greve dos datilógrafos —-perdão dos táxis

Acredito que a Uber, Lyft e outras plataformas dificultem a vida a muitos taxistas. Mas as carroças de burro deram lugar ao automóvel, a espingarda de carregar pela boca foi trocada pela metralhadora, em vez de uísque usa-se anestesia nas operações. A resposta é evoluir e melhorar. Mas a ANTRAL arrasta os seus membros para o lodaçal da falência, porque se recusa a responder à concorrência e prefere o conforto do monopólio que enriquece os empresários-sanguessuga. Em 2016 a revista Visão revelava que em Lisboa, por concurso público, a licença de táxi custa 500 euros. “Se não puder esperar resta-lhe entrar nos sites de anúncios e gastar 252 vezes mais. E se os concursos estabelecem regras para evitar a concentração de licenças no mesmo proprietário, no mercado livre ninguém controla. Há 166 empresas que apresentam a mesma morada ao IMT”. Quem compra uma licença por 100 mil euros, em vez de 500, fica escrevo daquela licença e compreendo a sua aflição. Mas a resposta é melhorar o serviço, respeitar o cliente, inovar para manter a capacidade concorrencial. Ou protestar até à falência total. P.S. – Tenho muitas críticas a fazer à Uber, pela forma como trata os motoristas, mas isso não abona a favor dos taxistas.

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