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Portugal | “PS tem a pretensão de poder decidir sozinho e tem sido um problema”

Posted: 07 May 2019 06:31 PM PDT

O secretário-geral do PCP afirmou esta terça-feira que o PS “tem a pretensão de poder decidir sozinho” e isso “tem sido um problema ao longo dos últimos três anos e meio”. Paralelamente, Jerónimo de Sousa vincou a ideia que “não podemos enganar” e “iludir” os professores.

Estas declarações foram proferidas em Montemor-o-Novo quando os jornalistas questionavam Jerónimo de Sousa sobre a questão do tempo de recuperação do tempo de serviço dos professores, tema que motivou uma crise política no final da semana passada com o primeiro-ministro a ameaçar demitir-se caso o diploma passasse na votação final global.

PSD e CDS, que haviam votado ao lado de BE e PCP a favor da recuperação integral do tempo de serviço, recuaram entretanto as suas posições, apresentando uma adenda ao diploma anterior que definia a recuperação integral apenas se isso não colocasse a sustentabilidade das contas públicas em causa. Propostas das quais PCP e Bloco de Esquerda já se afastaram.

“A grande questão é que não podemos enganar, iludir os professores. Votar aqueles critérios, aqueles constrangimentos a troco de uma mão cheia de nada, ainda por cima abrir uma outra frente de ofensiva contra os professores que seria a alteração da sua carreira acho que, mais cedo ou mais tarde, vão assumir que fizemos bem”, justificou.

 

O secretário-geral do partido defendeu que vai ter de se continuar “a lutar naturalmente pela reposição de direitos que são justos, que são de facto possíveis – depende muito das opções do governo – e naturalmente evitar perigos novos sobre os professores, as suas carreiras e os seus direitos”.

Jerónimo de Sousa diz-se de “consciência tranquila” por ter sido a força que “apresentou propostas que resolveriam o problema e, simultaneamente, continuar a defender aquilo que são direitos legítimos de professores”.

O líder do PCP considerou ainda que “não foi aceitável o nível de argumentos por parte do primeiro-ministro” e que, se se fizer um exercício de memória, “vimos estes argumentos na boca de muitos ministros do PSD e do próprio Passos Coelho”.

“Não é bom para a democracia por trabalhadores contra os trabalhadores. Tratar uns como privilegiados e, simultaneamente esquecer que se houve privilegiados nesta fase foi de facto em relação às medidas de apoio à banca, às PPP, em relação a esta política de mata-cavalos da redução do défice, de consumo de tudo aquilo que é remanescente, que é mealheiro do nosso país para pagar juros da dívida”, disse, sugerindo ao primeiro-ministro uma “posição construtiva”.

“O problema é de facto a necessidade de o PS fazer opções. Não usar este argumento para tentar alterar a conjuntura e correlação de forças existente aqui no nosso país”, rematou.

Geringonça chegou ao fim?

Questionado pelos jornalistas sobre se esta questão pode ter ditado o fim da Geringonça, Jerónimo de Sousa respondeu que os comunistas continuam “a considerar que é possível manter esta política de avanços”, sublinhando que “o pior que aconteceria era o retrocesso em muitas áreas”.

“O PS tem a pretensão de poder decidir sozinho e isto tem sido um problema ao longo destes três anos e meio”, criticou, enaltecendo: “[O PS] Teve que contar com opinião, com proposta, a insistência e persistência do PCP”.

O líder do partido acrescentou ainda que, da parte do PCP, nunca houve dúvidas em relação a uma questão central” desta solução governativa. “A posição conjunta definia o grau de compromisso e o nível da convergência. Avançou-se muito e nós não deixamos de valorizar, mas o PS, com certeza, achará que chegou ao limite e precisa, de sozinho, fazer o que pretende”, queixou-se. A resposta a este problema, rematou, só pode ser dada pelos portugueses nas urnas.

Melissa Lopes | Notícias ao Minuto

Portugal | O precedente açoriano e a ópera bufa

Posted: 07 May 2019 06:10 PM PDT

Mariana Mortágua | Jornal de Notícias | opinião

Por quatro vezes o Parlamento aprovou iniciativas que mandataram o Governo a reconhecer o tempo de serviço dos professores. Na primeira, o PS votou a favor. Nas duas seguintes, não tendo votado a favor na especialidade, aprovou os orçamentos que as continham. Na quarta, ameaçou demissão alegando um impacto orçamental futuro que ninguém consegue calcular porque depende da forma como esse descongelamento for negociado, e de dados que o Governo esconde.

Nos Açores, onde governa o PS, a contagem integral do tempo de serviço foi garantida com aplicação faseada no tempo, sem dramas. Na Madeira, o PS votou a favor da mesma solução, sem dramas. No continente, ameaçou demissão. O truque bastou para PSD e CDS darem o dito por não dito, tão convictos estavam das suas posições, e António Costa, que enfrentava uma campanha que lhe corria francamente mal, põe-se de novo a sonhar com uma maioria absoluta.

Haverá quem diga que política é isto, mas eu discordo. Governar é encontrar soluções, não é inventar pretextos para problemas. Nenhum boa solução saiu desta alegada crise. Pelo contrário, resta a ideia perversa de que a proteção dos direitos dos trabalhadores do público se faz contra os trabalhadores do privado. É falso, esta legislatura já o provou e ainda tem muito para decidir sobre trabalho, sobre SNS, sobre Cuidadores e, já agora, sobre verdadeiros privilégios, como são as rendas da energia.

Uma dessas decisões diz respeito aos trabalhadores por turnos: enfermeiros, operárias, condutores ou operadoras de call centers, tanta gente que não tem o mesmo direito à vida familiar e ao descanso, que luta para organizar a sua vida que se faz ao contrário do resto da sociedade. É justo garantir-lhes acompanhamento médico adequado, regras mais justas de descanso e férias, previsibilidade no horário de trabalho e o definitivo reconhecimento de que o seu esforço, no fim do dia, é sempre superior.

O número de ilusionismo político foi feito e ultrapassado. Agora voltamos àquilo que conta. Veremos com que maioria podem contar os 750 mil trabalhadores por turnos. Será uma excelente oportunidade para se oferecer uma solução de Esquerda a trabalhadores do privado, porque atirá-los contra os do público nunca foi política da geringonça, e muito menos de Esquerda.

* Deputada do BE

Fim da democracia na Turquia

Posted: 07 May 2019 11:54 AM PDT

A eleição de Istambul vai ser repetida após derrota do partido do presidente Erdogan. Não importa o resultado da nova votação: democracia turca já estará perdida.

Erkan Arikan* | opinião

Derrotas estão fora de questão para o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Especialmente quando se trata de Istambul. Após o fim das eleições municipais na Turquia, em 31 de março, ficou claro que elas iriam ter prosseguimento na metrópole do Bósforo.

Mesmo que Ekrem Imamoglu, vencedor da eleição do partido CHP, já tenha recebido seu diploma de prefeito da cidade de 15 milhões de habitantes, o AKP e Erdogan fizeram de tudo para não perder Istambul.

A princípio, apenas nos distritos com resultado final apertado devia haver recontagem, então se falou que houve discrepâncias com as cédulas eleitorais. Mas agora se diz que os mesários nas urnas não eram funcionários públicos. Estranhamente, a maioria deles era formada por membros do AKP.

Mesmo que tenha havido mais do que apenas incoerências em eleições anteriores, o Conselho Superior Eleitoral sempre rejeitou todas as queixas da oposição. Mas agora o procedimento é diferente.

Uma coisa é fato – a decisão do Conselho é o golpe final contra a democracia na Turquia.

Mas então surgem perguntas: por que o Conselho Superior Eleitoral aceitou a queixa do AKP? Por que a decisão foi suspensa três vezes? Como os mercados financeiros estão reagindo à repetição das eleições em Istambul? Não há respostas.

Existe apenas especulação. O principal órgão eleitoral não resistiu à pressão de Erdogan. A propósito, a decisão do conselho é final. Ela não pode mais ser contestada.

A escolha da data para anunciar a decisão foi taticamente sábia. No primeiro dia do Ramadã, nesta terça-feira (07/05), não há multidões nas ruas protestando. E divulgar a notícia após o fechamento da Bolsa de Valores mostra que se espera que uma reação passe despercebida dos mercados.

Mas longe disso. Especialistas econômicos já especulavam nos últimos dias que a lira turca perderia bastante valor em relação ao euro e ao dólar caso as eleições tivessem que ser repetidas.

Uma coisa é certa: não importa o resultado do pleito em 23 de junho – a democracia na Turquia já está perdida.

*Erkan Arikan é editor-chefe do site em turco da DW.

Deutsche Welle

Na imagem: “Obrigado, Istambul”, diz cartaz eleitoral após reeleição de presidente turco Erdogan neste ano

Justiça espanhola permite que Puigdemont participe de eleições

Posted: 07 May 2019 11:46 AM PDT

Tribunais autorizam que ex-chefe de governo da Catalunha que liderou iniciativa separatista em 2017 concorra nas eleições europeias. Decisão também beneficia dois ex-integrantes do seu governo.

Dois tribunais de Madri permitiram nesta segunda-feira (06/05) que o ex-presidente do governo regional da Catalunha Carles Puigdemont e dois ex-integrantes de sua gestão, Clara Ponsatí e Antoni Comín, concorram às eleições ao Parlamento Europeu, marcadas para o dia 26 de maio.

A decisão foi revelada depois que a Junta Eleitoral Central (JEC) decidiu na semana passada excluí-los de uma lista de concorrentes. O Supremo Tribunal da Espanha ordenou ontem que estes dois tribunais resolvessem a questão envolvendo os três aspirantes, que são investigados por participação no processo unilateral de independência da Catalunha de outubro de 2017.

Puigdemont, que liderou a tentativa de separação, vive na Bélgica desde então, assim como Comín. Ponsatí, por sua vez, mora na Escócia.

 

Estas sentenças de hoje anulam a decisão da JEC, que aceitou a argumentação do Partido Popular (conservador) e dos Ciudadanos (liberal). As duas formações políticas afirmaram que Puigdemont, Comín e Ponsatí não possuem as condições para serem eleitores e também não podem ser escolhidos em um pleito democrático, por não estarem na Espanha e nem registrados no censo oficial de residentes no exterior.

No entanto, os integrantes do Supremo consideraram que entre as possibilidades estabelecidas pela lei eleitoral para determinar a ilegibilidade “não há necessidade de estar à revelia, como os recorrentes são”. Também afirmaram que, embora os três estejam fora da Espanha, estão registrados em um município espanhol e os órgãos competentes não os tiraram do cadastro de moradores.

JPS/efe

GROTESCO

Posted: 07 May 2019 11:34 AM PDT

Dia 30 de Abril de 2019 assistiu-se nas televisões e meios de comunicação de massa alinhadas com o império da hegemonia unipolar, a um exercício tanto ou mais grotesco que os acontecimentos “no terreno” em Caracas!

Martinho Júnior, Luanda

1– Os acontecimentos traduzem-se num exercício perverso e subversivo duma tentativa de golpe, que mobilizou apenas nas primeiras horas, pequenos grupos de militares que foram atraídos a uma falsa missão e como tal enganados, o que serviu para a passagem de mensagens golpistas do deputado Juan Guaidó, o cavalo-de-tróia dos falcões da administração de Donald Trump na Venezuela e a fuga da prisão domiciliar de Leopoldo Lopez, outro elemento da extrema-direita, representante do que de mais retrógrado persiste no antro da oligarquia clientelista venezuelana umbilicalmente conectada ao império da hegemonia unipolar.

“No terreno” as mensagens emitidas por Juan Guaidó estavam forjadas para dar a sensação do exercício dum poder numa versão apta e disponível, “em directo”, para as caixas de ressonância tornadas centros de difusão da hegemonia unipolar.

A ilusão gerada nas primeiras horas do dia, aproveitando os incautos de dentro e de fora, foi um sinal rapidamente expandido, o que quer dizer que entre os falcões gestores do império e seu sistema de vassalagem, com as respectivas caixas de ressonância, estão “oleadas” a ponto de rapidamente corresponderem aos reflexos de Pavlov!

Não é de admirar, pois muitos acontecimentos anteriores, ao longo dos anos, foram transmitidos em directo e serviram de experiência: desde a guerra nos Balcãs, à do Afeganistão, à do Iraque, à da Líbia, à da Síria…

Com as imagens, as mensagens eram “trabalhadas” de feição da aristocracia financeira mundial e seus dilectos lóbis, até à exaustão: uma mentira de tanto ser repetida passava como verdade e esse maquiavelismo foi repetido milhares de vezes!

“Fake news”!

Todas as manipulações se inscrevem nos interesses e conveniências do império da hegemonia unipolar, da NATO e de sua panóplia de meios, particularmente os meios ao dispor no seu sistema de vassalagem que submerge espaços como a União Europeia, como se estivéssemos a viver em pleno feudalismo!

2– Agora porém as manipulações mediáticas já não se encontram no mesmo pé de antes do Wikileaks, do Julian Assange, ou do Edward Snowden, entre outros…

Desde o momento em que de forma tão continuada como massiva se começaram com toda a transparência a expor as entranhas do monstro que é o exercício criminoso do poder nos Estados Unidos, que a opinião pública foi sendo sistematicamente alertada.

Mentir, provocar ingerências e manipulações e formatar a mentalidade de feição depois desses anos todos começou a ser muito mais difícil e, por outro lado, a própria emergência multilateral se começou a encarregar das contramedidas em termos veiculares para a informação de cobertura global que não contrariasse a transparência e a fiabilidade.

A administração de Barack Hussein Obama que tinha como Chefe do Departamento de Estado Hillary Clinton, “Killary Clinton”, foi a última a tentar conseguir exercer a gestão intestina de segredos que afinal se tornaram, à escala global, segredos de polichinelo!

O advento do republicano Donald Trump alimentou-se do fim dessa hipótese em sua própria campanha eleitoral, na perspectiva do capitalismo protecionista face ao capitalismo financeiro transnacional e neoliberal.

O Presidente Donald Trump, durante a primeira fase do seu primeiro e único mandato, contribuiu directa ou indirectamente para se desfazerem muitos dos equívocos, mas pressionados pelas contramedidas dos democratas, acabou por ceder aos falcões ao serviço dos lóbis do armamento e da energia que o rodearam de entidades como Pompeo, Rubio, ou Bolton, envoltos no casulo do excepcionalismo do poder criminoso que se pretende manter como dominante!

Trump ele mesmo tornou-se num perverso autor de “fake news”, um verdadeiro campeão de “fake news” que deveria constar no Guiness Book!

As máfias do armamento e da energia, com sua ementa de arsenais e transnacionais, tomaram conta da administração de Donald Trump, que não tem a mesma plasticidade para um continuado exercício de mentira como seus anteriores, até por que está a viver o rescaldo da filtração de tantos segredos das entranhas do monstro!…

Por isso agora “o rei vai nu”!

3– Os lóbis do armamento e da energia, que tradicionalmente e no quadro da aristocracia financeira mundial suportam o lado republicano dos mecanismos do poder dominante no quadro do império da hegemonia unipolar, como já não podiam exercer a plasticidade dum Obama, ou duma Hillary Clinton (que mesmo assim tiveram múltiplos reveses), só podiam, ao fazer cair as máscaras, adoptar um exercício fascizante nos relacionamentos internacionais, que se casasse com o capitalismo proteccionista protagonizado pela campanha e início da actividade presidencial de Donald Trump e a “tradicional excepcionalidade” estado-unidense, qualquer que fosse o grau dos crimes em evidência.

Deste modo desapareceram as versões indexadas às “justificações iluminadas” da existência de teorias da conspiração, face ao impacto das filtrações intestinas e passou a haver, sem máscara, as correntes práticas de conspiração, tão evidentes na América Latina, como na Ásia, em África e até na Europa.

Os acontecimentos de 30 de Abril na Venezuela puseram a descoberto e evidência as práticas de conspiração, de fio-a-pavio, em toda a cadeia de mensagens, desde as produzidas no terreno pelo cavalo-de-troia Juan Guaidó até, por exemplo, ao nível duma SIC, caixa de ressonância ao dispor dos circuitos do grupo Bilderberg na vassalagem do regime oligárquico implantado desde o 25 de Novembro de 1975 em Portugal!

Tudo pode ser verificado como prática de conspiração ao longo dessa cadeia e, com isso, estão a nu as sucessivas “fale news” que um processo dessa natureza implica!

O Presidente Nicolas Maduro, na sua comunicação feita durante a noite de 30 de Abril de 2019, demonstrou a sucessão dos acontecimentos no terreno, desde a alvorada em que ocorreram e por isso todos aqueles que foram saltando de cadeia em cadeia nas transmissões televisivas avassaladas, puderam constatar o grotesco das práticas de conspiração do império da hegemonia unipolar, o grotesco de suas mensagens em nome duma “Operação Liberdade” e só as mentes ainda formatadas encontram justificação, ou espaço cínico, hipócrita e submisso para se fazerem sentir.

A continuidade das arruaças em nome da propaganda duma “Operação Liberdade” são a expressão do caos injectado pelos falcões de Trump e seus vassalos latino-americanos, são a expressão de suas práticas de conspiração por que agora já não podem fazer de outra maneira, mas o exercício do poder dum estado como o bolivariano, alicerçado pela trincheira institucional cívico-militar e erguido com o esforço patriótico em torno das múltiplas missões em curso, está em resistência contraditória dialética, com o recurso a toda a sua capacidade mobilizadora e de opções!

Na Venezuela as práticas de conspiração do império da hegemonia unipolar não passarão, por que há uma certeza, qualquer que seja o maquiavelismo da mentira: a Venezuela Bolivariana vencerá!

Martinho Júnior – Luanda, 1º de Maio de 2019

Imagens: Três fotos dos rostos daqueles falcões que, em nome da aristocracia financeira mundial se dedicam às práticas de conspiração contra a Venezuela Bolivariana e noutros expedientes correntes, a título de assim corresponderem e alimentarem a excepcionalidade estado-unidense no âmbito dos exercícios típicos do império da hegemonia unipolar em maquiavélica decadência.

Contingente de soldados israelitas é esperado nas Honduras

Posted: 07 May 2019 11:09 AM PDT

Um contingente de mil soldados israelitas deverá chegar ao país centro-americano, no âmbito de um acordo militar multilateral celebrado entre os dois países e os EUA, revela o jornal El Heraldo.

As forças militares israelitas terão como missão treinar os membros das Forças Armadas das Honduras e os agentes da Polícia Nacional em áreas como a protecção de fronteiras, «tendo em conta as saídas massivas irregulares de hondurenhos, em especial de crianças, com destino aos Estados Unidos», lê-se no periódico hondurenho El Heraldo.

A concretizar-se tal medida, os EUA parecem encontrar no aliado israelita uma «ajuda» para a questão da imigração, sendo que o contigente hondurenho é um dos maiores no «problema migratório», o de gente que se arrisca a fazer uma viagem de cerca de 4000 quilómetrospara encontrar o trabalho e as condições de vida que não têm nos países de onde partiram. No caso das Honduras, procurando também escapar à forte repressão do governo de Juan Orlando Hernández e à violência dos esquadrões da morte.

 

«Luta contra o narcotráfico, investigação e antiterrorismo» são outras áreas em que os militares israelitas irão treinar os hondurenhos enquanto permanecerem no território do país centro-americano. De acordo com El Heraldo, esta será a primeira vez que Israel terá um contingente militar permanente no estrangeiro – sendo que o periódico desconta a permanência de tropas sionistas nos territórios ocupados da Palestina, dos Montes Golã (na Síria) e do Sul do Líbano.

De acordo com El Heraldo, o tratado militar ainda está a ser negociado, cabendo ao Congresso Nacional – onde há maioria a favor do executivo do presidente Orlando Hernández – a sua aprovação. Fazendo alusão a uma fonte próxima aos israelitas, a chegada das tropas sionistas faz parte da cooperação entre os ambos países anterior à mudança da Embaixada das Honduras em Israel de Telavive para Jerusalém.

As tropas israelitas irão partilhar o mesmo espaço com a Força-Tarefa Conjunta Bravo, dos EUA, na base aérea José Enrique Soto Cano, em Palmerola, indica ainda o periódico, acrescentando que a aproximação-chave entre os três países se deu no Brasil, na tomada de posse do actual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em que estiveram presentes o presidente hondurenho, Juan Orlando Hernández, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

Para além disso, revela ainda o periódico, em 2016, Juan Orlando Hernández assinou um «acordo milionário com Israel», válido por um período de dez anos, para a compra de armas e de equipamento militar.

AbrilAbril

Na foto: Um jovem palestiniano é preso na Cisjordânia, na sequência dos protestos contra a decisão norte-americana sobre JerusalémCréditos/ palestinalibre.org

Intervenção dos EUA na Venezuela seria “catastrófica”

Posted: 07 May 2019 11:02 AM PDT

O embaixador Francisco Seixas da Costa alertou hoje que uma eventual intervenção dos Estados Unidos na Venezuela “seria catastrófica” e traria várias consequências para os países limítrofes ou mesmo para a estabilidade global.

“Uma intervenção dos Estados Unidos na Venezuela seria catastrófica. Não apenas para a Venezuela, mas também para os países limítrofes, que teriam consequências até em termos de refugiados e do próprio envolvimento quase automático que isso poderia ter”, afirmou à Lusa o antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

O embaixador falava à margem do VIII Encontro Triângulo Estratégico América Latina e Caraíbas — Europa — África, que aconteceu entre segunda-feira e hoje, em Lisboa.

“Espero que, por parte dos parceiros latino-americanos, haja uma capacidade de dissuasão dos Estados Unidos deste tipo de atitude, porque se embarcassem ou se se deixassem envolver numa ação aventureira na Venezuela, isso poderia ter consequências muito graves para a estabilidade global”, sublinhou Seixas da Costa.

“Eu penso que a ideia dos Estados Unidos de que há uma espécie de coutada estratégica de reserva dos Estados Unidos no continente americano é, como é sabido, um revisitar da doutrina Monroe, que nós pensávamos estar mais ou menos abandonada, em particular depois do fim da Guerra Fria”, acrescentou ainda o embaixador.

Segundo Seixas da Costa, esta “doutrina Monroe”, ao dar a possibilidade aos Estados Unidos de atuar na América Latina, significa também que a Rússia pode atuar na sua área de influência, ou mesmo a China, atuando na Mar da China.

“Os Estados Unidos conseguiram fazer intervenções diversas no quadro da América Latina, nomeadamente na América Central, mas num quadro da Guerra Fria, que pensávamos abandonada”, disse.

“Infelizmente, a nova Administração norte-americana, talvez pela necessidade de mostrar algum êxito no plano externo, que possa mostrar alguma força do Presidente Trump, poderá estar inclinada por aí”, declarou.

Para o embaixador, os Estados Unidos estarão hoje a fazer mais ameaças e menos prontos a fazer ações concretas.

“Se a Rússia embarcar com os Estados Unidos num modelo de transição que possa salvaguardar os interesses russos (na Venezuela), (…) (o Presidente venezuelano, Nicolás) Maduro tem os seus dias contados”, referiu ainda.

“A questão chave é saber onde está o exército em particular, mas também em que medida é possível travar as milícias que estão armadas e que num quadro de guerra civil, que não envolvam forças militares, poderão ter um papel importante”, sublinhou.

Para Seixas da Costa, Maduro tem vindo a perder, ao longo das últimas semanas, “muito da sua capacidade e muito das suas hipóteses de continuar no poder”.

“Há um desgaste profundo do Presidente Maduro e a circunstância de terem aparecido figuras ligadas ao regime a serem seduzidas para um diálogo, para uma fase de transição, é a prova de que o regime está a entrar em declínio”, acrescentou.

Recentemente, os Estados Unidos advertiram de que não descartam qualquer opção, incluindo uma intervenção militar, para apoiar Juan Guaidó, reconhecido como Presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

Contudo, Moscovo considera que o único Presidente legítimo da Venezuela é Nicolás Maduro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, reiterou também na segunda-feira na Finlândia que a Rússia se opõe totalmente a uma intervenção militar na Venezuela e advertiu que uma operação desse tipo seria “catastrófica e injustificada”.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou na madrugada de dia 30 de abril um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou, considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado.

Lusa | Notícias ao Minuto | Global Imagens

“Se caio, hermano, te levo comigo”

Posted: 07 May 2019 10:46 AM PDT

Em operação temerária, deflagrada a pedido de Trump, FMI torra US$ 57 bilhões na Argentina, para tentar salvar Macri. Fracasso é provável – e exporá miséria do projeto neoliberal. Por isso, Buenos Aires tira o sono de Bolsonaro

Hector R. Torres | Outras Palavras

Em 1958, a Argentina teve de pedir, pela primeira vez, um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional. Nas seis décadas seguintes, o país assinou 22 acordos com o Fundo. A maioria descarrilhou mais tarde, ou terminou em fracasso.

As credenciais pró-mercado do atual presidente da Argentina, Mauricio Macri, não o impediram de se somar a este desfile de decepções. Em pouco mais de três anos, seu governo firmou dois acordos com o FMI. E os acontecimentos recentes sugerem que a problemática história da Argentina com o Fundo pode estar a ponto de se repetir.

O último capítulo começou em junho de 2018, quando o país tinha déficits fiscais e de conta corrente [externo] que, somados, equivaliam a cerca de 11% do PIB. Os investidores desconfiaram dos bônus da dívida argentina, o que obrigou o governo Macri a bater às portas do FMI em busca de ajuda.

Com forte respaldo dos Estados Unidos, o Fundo concedeu à Argentina, rapidamente, um empréstimo de 50 bilhões de dólares, que deveria ser usado em três anos. O governo fingiu que era apenas um programa “preventivo”: a Argentina não necessitava do dinhiero, o importante era que os investidores privados soubessem que este estava à disposição.

 

No entanto, apenas dois meses depois, Macri admitiu que a Arcentina precisava até mais que os 50 bilhões, e de imediato. Na gíria do FMI, o acordo tinha de ser “pago à vista” [charged up front”].

Neste ponto, a amizade de Macri com o presidente norte-americano, Donald Trump (conheceram-se no mundo imobilário), deu frutos. O FMI concordou, ainda que rangendo os dentes, em engordar o empréstimo com 7 bilhões adicionais, o que o elevou a US$ 57 bi. Além disso, 90% do valor total, ou US$ 51,2 bilhões, serão desembolsados antes da próxima eleição presidencial da Argentina, marcada para 27 de outubro.

É o maior empréstimo já concedido pelo FMI a um país, e a economia da Argentina, em crise, depende muito deste apoio financeiro. Em 15 de abril, o Fundo enviou uma quotra de US$ 9,6 bi. Mas, em vez de usar este dinheiro para acumular reservas de divisas ou recomprar dívida em dólares, o governo Macri vai usá-lo para comprar pesos argentinos [Trata-se de uma jogada protelatória, quase idêntica à de Fernando Henrique Cardoso, na crise cambial brasileira de 1998. O Brasil estava quebrado. Mas o dinheiro das reservas internacionais, e o do FMI, foi usado para vender dólares aos especuladores (ou seja, para “comprar reais”). Estes puderam “fugir” da moeda brasileira, evitando a mega-desvalorização que se seguiria às eleições. Mas durante meses, com a cotação do real em queda vagarosa, foi possível fingir certa “estabilidade” (Nota do Tradutor)].

Como era de esperar, as taxas de risco da Argentina dispararam. Os investidores estão inquietos, e não apenas porque a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner lidera as pesquisas. Sabem que, ao concentrar praticamente todo o apoio financeiro do FMI em seu atual mandato, Macri também concentrou os vencimentos das obrigações de reembolso da Argentina com o Fundo. Como o FMI tem status de credor preferencial, será o primeiro da fila dos credores e, por isso, o primeiro a cobrar. Em outras palavras, se depois de 2020 aArgentina não tiver dólares suficientes para pagar todos os seus credores, os inversores privados podem ver-se obrigados a reestruturar seus créditos, com perdas. Eles sabem disso e também sabem que têm oportunidade limitada para sair da Argentina. É provável que a usem rápido.

O governo argumenta que o Tesouro precisa vender os US$ 9,6 bilhões no mercado interno, para cobrir os gastos orçamentários em pesos. Que o governo use empréstimos do Fundo para comprar pesos argentinas parece alarmante, mas o FMI aceitou. No entanto, o governo só poderá comprar pesos argentinos em doses homeopáticas, de até US$ 60 milhões por dia, através do Banco Central e em leilões públicos.

Isso não tem sentido. Em virtude de seu acordo com o FMI, o governo comprometeu-se a executar o Orçamento de 2019 sem déficit primário (ou seja, excluído o pagamento de juros) e também a refinanciar pelo menos 70% dos vencimentos da dívida em pesos e de seus juros. O governo está cumprindo ambas condições. Mais ainda: está refinanciando mais de 100% da dívida que vence, superando a meta deste ano.

Portanto, o governo não tem necessidade orçamentária de utilizar os dólares do FMI para comprar pesos. Ainda assim, as autoridades, com o respaldo do Fundo, utilizarão o dinheiro para manter estáveis as cotações do dólar, até as eleições deste ano, aumentando as possibilidades de reeleição de Macri.

O FMI não poderia apoiar esta manobra, por várias razões. Para começar, o disparate de se endividar com o FMI para comprar pesos colocará os esforços para normalizar as relações entra a Argentina e o Fundo. Em segundo lugar, os dólares que o governo se propõe a vender agora, para comprar pesos, serão muito necessários para que o próximo governo possa fazer frente aos pagamentos da dívida e dos juros que vencem em 2020.

Além disso, ter US$ 9,6 bilhões, em vez da quantidade equivalente de pesos depreciados, colocaria o próximo governo em posição um pouco mais cômoda — já que, como parece inevitável, precisará renegociar o atual acordo com o FMI. Vale notar, que Macri pode inclusive fracassar, em seu objetivo de assegurar um peso estável até as eleições. Um leilão diário de US$ 60 milhões não dará ao governo munição suficiente para evitar picos de volatilidade no mercado cambial.

Por fim, quanto mais dinheir a Argentina dever a um credor privilegiado, como o FMI, mais difícil será convencer os investidores privados, “não privilegiados”, a retornar seus capitais e continuar financiando o país em 2020 e depois.

Lamentavelmente, a história pode estar a ponto de se repetir. Em outubro de 2001, uns 60 dias antes de interromper o pagamento de suas dívidas, a Argentina solicitou um empréstimo de US$ 8 bilhões ao Fundo. A maior parte do dinheiro foi usada para comprar pesos de investidores institucionais que abandonavam o país . O FMI está a ponto de cometer o mesmo erro. Não se deve esperar, agora, um resultado diferente.

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Os EUA precisam desesperadamente de um novo secretário de Estado

Posted: 07 May 2019 10:51 AM PDT

Paul Craig Roberts

O instigador da guerra ignorante, disfarçado de secretário de Estado americano, deveria ser preso pela sua imitação de funcionário do governo americano. Mike Pompeo não pode ser secretário de Estado dos EUA, porque nem mesmo Donald Trump nomearia um idiota para essa alta posição, visto que ele pensa que o Artigo 2 da Constituição dá ao presidente, autoridade para declarar a guerra e invadir outros países.

Eis o que disse, o estúpido impostor Pompeo: “O Presidente tem toda a autoridade que lhe é conferida pelo Artigo 2 e estou muito confiante de que qualquer acção que tomemos na Venezuela será legítima”. Foi a resposta dada por Pompeo quando inquirido sobre a possibilidade de o Presidente Trump intervir na luta pelo poder desse país sem a aprovação do Congresso.www.rt.com/usa/458433-venezuela-military-invasion-lawful-pompeo/ É claro que não é “a luta pelo poder desse país”. É o esforço de Washington para derrubar a Revolução Bolivariana e recuperar o controlo sobre os recursos da Venezuela.

Pompeo é duplamente idiota. A Constituição dos EUA dá o poder de declarar guerra apenas ao Congresso.Além do mais, de acordo com as leis de Nuremberg estabelecidas pelo governo dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, é crime de guerra cometer agressão, que é o que seria a intervenção militar dos EUA na Venezuela.

Eu deveria ter dito que Pompeo é triplamente idiota, porque afirma que os países que defendem diplomaticamente o governo democraticamente eleito da Venezuela estão “a interferir no direito do povo venezuelano de restaurar a sua própria democracia”. Alguém deveria dizer ao idiota Pompeo que foram o povo venezuelano e as forças armadas venezuelanas, que recusaram o suborno e as ameaças financeiras de Washington, que estão a apoiar a democracia venezuelana, e não Washington, cujo golpe fracassado pode ser secundado por outra invasão que será outro crime de guerra levado a cabo por Washington.

Lavrov e Putin, no passado, consideraram ser difícil usar a sua autoridade para impedir mais agressões ilegais de crimes de guerra de Washington. Lavrov é demasiado civilizado para dialogar com um neonazi como Pompeo.

Putin deveria enviar Shoigu para lidar com Pompeo. O tempo para conversas educadas e que aceitam tudo, já passou. O que está em jogo, é um país e o seu povo.

Esperemos que a Rússia e a China não permitam outra Líbia.

Alguém precisa informar a RT sobre o conteúdo a Constituição dos EUA. A RT informou incorrectamente que: “O Artigo 2 da Constituição dos Estados Unidos concede ao Presidente o direito de declarar a guerra e agir como Comandante Chefe das Forças Armadas do país”. Um disparate absoluto!

05/Maio/2019

O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/… e a tradução de Maria Luísa de Vasconcellos empaulcraigrobertstranslations.blogspot.com/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

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