CALHETA DE TEIVE É UMA DOAÇÃO

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Calheta de Pêro de Teive: uma doação disfarçada

Os que destruíram a Calheta de Pêro de Teive, os que a abandonaram e os que a traíram deviam pôr a mão na consciência. Ainda está a tempo de gritar “NÃO” a um enorme hotel na Calheta. De resto, é preciso não esquecer que o espaço onde o privado pretende construir o hotel acabará por ser uma doação, porque mesmo que a concessão seja suspensa o privado não vai demolir o edifício, que ali ficará, pois, para sempre. Mas sobre essa doação de um espaço público, não assumida mas efectiva, os poderes públicos também nunca falam.
A nossa terra não pode ser vendida a “pataco” ou a troco de milhões. O dinheiro é importante, com certeza, mas a população é mais importante. E, assim sendo, demolidas como se espera as galerias inacabadas e abandonadas há cerca de doze anos, o espaço deveria ser convertido numa praça ou num jardim público, como estava inicialmente previsto, sem mais interesses privados à mistura.
Que se anule enquanto é tempo a concessão dos terrenos conquistados ao mar!!! Haja lucidez, audácia e amor à nossa terra! Sim, amor à nossa terra, um valor que vai, de facto, rareando, face a interesses, que tudo dominam. O Governo Regional dos Açores (PS) e a Câmara Municipal de Ponta Delgada (PSD) estão mandatados pelo voto popular é para defender a nossa terra e a sua população: não podem ser, pois, uma espécie de agentes imobiliários, entregando a privados o que é de todos nós, só porque há milhões em jogo.
Como já disse, se ser fiel à Calheta e à sua memória é um crime, como parece que para muitos é, então eu não me importo de ser criminoso, mesmo sem cadastro oficial. Não é uma questão de teimosia, mas eu não entendo a solução prevista para a Calheta – a construção de um hotel com uns espaços verdes em frente que só vão beneficiar acima de tudo o próprio hotel -, como também não entendo certas concordâncias, cumplicidades e silêncios.
Eu não exijo a Calheta de volta, porque isso é impossível: exijo, sim, que não cometam mais erros nesta zona da cidade de Ponta Delgada!

vinho do porto é bom

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Opinião de Miguel Esteves Cardoso, no jornal Público de 9 de Março de 2019.

A tragédia do vinho do Porto é ser muito bom – mas quase ninguém sabe.

Habituei-me ao longo da minha vida a surpreender pessoas que juram não gostar de vinho do Porto através do simples expediente de lhes apresentar um bom vinho do Porto.

Eis uma tragédia: só um em cada cem portugueses teve a sorte de provar um bom vinho do Porto.

É por isso que os portugueses não bebem vinho do Porto.

É preciso dizê-lo: porque o vinho do Porto que toda a gente conhece é uma merda doce.

É sumo de uva com álcool de 70 graus.

Para beber um bom vinho do Porto é preciso beber no mínimo um Tawny de dez anos ou um Colheita com um mínimo de dez anos.

Note-se que se fosse eu a mandar não permitiria um Tawny com uma média inferior a 20 anos.

Quando um amigo me pergunta que vinho do Porto deve comprar respondo sempre um Porto vintage (envelhecido em garrafa) ou um Tawny de 20 anos (envelhecido em pipa).

Quem quisesse defender o sector do vinho do Porto deveria restringir a categoria Ruby aos LBV e a categoria Tawny aos tawnies de 20 anos, proibindo as aberrações xaroposas que são os rubis e os tawnies mais novos.

Proibiria também os “reservas especiais” com sete ou oito anos.

Conheço bem o vinho do Porto mais vendido do mundo – o Cockburns Special Reserve – e é horrível, incrivelmente doce e grosseiro.

O que as pessoas conhecem como sendo vinho do Porto é razão suficiente para fugir do vinho do Porto para toda a vida.

A tragédia é que nunca conhecem a glória e o prazer dos bons vinhos do Porto, tão diferentes uns dos outros.

Como é uma bebida artificial – muito mais artificial e alcoolizado do que os vinhos de Jerez e Montilla -, o vinho do Porto precisa do envelhecimento e da oxidação.

Permitiria entre o Ruby (LBV e Vintage) e o Tawny (Tawny com uma média mínima de 20 anos) uma categoria Ruby-Tawny para os actuais tawnies de 10 anos e os colheitas com dez anos de idade.

Uma alternativa seria usar Young Ruby para os LBV e Young Tawny para os Tawnies de dez anos.

Sendo filho de pai português e mãe inglesa dou comigo a achar ridículo estar a usar palavras inglesas e portuguesas.

Por que raio de razão colonialista é que continuamos a usar palavras inglesas?

Não será falta de consideração pelos ingleses?

Não serão eles capazes de aprender tinto, retinto, alourado, tinto-alourado, etc.?

Será mesmo necessário dizer single harvest em vez de colheita?

Será até necessário dizer colheita?

Não bastaria o ano, como se faz nos vinhos de mesa?

Porque é que os tawnies de 20 anos são tão bons?

Porque são criações dos blenders das casas de vinho do Porto.

Eles recorrem a todas as reservas que têm: podem usar vinhos com mais de cem anos e outros muito jovens, para dar acidez e brilho.

Escusado será dizer que um Tawny de 20 anos pode não ter um único pingo de vinho com 20 anos.

Os tawnies de 20 anos são muito bons porque empregam os conhecimentos e os gostos das pessoas que percebem de vinho do Porto.

O Porto vintage – que só envelhece dois anos em pipa – é o contrário.

A intervenção humana é mínima.

Um grande vintage é uma celebração da natureza.

São as mesmas cabeças que fazem milagres com os rubis e tawnies mais novos – mas são forçados, por causa dos preços absurdamente baixos, a usar vinhos que são novos de mais, que ainda não estão prontos.

Em contrapartida, se os meus amigos me pedissem um Tawny de 20 anos que não prestasse eu não seria capaz de me lembrar de um único exemplo.

Existirão, mas só para os profissionais que fazem provas.

Para um consumidor normal como eu que confia numa dúzia de produtores e nunca foi desiludido é coisa que não conheço – felizmente.

Habituei-me ao longo da minha vida a surpreender pessoas que juram não gostar de vinho do Porto (ou vinho da Madeira ou Moscatel) através do simples expediente de lhes apresentar um bom vinho do Porto (ou vinho da Madeira ou Moscatel).

Há também quem tenha (como eu já tive) a mania que não gosta de vinhos doces.

A razão é sempre a mesma: porque só conhece os vinhos doces maus e baratos.

São os consumidores que obrigam as casas de vinho do Porto a produzir quantidades imensas de mau vinho do Porto.

Querem pagar 6 euros por uma garrafa que se abre no Natal para acompanhar o bolo-rei?

Ei-lo, meu amigo, e que nunca lhe façam falta os 24 euros que poupou ao não comprar um vinho do Porto que prestasse.

Tenho mais para dizer – mas fica para a semana.

https://www.google.com/…/tragedia-vinho-porto-bom-quase…/amp

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Fado popular em Goa reforça promoção da língua e cultura portuguesas

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Fado popular em Goa reforça promoção da língua e cultura portuguesas

como nos anos 1970 Díli inundado (agora pior…)

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já o escrevi em 2016..

685 Díli inundado, fevº 2016

maromác zangou-se

as ribeiras transbordantes

em díli nada mudou

tudo alagado como dantes

décadas depois

nem os milhões do petróleo

dominam as águas

passados quarenta anos

sem dinheiro para voltar

dominam-me as mágoas

a minha saudade

rima com verdade

Jose Teixeira and Furak Alves shared a post.

Depois da tempestade

Agora no Largo de Lecidere.
Hafoin udan bo’ot.

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-0:38

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Claudio Savaget Timor-Leste is with Geiza Marques d’Oliveira at Dili,Timor Leste – East Timor.

DOMINGUEIRA HUMIDA
Depois da tempestade

Agora no Largo de Lecidere.
Hafoin udan bo’ot.

XIMENES BELO A 1ª ENTREVISTA HÁ 30 ANOS

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Image result for empds31º Colóquio da Lusofonia AICL 12-15 abril 2019

(re) descobri a gravação da minha primeira curta entrevista a Dom Carlos Ximenes Belo em Timor ocupado pela indonésia em 1989…

a primeira entrevista que lhe fiz para a Rádio Comercial, RDP, Lusa, TDM RTP (Macau), pensei que estava perdida mas recuperei a cassete…

um documento histórico pelo seu significado. ouça-a aqui ou aqui https://blog.lusofonias.net/?p=61326

regressar

Entrevista a Tim Oates. “A primeira ideia errada é dizer que hoje a Finlândia está a fazer o que é certo na Educação” – Observador

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Entrevista a Tim Oates. “A primeira ideia errada é dizer que hoje a Finlândia está a fazer o que é certo na Educação”

Norma Europeia vai obrigar os homens a urinarem sentados a partir de 2021

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https://noticiasdem3rda.com/norma-europeia-vai-obrigar-os-homens-a-urinarem-sentados-a-partir-de-2021/
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novo livro Laurinda C Andrade

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LAURINDA C. ANDRADE.(1899-1980):
“A Porta Aberta”

A autobiografia da jovem que aos 18 anos deixou tudo e todos para trás e atravessou o Atlântico para concretizar o seu sonho.
Organização, texto português e posfácio de Francisco Cota Fagundes. Edição da Companhia das Ilhas.
……………………………..
Laurinda Cândida Andrade (1899-1980) nasceu na freguesia de São Brás, Terceira, Açores.
Ainda criança, a sua família mudou a sua residência para Angra do Heroísmo. Em 1917, sem a companhia de qualquer membro da família, emigrou para os Estados Unidos da América e estabeleceu residência em New Bedford, Massachusetts. Sofreu uma série de contratempos, devidos sobretudo a uma doença associada ao árduo e perigoso trabalho das fiações onde se empregou. Conseguiu, apesar das contrariedades, completar o curso do Liceu de New Bedford, e foi aceite como aluna de Românicas no Pembroke College, sector feminino da prestigiosa Universidade de Brown, onde concluiu um Bacharelato em 1931. Após uma longa saga à procura de trabalho durante a Grande Depressão, acabou por encontrar emprego como editora e directora do semanário A Tribuna, em Newark, New Jersey. Tornou-se depois secretária da Legação Portuguesa em Washington, D. C. Em 1942, aceitou um emprego menos bem remunerado e regressou a New Bedford para estabelecer o primeiro Programa de Português no liceu onde se havia formado. Em 1955 fundou, nesse liceu, o primeiro Departamento de Português de nível secundário nos EUA. Conclui o Mestrado no Departamento de Espanhol da Universidade de Columbia, Nova York, em 1948.

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castelos e aldeias históricas

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Do alto de cada Aldeia Histórica, há um Castelo que vigia, imponente e altivo, as suas queridas gentes. ❤️ Percorrer as suas muralhas, torres e ruínas é embarcar numa emocionante viagem ao passado, até às origens do nosso país. 😍 Viaje connosco neste vídeo, à descoberta dos Castelos das Aldeias Históricas de Portugal… 🏰😉

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