo) como o Partido Trabalhista Australiano (ALP) aprovaram alterações às regras internas para tornar mais difíceis desafios à liderança, para estabilizar o cenário político num país onde começa a haver sinais preocupantes de desaceleração económica e do fim — ou pelo menos de um grande ‘solavanco’ — da ‘bolha’ imobiliária.

 

Por isso, questões económicas — impostos e gastos públicos — assumem, a par de outras questões como o ambiente, lugar de destaque nos principais debates políticos.

Em causa está a eleição do 46.º Parlamento da Austrália, e do sucessor do Governo minoritário da coligação de direita entre os Liberais e os Nacionais, liderado por Scott Morrison — que assumiu o cargo depois de um desafio interno à liderança do seu antecessor, Malcolm Turnbull.

Além da coligação, vão a votos o Partido Trabalhista Australiano (ALP), de centro-esquerda, liderado por Bill Shorten, os Verdes, a Centre Aliance, o Katter’s Australian Parti e a One Nation, entre outros.

Estão registados um total de 1.514 candidatos, dos quais 1.056 para a Câmara de Representantes e 458 para o Senado.

Em 2016, nas últimas eleições, o resultado foi tão próximo — o mais renhido desde 1961 – que o então primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, só conseguiu assegurar a governação oito dias depois, com apoio de independentes.

As últimas sondagens apontam para uma vitória dos trabalhistas, com 51,7% dos votos e uma margem de 3,4 pontos percentuais sobre a coligação, no atual Governo, em termos de preferências dos dois partidos.

A previsão da Newspoll, para o jornal conservador The Australian, é de que na câmara baixa o ALP consiga 79 lugares no parlamento (mais 10), a coligação se fique pelos 66 (menos 10), com seis lugares para outras forças políticas e independentes.

O mundo das apostas também parece confiante numa vitória dos trabalhistas com as probabilidades de uma vitória dos trabalhistas a pagar apenas 1,12 dólares contra os seis dólares para uma vitória da coligação.

Como acontece a vários níveis na Austrália, o sistema eleitoral também é praticamente único, como a complexidade do sistema preferencial ou o facto de que só se elegem metade dos lugares do Senado, o que torna as contas mais difíceis.

Nas eleições de domingo, e no sistema bicameral australiano, estão em jogo os 151 lugares da Câmara de Representantes federal e 40 dos 76 lugares no Senado.

O Senado é composto por 12 representantes de cada um dos seis estados e dois representantes de cada um dos territórios, sendo que os senadores de cada um dos estados têm mandatos de seis anos e os dos territórios têm mandatos equivalentes à duração do mandato da Câmara de Representantes.

Em vez de eleições baseadas num voto único, num único círculo eleitoral ou em votação proporcional, como ocorre na maioria dos países europeus, a Austrália vota com base no sistema de “votação preferencial”.

Na prática, “votação preferencial” significa que os eleitores numeram por ordem os seus candidatos e que os votos de todos os eleitores são assim distribuídos, segundo as preferências, pelos partidos mais votados.

Se os eleitores nomearem apenas um candidato de um partido e se esse partido não estiver entre os dois mais votados, o voto é distribuído de acordo com as decisões de preferências feitas pelos partidos.

O objetivo é garantir sempre uma eleição ‘maioritária’, mas implica que, em alguns casos, o partido mais votado no voto ‘primário’ acabe por não vencer no círculo eleitoral devido à distribuição de preferências.

Votar na Austrália é obrigatório e quem não o fizer fica sujeito a uma multa de 20 dólares.

ASP // JMC

Primeira-ministra pede solução global para violência nas redes sociais

Posted: 13 May 2019 11:08 PM PDT

Sydney, Austrália, 13 mai 2019 (Lusa) – A primeira-ministra neozelandesa pediu hoje uma solução global para impedir a divulgação de conteúdos de caráter terrorista ou violência extrema nas redes sociais, como aconteceu no ataque contra duas mesquitas que fez 50 mortos, em 15 de março.

“As empresas detentoras das redes sociais são plataformas globais, portanto a nossa resposta deve ser global”, afirmou Jacinda Ardern, num vídeo divulgado pelas redes sociais antes da visita a Paris, onde irá encontrar-se com o Presidente francês, Emmanuel Macron, na quarta-feira.

A reunião contará com a presença de líderes de todo o mundo e representantes de empresas de tecnologia que serão convidados a juntar-se ao “Apelo de Christchurch” para se comprometerem a eliminar conteúdo extremista violento da Internet, que para Ardern representa o começo de uma iniciativa em que espera ter mais apoio de empresas e governos no futuro.

 

Brenton Tarrant, alegadamente responsável pela morte de 50 pessoas em Christchurch, transmitiu os assassínios em direto pela rede social Facebook, tendo o vídeo ficado disponível e a ser partilhado em outras redes sociais, como o Twitter e o YouTube, durante várias horas após o ataque.

“Este foi um ato terrorista projetado para tornar-se viral, o terrorista transmitiu ao vivo e, após o ataque, o vídeo foi alterado várias vezes para evitar que fosse excluído automaticamente”, indicou Jacinda Ardern, lembrando que o vídeo foi partilhado mais de 1,5 milhões de vezes só no Facebook.

Vários neozelandeses assistiram ao vídeo “não porque necessariamente o procuraram, mas porque a sua proliferação era extrema”, segundo a primeira-ministra, que sublinhou assim a necessidade de adotar medidas para impedir a partilha de conteúdos terroristas e violência extrema na Internet.

Jacinda Ardern também referiu que as medidas adotadas, que incluem soluções tecnológicas, devem garantir que “uma Internet livre, aberta e acessível seja preservada” para os utilizadores.

SYSC (RCS) // ANP

Celebrações do 13 de Maio atraem milhares de católicos asiáticos a Macau

Posted: 13 May 2019 11:01 PM PDT

Macau, China, 13 mai 2019 (Lusa) – As celebrações do 13 de maio em Macau atraíram hoje milhares de católicos provenientes de Hong Kong, China continental, Malásia, Filipinas e Singapura, que se juntaram às comunidades chinesa e portuguesa que residem no território.

“É impressionante de se ver, vem gente de Hong Kong, vem gente da China continental”, destacou o padre Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José, em declarações à Lusa.

“Hoje esta devoção espalhou-se” pela comunidade chinesa, filipina e “há mais pessoas a participar”, contou à Lusa, em frente à Igreja de São Domingos, o seminarista da diocese de Macau Adriano Agostinho.

Uma ideia acompanhada pelo presidente do Instituto para os Assuntos Municipais de Macau, José Tavares: “É notório que nestes últimos anos a comunidade católica de Hong Kong tem vindo mais para as procissões porque lá não há”, afirmou à Lusa.

“A comunidade católica do interior da China também está a vir e a juntar-se nas procissões e [isso] é um bom sinal também, é um sinal de abertura por parte da China”, sublinhou José Tavares.

 

Maria do Carmo Gil enfatizou também a ideia defendida por José Tavares sobre o aumento do número de católicos vindos da China continental devido à sua maior abertura.

“Antigamente era só pessoal local, vinham pessoas de Hong Kong, Singapura… Mas da China não, [agora como a China] já está aberta vem muita gente da China”, destacou, sorridente, a macaense de 66 anos.

Maria do Carmo Gil lembrou, que desde tenra idade que participa nas celebrações em Macau com os seus pais: “Nunca faltei e quando vou a Portugal vou a Fátima”, disse, à porta da igreja de São Domingos, onde foi realizada a missa e também o ponto de partida para a procissão que levou milhares a caminharem junto da imagem de Maria e de três crianças vestidos com os trajes dos pastorinhos de Fátima até à igreja da Penha.

“Nós somos católicos desde pequenos, os nossos pais ensinaram-nos, sempre fomos assistir. A senhora de Fátima é muito importante para nós, significa a mãe do céu (…) quaisquer desgostos que nós temos nós pedimos sempre o auxílio dela”, frisou Maria do Carmo Gil.

“É uma tradição, uma cultura, já enraizada aqui em Macau, quer na comunidade portuguesa, quer na comunidade chinesa” e que “mesmo após a entrega da soberania isto aqui ficou na mesma (…) portanto nada mudou”, explicou o presidente dos Assuntos Municipais de Macau.

Antes de entrar para assistir à missa, Peter Herbert, residente em Hong Kong, disse à Lusa que esta é a quarta vez que vem assistir às celebrações, “a primeira foi em 1997, no 80.º aniversário das aparições de Fátima e sabia que ia voltar 20 anos mais tarde para o 100.º aniversário”.

“Não podemos ir a Portugal, mas Macau é um bocadinho Portugal e é um degrau mais perto do céu, um degrau mais perto de Deus e um degrau mais perto de Maria”, afirmou o homem de 66 anos, que veio com um grupo de cerca de 15 pessoas, entre estudantes e graúdos, desde Hong Kong.

Macau e Hong Kong beneficiam do feriado dedicado a assinalar o aniversário de Buda, um feriado celebrado na maior parte do leste da Ásia para comemorar o nascimento do príncipe Siddhartha Gautama, o fundador do budismo. Tal facto fez Peter Herbert agradecer a Buda ter conseguido vir a Macau assistir às cerimónias da aparição de Maria: “Estamos muito gratos aos budistas por nos darem este feriado”, enfatizou.

Já o seminarista, neto de um português, lembrou que os seus avós lhe contaram que a Segunda Guerra Mundial “foi um tempo muito difícil aqui em Macau e as pessoas tiveram uma grande fé em Deus, mas sobretudo na Nossa Senhora de Fátima” e que, “quer acreditemos ou não, Macau foi salvo do pior, porque não foi invadido pelos japoneses”.

Por outro lado, o reitor da Universidade de São José, destacou ainda que Macau “o primeiro território onde se fez uma procissão de Nossa Senhora de Fátima depois das aparições, já quem em Portugal era a República e eram proibidas as procissões públicas”.

“Quando os católicos chegaram com os primeiros barcos, logo a primeira imagem que colocaram aqui, no Farol da Guia, foi uma imagem de Nossa Senhora”, disse.

MIM // VM

Primeira faculdade de português na China quer “aprofundar” conhecimento sobre lusofonia

Posted: 13 May 2019 10:53 PM PDT

Pequim, 13 mai 2019 (Lusa) – A primeira faculdade dedicada ao português na China continental quer complementar o ensino da língua com conhecimentos “mais aprofundados” sobre os países lusófonos e “aumentar o intercâmbio internacional”, revelou hoje à agência Lusa a diretora.

“É um passo natural, que nos permitirá ter mais recursos, mais possibilidades e mais alunos e professores”, explicou a diretora do departamento de português da recém-formada Faculdade de Estudos Hispânicos e Portugueses, da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai).

A nova instituição nasce da elevação do estatuto do mais antigo departamento de ensino do português na China continental, aberto em 1961, implicando um aumento do orçamento para contratação de corpo docente e organização de atividades e palestras.

Até 1999, apenas a Beiwai e a Universidade de Estudos Internacionais de Xangai ofereciam licenciaturas em português.

 

Desde então, as instituições de ensino superior da China continental a incluir licenciaturas em português aumentaram de três para 25. No total, mais de 1.500 estudantes chineses frequentam agora cursos em português.

O estabelecimento de uma faculdade permitirá, no entanto, “construir um sistema de conhecimento mais aprofundado, mais sistemático”, sobre a lusofonia, detalhou Patrícia Jin.

“Com esta evolução, abriremos mais cadeiras, em cinco área de estudo: linguística, tradução, literatura, ciência política, economia e comércio”, explicou.

“Os alunos terão uma parte obrigatória e central, ensinada em português, mas também acesso aos cursos de outras faculdades”, disse.

A instituição abarcará quatro centros, incluindo o Centro Beiwai – Universidade de Lisboa -Instituto Camões; uma fundação e uma editora de manuais de ensino da língua.

O aumento do orçamento permitirá ainda alargar o corpo docente, atualmente composto por oito professores chineses, uma leitora portuguesa e um leitor brasileiro, e organizar palestras.

“Só neste semestre realizamos seis palestras académicas, com a participação de professores chineses, portugueses e brasileiros, de diferentes disciplinas”, sintetizou Jin.

A aposta da ‘beiwai’ reflete a crescente necessidade da China em formar melhores quadros para trabalhar com os países de língua portuguesa, face à evolução das trocas comerciais, que só em 2018 se cifraram em 147.354 milhões de dólares (131.206 milhões de euros), um aumento de 25,31%, em termos homólogos.

O destaque vai sobretudo para Angola e Brasil, cujas trocas com a China compõem a maioria deste comércio.

JPI // PJA

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