CAI OUTRA ARRIBA NA MARIA LUÍSA

Uma ARRIBA com cerca de 12 metros de altura desmoronou-se, esta quinta-feira, na praia Maria Luísa, em Albufeira, disse à agência Lusa um técnico da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A ocorrência terá ocorrido durante a noite ou madrugada.
Felizmente, não há vítimas a lamentar. AO CONTRÁRIO DO QUE ACONTECEU EM 2009 COMO EU ESCREVIA NA ÉPOCA

CRÓNICA 73 TRAGÉDIAS NATURAIS E INFINITOS MUTANTES 22-23 agosto 2009

Na praia Maria Luísa, Algarve, aconteceu, de novo, uma tragédia quando uma arriba de mais de 15 metros cedeu e soterrou banhistas que haviam ignorado o aviso das autoridades. Estas, vieram prontamente declarar que a praia tinha sido vistoriada e estava segura, pelo que a causa do acidente podia ser encontrada no tremor de terra que ali ocorrera uma semana antes.

Tal como em outras tragédias, a culpa é sempre de outrem, dos mortos, dos que se não podem defender, como os terramotos e as causas naturais, ou as areias movediças falsificadas da ponte de Entre-os-Rios que há quase uma década vitimaram mais de cinquenta pessoas, quando caiu a ponte sobre o Douro por falta de manutenção dos seus pilares.

A culpa divina ganha, porém, a todas as outras causas.

Neste país nunca há responsáveis, nem humanos nem materiais, mas é sempre possível atribuir as culpas a uma divindade ou a um ato da Natureza.

Sendo um país eminentemente católico, pelo menos de nome, a tarefa é ainda mais facilitada.

Não foram municípios nem construtores civis, nem arquitetos, quem construiu prédios e mais prédios até ao bordo das arribas algarvias e danificou os solos que, alegadamente, não aguentaram um pequeno tremor.

Ninguém é responsável pela especulação dos terrenos e pelo excesso de construção em zonas que deveriam estar protegidas da sofreguidão de lucro imobiliário.

Quando surgem os incêndios criminosos, que todos os anos consomem milhares de hectares, a culpa jamais é dos pirómanos, dos madeireiros, dos bombeiros que querem ser heróis, e de tanto louco varrido que por aí anda a atear fogos, é sempre das condições climatéricas que ora estão quentes, ora estão frias.

A mata cresceu mais do que devia e não impediu o avanço das chamas.

O vento mudou de direção e ateou mais fogos.

Os responsáveis pelos fogos postos não cumprem penas de cadeia e são libertados, os madeireiros acabam sempre ilibados.

Em resultado de tanto fogo compram-se, ou alugam-se a preço de ouro, mais aviões de combate a incêndios.

As inundações que se repetem ciclicamente surgem por culpa dos outros, do clima que esteve fora dos parâmetros, de uma situação anómala e inesperada, ou de outra qualquer invocação divina.

Nunca advêm dos desastres ambientais que previsivelmente tendem a acontecer, face ao desrespeito do Homem pela natureza que o rodeia, quando constrói em zona de aluvião ou se esquece o leito das ribeiras que se encurralam sob o cimento…

TVI24.IOL.PT
Arriba com doze metros cai em praia de Albufeira Derrocada ocorreu na mesma zona onde morreram cinco pessoas, em agosto de 2009 2018-11-22 18:34 4 FOTOS: Derrocada na praia Maria Luísa em Albufeira FOTOS: Derrocada na praia Maria Luísa em Albufeira 4 2018-11-22 18:34 Uma arriba com cerca de 12…
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chrys chrystello

Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL