chrónicaçores – CRÓNICA 142 ATERRAR NUM COMETA É COMO APANHAR UM TGV FORA DA ESTAÇÃO 13 DEZ 2014 –

  1. CRÓNICA 142 ATERRAR NUM COMETA É COMO APANHAR UM TGV FORA DA ESTAÇÃO 13 DEZ 2014 –

Aterrar num cometa é como apanhar um TGV fora da estação mas foi isso que aconteceu há dias. O homem na sua infinita sede de conquista alcançou nova meta e mais nenhum cometa pode dormir descansado com esta ambição voyeurista. Nem David Bowie esse camaleão marciano da música tão avant-garde, o adivinhava em Space Oddity ou em Life on Mars…

Depois de alguns problemas na alimentação solar da sonda Rosetta, esta já mandou dizer que a água do cometa 67P/Churiumov-Gerasimenko. é diferente da nossa.

Se fossemos tão bons em humanismo e ecologia como somos em tecnologia talvez não andássemos em busca de outro sítio no universo antes que este acabe que é o único que temos enquanto não o destruímos por completo e mais uma civilização ia para as calendas e os que sobrevivessem (os menos tecnologicamente aptos) teriam de recomeçar.

Na atual situação da civilização dita ocidental, e face aos sintomas que observo, deste longínquo arquipélago dos Açores onde nada de relevante para o futuro da humanidade acontece, os prognósticos são negros. A manipulação de imagens e de textos e contextos com que as rádios, televisões e jornais nos bombardeiam todos os dias nada augura de bom.

Na vizinha Espanha já é proibido quase tudo, desde filmar polícias, a manifestações, a colocar tais imagens na Internet…convém que não surjam imagens da realidade alternativa daquela que a comunicação social mundial pretende impor a todos, intoxicando uma população mundial, cada vez mais inculta, impreparada e incapaz de discernir ou de pensar por si própria.

Somos uma minoria, ouso mesmo chamar-lhe elite, que sobrevivemos dos tempos da “outra senhora” com capacidade de ver e ajuizar o que se passa em volta com o ressurgimento de nazismo e outros ismos, intolerâncias, egoísmos, um capitalismo selvagem em busca de lucro a qualquer preço, em que os homens e mulheres não são já meros servas da gleba como outrora mas meros algarismos no deve e no haver das grandes corporações que tudo controlam desde a Monsanto dos GMO/OGM, às farmacêuticas que nos matam e envenenam, aos bancos que nos especulam e roubam os nossos impostos, manipulando os governos títeres que têm vindo a colocar no poder, aos conglomerados da massificação da comunicação social que opera a uma voz única em que apenas os apresentadores diferem mas as notícias não.

Ainda há pouco, dois jornalistas da Fox (Steve Wilson e Jane Akre) foram despedidos pelo trabalho investigativo de um documentário em junho sobre uma hormona de crescimento bovino da Monsanto (https://www.youtube.com/watch?v=LsglbfZLc_0#t=13).

Isto para não falar em todos os atropelos à dignidade humana que se escondem detrás do Patriot Act dos EUA, de 26 de outubro de 2001, que nos torna a todos em potenciais terroristas sem direitos exceto o de sermos interrogados e torturados, até possivelmente na tropicalíssima Guantánamo. E poucos podem escapar, a menos que vivam fora desta sociedade consumista que nos aliena e emprisiona.

Os meus colegas jornalistas estão a ser presos e mortos (em todo o mundo) em número tão elevado como não há registo anterior, a vigilância em linha (online surveillance) há muito que nos privou da privacidade e alienou em redes sociais (sejam elas Facebook ou Twitter, ou qualquer outra forma de nos ligarmos aos outros).

A Internet pode (e tem sido, nalguns países) controlada pelos governos. Estamos, cada vez mais, vulneráveis a ataques por governos autoritários, militantes, criminosos, fundamentalistas, e terroristas de todas as cores, tamanhos e feitios.

A globalização da corrupção e outros atos criminosos impunemente aceites e tolerados na maior parte dos países é uma das maiores ameaças à liberdade de expressão…

Temos uma nova censura (ou decommissioning na linguagem de George Orwell) que se estende a todas as formas do conhecimento incluindo a reescrita da História de acordo com os novos paradigmas dos poderosos…mas eu recordo as descrições que meu pai fez do nascimento dos nacionalismos exacerbados que através de um voto pretensamente democrático levou Hitler ao poder legitimando-o com o apoio de massas incultas e lavadas ao cérebro engolfadas num mundo em desalinho e insegurança que as levou a buscar o apoio de ditadores fortes (carismáticos ou não) e a segui-los carneirentamente como convinha.

Infelizmente a história repete-se e escrevi sobre este mesmo tema no meu livro ChrónicAçores entre 2005 e 2008, mas como poucos o leram menos ainda puderam ser avisados do que estava para vir e veio e continua a vir até ao ponto de rutura.

Tenho tido o sonho recorrente de que uma grande manifestação ou tragédia (lembram-se das Torres Gémeas e episódios semelhantes, capazes de unir e mobilizar nações inteiras?) a ser transmitido por todo o mundo (sabemos todos como há imagens manipuladas e feitas em estúdio, são usadas em filmes com fundo azul ou verde conforme o destino e depois colocam-se os intervenientes em frente a essas imagens de fundo para obter o efeito desejado).

Depois limita-se o acesso de imagens alternativas da realidade (aquela que não é transmitida pelas TV) e como não é disseminada não existe, pelo subliminar todas as pessoas se identificarão com as imagens manipuladas e tomarão as suas decisões baseadas nesse visionamento.

Está assim completado o ciclo necessário para os governos tomarem as medidas que entenderem (lembram-se do surto recente de Ébola que surgiu e desapareceu misteriosamente enquanto milhares de tropas eram enviadas para países de África em missões das quais ainda hoje pouco ou nada sabemos?).

Se, apesar disto ainda surgir ou se infiltrar uma ou outra voz dissidente, fácil será silenciá-la com um escândalo sexual como fizeram com Edward Snowden, o pioneiro da WikiLeaks, sem terem de “suicidar” tais vozes. Tem sido feito recorrentemente em tantos casos que a realidade há muito ultrapassou casos desses que vimos em séries de cinema de ficção.

Das dez teorias de conspiração de que mais se fala, uma delas fala do eugenismo, malthusianismo, geoengenharia, e outros processos de controlo da população, quer pelos GMO/OGM, quer por ação dos “chemtrails” (aquelas nuvens artificiais que fazem lembrar rastro de aviões), quer por vacinas do H1N5, do Ébola ou quejandas (lembram-se das vacas loucas que vieram e foram? a gripe das aves….,etc., quer por alienígenas que já dominam governos e laboratórios de experiências subterrâneas para escravizar a humanidade, quer pelo aquecimento global, pelo Codex Alimentarius da FAO e OMS (1963) ou pela Agenda 21 da ONU, quer pela agenda homossexual.

Existe uma dúvida que me assola quanto a estas teorias, por mais que lhes reconheça alguma validade, uma menor população mundial tornaria inviável os governos e os lucros daqueles que alegadamente buscam reduzir a população e ver-se livres dos desempregados, pobres e outros “inúteis” da sociedade.

Isto se não deflagrar um grande conflito mundial (a Ucrânia é a melhor desculpa de momento) entre EUA+Europa e Rússia…ou se a China não quiser demonstrar que é já a maior potência mundial, ou se o Califado (ISIS é o nome de deusa egípcia do amor pouco apropriado a esses malfeitores desumanos) continuar a vir por aí fora a repor a verdade histórica de há séculos.

Para incréus, como eu, custa a aceitar a nova realidade mundial, dado que cresci num mundo instável mas onde os valores fundamentais permaneciam inalterados há décadas. Há sempre – com o avançar da idade – uma certa nostalgia pela segurança dos tempos jovens onde a esperança abunda.

Não sei nem consigo sequer prever os negros dias de futuro que nos esperam. Quero crer que a bolha vai rebentar, pode ser a bolha bolsista como em 1929 com o desabar deste capitalismo neoliberal, o mais selvagem de que há memória, pode ser outra bolha qualquer mas vai rebentar e resta depois – então, sim – ter esperança em dias melhores mas é uma incógnita bem cinzenta que vai ensombrar estes anos derradeiros da minha passagem por esta Terra que todos destroem.

Espero que um novo mundo não tenha nem mais um Illuminati. A palavra Illuminati é um termo latim que significa “iluminado” e representa uma ordem ou sociedade secreta que tem o iluminismo como base das suas doutrinas. Como se trata de um grupo secreto, é rodeado de grande mistério.

Quase todos concordam que o objetivo dos Illuminati é alcançar o domínio total do mundo, através de influências e pressões políticas, económicas e sociais. A NWO (New World Order) ou NOM (Nova Ordem Mundial), seria um governo global, que tem autoridade sobre todo o mundo.

Várias pessoas acreditam que um dos objetivos dessa NOM e dos Illuminati seria manter a população mundial abaixo dos 500 milhões de habitantes. Isso significa que muitas pessoas teriam que ser eliminadas.

Existem também teorias que indicam que os Illuminati manipulam vários alimentos e a água para causar infertilidade e esterilização, diminuindo a população mundial.

Outra ligação muito comum é com o Grupo ou Clube de Bilderberg, uma associação ultrassecreta que organiza reuniões para apenas 130 pessoas, que têm uma grande influência no mundo. Existe especulação que alega que o que é decidido nessas conferências dita o futuro do resto de todo o mundo. Este clube tem este nome porque a primeira reunião organizada (em 1954) aconteceu no Hotel Bilderberg, na Holanda.

Alguns dos símbolos mais conhecidos dos Illuminati são o triângulo ou pirâmide, o “olho que tudo vê”, a coruja e o obelisco. Vários autores relacionam os Illuminati com a maçonaria e por isso às vezes existem símbolos equivalentes. Vários cristãos acreditam que o líder da Nova Ordem Mundial e dos Illuminati será o Anticristo e o estabelecimento dessa ordem corresponderá ao início do fim do mundo.

Como filho da geração que acreditou no amor universal nos anos 60, quero crer que vai ser possível emergir uma nova ordem mais pacífica e amiga da Terra, onde a justiça e a equidade sejam, de novo, objetivos a atingir.

Ao meu lado, porém, a maioria das pessoas está demasiado ocupada e preocupada com a sobrevivência pessoal, com a manutenção do poder de compra consumista para ter divagações destas, enquanto eu, pelo contrário, nada posso fazer para garantir a minha sobrevivência motivo que me leva a estas lucubrações, consciente de que mais gente pode partilhar a minha visão do mundo, exemplificada pelo paradigma dos Colóquios da Lusofonia que me lideram a título gracioso em prol da defesa do imaterial: a língua e cultura de todos nós.

Se mais gente se dedicasse a título gratuito a defender utopias destas, bem melhor seria este mundo (que, parafraseando a minha mãe a sabedoria dos seus 92 anos, diz) que já não é o meu.


PS (31/1/2016) agora é o vírus Zika introduzido pelos mosquitos geneticamente modificados, criados para erradicar a dengue e criando este novo flagelo que a família rothschild patenteou e os conglomerados farmacêuticos irão enriquecer com novos medicamentos e fármacos…

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Publicado por

chrys chrystello

Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL