OSVALDO CABRAL TONTICES À PORTUGUESA

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Pierre Sousa Lima to Açores Global

Tontices à portuguesa

Os problemas na banca em Portugal, se não fossem tão sérios e de tamanha gravidade, mais pareceriam uma anedota política. Nunca se viu tamanha desfaçatez nem tanta incompetência, sobretudo no Novo Banco, na Caixa Geral de Depósitos e no
Montepio.
É um autêntico carrossel de gente incompetente, governantes irresponsáveis e um Banco de Portugal completamente inútil. Temos agora mais uma para o rosário: a ignorância dos responsáveis pela situação envolvendo a venda do Novo Banco.
O Presidente da comissão de acompanhamento da venda do Novo banco, José Rodrigues Jesus, foi chamado ao parlamento e deixou toda a gente perplexa ao dizer, preto no branco, que não fazia ideia de que a situação fosse “tão má”.
Os deputados queriam saber qual tem sido o trabalho desta comissão, depois da venda do Novo Banco ao fundo Lone Star, em 2017, e que acabou, como agora se sabe, a pedir mais 1.150 milhões de euros ao Fundo de Resolução (o mesmo é dizer, a nós contribuintes).
O pobre do homem viu-se atrapalhado para responder às perguntas dos deputados e ainda acrescentou mais achas para a fogueira quando disse: “Alguém vai ganhar dinheiro com isto”. “Há casos muito graves que têm de ser resolvidos com coragem”. “São casos que ainda não se resolveram porque são mediáticos”. “No domínio do possível, pode ser” que o Lone Star esteja a comprar os activos do Novo Banco. “Costumo questionar os auditores sobre se não haverá imparidades a mais”. “Eu sabia que isto era mau, mas não tinha a ideia de que isto fosse tão mau”.
A gente lê isto e fica perplexa!
Afinal o que anda esta gente a fazer nos cargos que ocupam?
Como é possível um banco que diziam estar “bom”, porque tudo o que não prestava foi para o tal banco “mau”, de repente torna-se “péssimo”?
Banqueiros, governantes, supervisores, comissões de acompanhamento e por aí fora andam a fazer o quê?
Portugal está a precisar de uma grande limpeza.
E nós, contribuintes, pagaríamos então com muito gosto, não para a banca, mas para limpar toda esta enorme incompetência e negligência que vai pelo país.

Outra inutilidade

Outro organismo inútil neste país é a CNE (Comissão Nacional de Eleições).
Já aqui o tínhamos referido: uma Direcção Geral qualquer ou um departamento da Assembleia da República faria, à vontade, e com mais eficiência, aquilo que a CNE só anda a complicar neste país, sempre que há eleições.
Resolveu impor uma espécie de “lei da rolha” a todos os órgãos públicos, especialmente governos e autarquias, que não podem publicitar as suas actividades correntes até às eleições.
Ou seja, é a CNE a mandar parar o país político.
Perante tamanho disparate, é claro que se levantou todo o mundo político e os senhores da CNE meteram o rabo entre as pernas e voltaram atrás.
Na verdade, este país precisa de uma limpeza…

Osvaldo Cabral

(Diário dos Açores de 17/03/2019)

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Publicado por

chrys chrystello

Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL