ALTERAÇÃO DE CLIMA NOS AÇORES

Em 2009 efectuei um trabalho de pesquisa e recolha de notícias sobre a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009, também chamada Conferência de Copenhague ou Cimeira de Copenhaga (oficialmente United Nations Climate Change Conference ou COP15).
Comecei a interessar-me ainda mais pelo tema e, paralelamente, fui pesquisando notícias relacionadas com o impacto das alterações climáticas.
A essa data, nos meios de comunicação social, a referência a essa temática não era diária e, salvo algumas excepções, as notícias eram abordadas um pouco “pela rama”.
Se compararmos com o panorama actual, verificamos que as referências às alterações climáticas são diárias e transversais a todos os sectores da sociedade, ou seja, nada nem ninguém vai ficar imune aos efeitos que estas alterações estão a provocar, a uma velocidade muito maior do que aquela que desejávamos.
Parece-me que esta é a altura de levarmos tudo isto um bocadinho mais a sério. A descarbonização do planeta não é compatível, por exemplo, com novas licenças de exploração de petróleo e muitos dos nossos cómodos hábitos de vida também não.
Até que ponto estamos dispostos a sacrificar o nosso nível de vida, em termos de mobilidade, de alimentação, de vestuário, de opções de viagens, de consumismo de gadgets, etc, etc?
Até que ponto estaremos dispostos a receber um êxodo de refugiados climáticos quando milhares de pessoas ficarem sem terra ou sem produção de alimentos?
Até que ponto estamos mais protegidos aqui, no meio do Atlântico, ou quiçá mais expostos às fúrias do clima?
Talvez esta seja a hora de exigir aos governantes, às comunidades, aos nossos patrões, aos nossos vizinhos, à nossa família e a nós próprios uma maior consciência.
Obrigada à Professora Magda por todo o trabalho que tem desenvolvido nos últimos anos. É, sem dúvida, uma inspiração.

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