O ÊXODO PORTUGUÊS PARA O IMPÉRIO OTOMANO

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O ÊXODO PORTUGUÊS PARA O IMPÉRIO OTOMANO

Segundo o historiador Carsten Wilke, a expulsão de Espanha dos sefarditas foi um dos acontecimentos mais traumatizantes da história judaica até ao Holocausto do séc. XX. Beyazit II, filho de Mehmet II, ordenou que os seus funcionários deixassem entrar os sefarditas no Império Otomano. Cerca de duzentos mil judeus foram assim acolhidos pelo Império, e destes, cem mil fixaram-se na Salónica e em Istambul. É de Beyazit II a célebre frase «O Rei Fernando de Espanha não é sábio como se diz, ele empobrece o seu Reino para enriquecer o nosso». O sultão referia-se à cultura e aos conhecimentos médicos, náuticos, matemáticos, filosóficos, linguísticos que muitos dos sfaradim haviam levado consigo para o império. As comunidades judaicas eram predominantemente urbanas e dividiam-se por países de origem em congregações (kehillah). A kehillah portuguesa era designada por «Portakal» a palavra otomana para Portugal. Em geral, o proselitismo não foi uma parte integrante da política dos otomanos e como tal os judeus puderam conservar a sua fé e rituais. Um século mais tarde, um turista inglês que visitava Istambul, terá afirmado que a capital do Califado teria a maior concentração de judeus do mundo. Nos trezentos anos que se seguiram à expulsão, a prosperidade e a criatividade dos sefarditas, agora súbditos otomanos, rivalizou com a da Idade de Ouro do Judaísmo Hispânico.
O Êxodo Português para o Império Otomano
“onde estamos”

O Êxodo Português para o Império Otomano

Segundo o historiador Carsten Wilke, a expulsão de Espanha dos sefarditas foi um dos acontecimentos mais traum…

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Enviado por: Margarida Castro

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CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção e da comissão executiva da AICL