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Portugal. DUARTE MARQUES E O AMIGO QUE AFUNDA OS BARCOS DA PRETALHADA

Posted: 29 Apr 2015 02:38 PM PDT

 

Só posso agradecer a Duarte Marques (deputado do PSD) ter-me conduzido a esta autoridade que o inspira e conforta, o Professor Cosme Vieira, o homem que se pergunta sobre o abate dos doentes de Sida ou sobre o bombardeamento aos barcos da pretalhada e “meter um tiro em cada um”.

Francisco Louçã

Duarte Marques, ilustre deputado do PSD, escreve no Expresso sobre as propostas do PS. Critica, como seria de esperar. Mas tem uma arma secreta, uma invocação de autoridade: “Tal como lembra o Professor Pedro Cosme Vieira da Faculdade de Economia do Porto”… e ficamos lembrados de que existe e que escreve o Professor Pedro Cosme Vieira da Faculdade de Economia do Porto.

Ora, o que opina tão distinto analista? Pois escreve que as medidas do PS para a segurança social “não são medidas, são sonhos”. Talvez. Mas porquê? Ele explica: “Para aumentar o número de contribuintes é preciso desviar os barcos com pretalhada que atravessam o Mediterrâneo para o Algarve. Para diminuir o número de pensionistas é preciso matá-las (sic). Isto é que seriam medidas não era dizer o resultado que queríamos que acontecesse”.

Parece um pouco ligeiro, o nosso engenheiro. “Desviar os barcos com pretalhada” e matar os pensionistas? Aqui está uma ideia que só pode ocorrer a mente brilhante.

Fui então estudar o pensamento de Cosme Vieira. E encontrei uma discussão filosófica elevada sobre a vida: sobre a sua mãe (“a minha mãe, totalmente caquéctica (sic) da cabeça”), sobre a política (o “fardo de palha que o Portas escreveu sobre a “Reforma do Estado”) e, notável contributo original, sobre as possíveis soluções para o problema do Mediterrâneo, o tal mar cheio de “barcos com pretalhada”, e é essa que quero partilhar com os leitores, pois vale a pena transcrever estes momentos definidores de um pensamento refundador de Portugal, o que inspira aquele seu discípulo venerando, que o cita e recita.

A primeira solução é uma ponte aérea para trazer toda a gente de África para a Europa. Cosme Vieira não gosta nada disso, vive aterrorizado com esta ideia. Mas veja agora a “Estratégia 2 — Afundar os barcos e matar toda a gente”, que seria uma alternativa:

“Em vez de tentar salvar as pessoas que vêm nos barcos precários, ‘salva-los’ atropelando-os com navios portugueses e, depois, todos os que consigam nadar, meter um tiro em cada um. Nos primeiros dias vão morrer algumas pessoas, talvez 1000 ou 2000 podendo mesmo chegar aos 5000 ou aos 10000 mas, depois, deixará de haver candidatos à tentativa de atravessar o Mediterraneo de barco. Antecipando aos (sic) pessoas que não vale a pena tentar chegar à Europa desenvoivida (sic), desitem (sic)”.

Percebeu? Cosme Vieira explica mais graficamente: “Será que alguém morre afogado a tentar ir do Bangladesh para a Birmânia? No passado também havia muitos naufrágios de pessoas que fugiam da miséria do Bangladesh para a Birmânea (sic) mas há já vários anos que isso acabou. É que, se alguém chegar a terra, matam-no, queimam-no vivo.

Ainda há uma terceira estratégia mas é preciso deixar essa hipocrisia esquerdista de que quem chegar ao lado de cá é um cidadão de pleno directo (sic), com igualdade de direitos face a nós que cá nascemos, mas quem não chegar ficando do lado de lá é um bicho.

Digamos que há ‘falta de vontade política’ seja para afundar os barcos ou para considerar quem chega cá com exactamente os mesmos directos (sic) de quem não chega cá.”

O distinto engenheiro é como uma enciclopédia, trata todos os assuntos. Ei-lo na sua melhor forma:

“A SIDA é uma doença sem cura e mortal que apenas se transmite de umas pessoas para outras de forma, em certa percentagem, culposa. Actualmente há cerca de 35 milhões de infectados e morrem cerca de 2 milhões de pessoas por ano. Então, se, tal como fazemos com os animais, se fizesse o abate sanitário de todos os infectados (0.5% da população mundial), a doença desapareceria da face da Terra recuperando-se em apenas 15 anos os 35 milhões de pessoas abatidas. Agora imaginemos que a SIDA se propagava de forma inexorável e que ia levar à extinção da raça humana. Será que votaria a favor do abate sanitário dos infectados?”

Só posso agradecer a Duarte Marques ter-me conduzido a esta autoridade que o inspira e conforta, o Professor Cosme Vieira, o homem que se pergunta sobre o abate dos doentes de Sida ou sobre o bombardeamento aos barcos da pretalhada e “meter um tiro em cada um”. Estou certo de que Duarte Marques o vai continuar a citar. Afinal, ele é um poço inesgotável de sabedoria e logo sobre tantos assuntos. É a autoridade de que o deputado do PSD bem precisa para criticar o plano económico do PS. Duarte Marques dá-nos sempre uma certeza, inspira-se nos amigos e na ciência certa. Nestes tempos difíceis em que vivemos, que falta que isso faz.

Esquerda.net

Artigo publicado em blogues.publico.pt a 28 de abril de 2015

Francisco Louçã– Professor universitário. Ativista do Bloco de Esquerda

Portugal. Ministérios, secretaria de Estado, SEF, empresas e casas alvo de buscas

Posted: 29 Apr 2015 02:19 PM PDT

 

Estão em causa suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais. Na origem está o caso dos vistos gold
Hugo Franco e Rui Gustavo – Expresso

A Procuradoria-Geral da República revelou em comunicado que, no âmbito do inquérito dirigido pelo Ministério Público em investigação no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), foram realizadas várias diligências, nomeadamente 34 buscas em diversos pontos do país.

“As buscas desenvolvem-se em diversos organismos públicos, nomeadamente serviços da Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), serviços do Ministério das Finanças, entre outros, bem como em diversas empresas e residências particulares”, acrescenta o documento. Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros também confirmou que foi alvo de buscas .

Participaram nas buscas seis magistrados do Ministério Público, do DCIAP, cerca de 80 elementos da Polícia Judiciária (PJ), e 15 da Autoridade Tributária (AT).
Neste inquérito investigam-se, entre outras, matérias relacionadas com a atribuição de vistos gold.

Estão em causa suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências, peculato e branqueamento de capitais. De acordo com uma fonte ouvida pelo Expresso, esta operação policial deve-se à descoberta da existência de IVA não tributado a um hospital do norte do país.

No final do ano passado, cerca de 60 doentes líbios recebiam tratamento em hospitais privados portugueses, em Lisboa e no Porto, ao abrigo de acordos de saúde com o Governo líbio celebrados em 2012.

No final desse ano e no início de 2013, viajaram para Portugal os primeiros feridos da guerra civil daquele país, que resultou da queda de Muammar Kadhafi. As autoridades líbias pagavam todos os custos: tratamento, viagens e ainda eventuais despesas que poderiam surgir em Portugal.

Os hospitais portugueses que receberam os doentes tiveram de providenciar, junto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a permanência dos líbios em território nacional. A entrada foi facilitada com vistos diplomáticos.

Segundo uma notícia avançada pelo Observador e pela SIC, em novembro, o ex-diretor nacional do SEF, Manuel Jarmela Palos, o principal arguido no caso vistos gold, foi investigado por alegadamente ter facilitado a atribuição de vistos a cidadãos líbios: os mesmos doentes já referidos que vieram para Portugal ao abrigo de um acordo entre o Hospital Privado de Guimarães e o Conselho Nacional de Transição da Líbia para o Tratamento de Feridos de Guerra.

No âmbito da Operação Labirinto, relacionada com a aquisição de vistos gold 11 pessoas foram detidas em novembro passado, incluindo o antigo presidente do Instituto de Registos e Notariados (IRN) António Figueiredo, que se encontra em prisão preventiva. A ex-secretária-geral do Ministério da Justiça Maria Antónia Anes, Manuel Jarmela Palos e o empresário chines Zhu Xiaodong são outros dos arguidos principais do processo.

Em causa na “Operação Labirinto”, investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estão indícios de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência, relacionados com a atribuição de autorizações de residência para a atividade de investimento, vulgarmente conhecidos por “vistos gold”.

Ao Expresso, o SEF confirma a realização de buscas em unidades orgânicas suas no Porto e em Lisboa e está “a prestar toda a colaboração solicitada pelas autoridades judiciais e policiais”.

Portugal. SAMPAIO DA NÓVOA EM BELÉM COMO GARANTE DO “ESTADO SOCIAL”

Posted: 29 Apr 2015 01:10 PM PDT

Nuno Miguel Ropio – Jornal de Notícias

O ex-reitor da Universidade de Lisboa, Sampaio da Nóvoa, assume que se vier a suceder a Cavaco Silva será contra a “destruição do Estado Social”.

“Serei um presidente presente, junto das pessoas. Não me resignarei perante a destruição do Estado Social”, garantiu na apresentação da sua candidatura a Belém, que decorre no Teatro da Trindade, em Lisboa.

Perante uma apinhada plateia, onde pontuam os ex-presidentes da República Jorge Sampaio e Mário Soares, Nóvoa afirma-se como um candidato sem “filiação partidária” e “cargos políticos” no currículo. Por isso, garante “fazer a diferença”.

No evento que marca o arranque da recolha das 7500 assinaturas necessárias para o início da caminhada para a sucessão de Cavaco, o catedrático garante que irá apresentar em breve “uma carta de princípios” da sua candidatura.

Nóvoa, que além de lembrar as suas raízes de Valença começou por agradecer a presença de Soares e Sampaio, realçou que o “Presidente não governa, nem legisla”, mas considera essencial que o país “invista nas pessoas, nos recursos da terra e do mar, no desenvolvimento das nossas estruturas”.

Alerta que o Estado não pode de deixar de “assumir investimentos estratégicos nos setores decisivos para o futuro”. A saber – conhecimento, educação e cultura.

Entre frases de canções de Abril, que vão cerzindo o discurso, diz-se contra a “emigração forçada” de jovens qualificados, que classifica de “o melhor de nos”.

O reforço de ligações estratégicas internacionais, “sobretudo no Atlântico Sul”, é para o ex-reitor da Universidade de Lisboa uma das vias para “reinventar uma visão estratégica de Portugal, que não se feche na Europa”. Esta foi, até agora, a proposta mais aplaudida.

Segundo Sampaio da Nóvoa, a sua caminhada não se baseia nas “dicotomias tradicionais Esquerda/Direita” ou outras, mas em “dinâmicas que estão a surgir na Europa e no mundo”, onde desponta a participação de movimentos.

Mesmo sem a presença do secretário-geral do PS, António Costa, que teve em Nóvoa uma figura de relevo no congresso de novembro de 2014, não faltaram destacados militantes socialistas como o líder da distrital de Lisboa, Duarte Cordeiro, o ex-ministro João Cravinho ou Vitor Ramalho.

Foto André Correia

Governo timorense deu ordem de pagamento a professores portugueses – PM

Posted: 29 Apr 2015 11:25 AM PDT

 

Díli, 29 abr (Lusa) – O primeiro-ministro timorense garantiu hoje à agência Lusa que já foram dadas ordens de pagamento dos complementos salariais em atraso dos professores portugueses das escolas de referência de Timor-Leste, lamentando o atraso no processo.

“Lamento imensamente todo este atraso. Também está a afetar o pagamento das bolsas (dos alunos timorenses em Portugal) e de alguns funcionários contratados. Mas estamos a resolver tudo”, disse Rui Maria Araújo.

“Já desde ontem que tentei saber o que se passa”, disse.

Rui Maria Araújo mostrou à agência Lusa um SMS que disse ter recebido hoje de manhã da ministra das Finanças comprovando a ordem de pagamento.

“Bom dia sua excelência. Informo que já foram emitidas para o Banco Central as TPO (Treasury Payment Order) para o pagamento dos professores portugueses”, refere a mensagem assinada por Santina Cardoso.

Na segunda-feira os professores portugueses das escolas de referência de Timor-Leste tinham voltado a denunciar que, apesar de repetidas promessas, continuavam desde dezembro sem receber os complementos salariais.

Três professores ouvidos pela Lusa confirmaram a situação, explicando a “situação dramática” que vivem alguns dos docentes que nem sequer têm dinheiro para poder ir ao médico – têm que pagar antecipadamente antes de serem ressarcidos pelo seguro.

“Díli não é uma cidade barata. Temos que pagar rendas e os nossos gastos aqui e o dinheiro do salário em Portugal não chega para as despesas lá e cá”, sublinhou um dos professores ouvidos pela Lusa.

ASP // JCS

TIMOR-LESTE QUER INVESTIDORES E NÃO “BRANQUEADORES” DE CAPITAL

Posted: 29 Apr 2015 11:26 AM PDT

 

Díli, 29 abr (Lusa) – Timor-Leste quer atrair investidores e não branqueadores e vai manter uma “política de tolerância zero” contra a prática de crimes de corrupção, branqueamento e outros crimes associados, disse hoje o chefe do Governo.

“O branqueamento de capitais é um meio para esconder muitos outros crimes, designadamente a corrupção, um flagelo que afeta o nosso país. Combater, desmascarar e punir os seus autores é prioridade”, disse Rui Maria Araújo.

“Um país que aspira a desenvolvimento justo e sustentável não pode aceitar a corrupção e a lavagem de dinheiro. Timor-Leste quer atrair investidores e não branqueadores. Os negócios e investimento legítimos são os que contribuem para a criação de emprego, sustentabilidade, criação de riqueza e para a prosperidade do país. É isto que queremos”, afirmou.

O primeiro-ministro falava no arranque de um seminário, em Díli sobre a prevenção e o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, organizado pela Procuradoria-Geral da República.

Rui Araújo disse que o Governo tem uma “política de tolerância zero à prática destes crimes” que considerou porem em causa “valores fundamentais na sociedade”, como a democracia, a solidariedade, a justiça e a segurança interna.

Por isso, assinalou, o seu executivo vai dar continuidade e melhorar os esforços e os mecanismos de prevenção, controlo e cooperação que contribuam para a proteção do país.

“Esta é uma luta que ninguém ganha sozinho. O branqueamento de capitais ocorre em qualquer parte do mundo, nos países mais desenvolvidos ou em processo de desenvolvido. Os países mais frágeis são alvos preferenciais para a realização deste tipo de crime porque mais facilmente sucumbem à motivação máxima dos seus autores: o lucro”, afirmou.

“Não nos podemos iludir. Um país onde é fácil branquear capitais é um país que vai atrair corruptos e outros criminosos”, disse.

O chefe do Governo comprometeu-se a fazer uso “das múltiplas dimensões da ação governativa, no plano legislativo, da segurança, da defesa, da política externa ou das finanças”, com uma “política concertada” que ajude a prevenir estas ameaças.

Timor-Leste, acrescentou, tem um quadro legal adequado e que vai ser fortalecido, contando com instituições – PNTL, PCIC e CAC – que trabalharão em conjunto como “componentes essenciais da prevenção” deste tipo de crimes.

Intervindo no mesmo encontro, Hernâni Coelho, chefe da diplomacia timorense – e presidente da Comissão Nacional de Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo, criada no ano em 2014 – destacou a importância da coordenação no combate a estes crimes.

“É essencial aperfeiçoar a coordenação a nível nacional entre os vários intervenientes melhorando as suas capacidades para pode melhor responder aos desafios destes crimes destruidores de sociedades e das suas gentes”, disse.

Coelho recordou que os métodos dos autores destes crimes são cada vez mais sofisticados, sendo por isso uma “ameaça real independentemente da sua presença geográfica” e que o impacto desta criminalidade representa já 1,5% do PIB mundial.

O encontro contará, entre outros, com a participação dos ministros da Justiça, Ivo Valente, e do Interior, Longuinhos Monteiro.

Estão ainda previstas intervenções do procurador-geral José Ximenes, de deputados, do governador do Banco Central de Timor-Leste (BCTL), Abraão de Vasconselos e do diretor do BNU em Díli, Fernando Torrão Alves.

Enquadramento legal, políticas e estratégias do Banco Central e experiências práticas no setor bancário estão entre os temas em debate no seminário.

ASP // JCS

Municípios portugueses vão participar em Díli numa conferência sobre descentralização

Posted: 29 Apr 2015 11:26 AM PDT

 

Díli, 29 abr (Lusa) – Representantes de 14 municípios portugueses participam nos dias 18 e 19 de maio em Díli na IV Conferência Internacional sobre Descentralização Administrativa e Poder Local, numa altura em que Timor-Leste começa a preparar as eleições municipais.

De acordo com o Ministério da Administração Estatal, este encontro visa “revalidar e intensificar o esforço de cooperação dos parceiros internacionais para com o processo da criação dos municípios em Timor-Leste”.

Em destaque vão estar assuntos como a capacitação de recursos humanos e o ensino do português ao nível da Administração Pública descentralizada.

No encontro está já confirmada a presença de 14 dos municípios portugueses parceiros de Timor-Leste: Lisboa, Porto, Braga, Lamego, Penafiel, Figueira de Castelo Rodrigo, Figueira da Foz, Castelo Branco, Viseu, Torres Novas, Cascais, Grândola, Lagoa (Algarve) e Funchal.

Grande parte destes municípios estará representada em Díli pelo próprio presidente de Câmara.

Já está igualmente confirmada a presença do secretário de Estado da Administração Local português, António Leitão Amaro.

O evento contará também com a presença de delegações do Município de Darwin, no Território Norte da Austrália e do Estado de Vitória.

Timor-Leste quer este ano acelerar o seu processo de descentralização administrativa estando previstas, para o último trimestre as terceiras eleições dos chefes de suco. Os sucos são um conjunto de aldeias.

Prevê-se que este ano possa arrancar a “pré-desconcentração administrativa” com três projetos-piloto nos municípios de Liquiçá, Ermera e Aileu.

A “pré-desconcentração administrativa” visa reorganizar os serviços da administração local do Estado através da criação de uma única estrutura diretiva, que será responsável pela prestação dos serviços públicos básicos às populações locais.

ASP // SB

PM timorense dá até novembro de 2016 para implementar programa de saúde na família

Posted: 29 Apr 2015 11:25 AM PDT

 

Díli, 29 abr (Lusa) – O primeiro-ministro timorense deu hoje aos serviços de saúde do país um prazo até 28 de novembro de 2016 para implementar nas 2.225 aldeias de Timor-Leste o programa de saúde na família, já a ser testado há vários anos em Díli.

“Temos um projeto-piloto que está a ser implementado na Clinica Paz em Becora, com base no qual todas as famílias são visitadas e acompanhadas regularmente pelos profissionais de saúde”, disse Rui Maria Araújo em declarações à Lusa.

“Este modelo vai ser expandido para todo o país e eu dei hoje um ano e meio de prazo para fazer isso”, explicou.

Rui Araújo detalhou este seu objetivo durante a cerimónia de lançamento do novo Pacote de Serviço Compreensivo dos Cuidados de Saúde Primária (CSP), instrumento que definirá nos próximos anos a forma como o setor de saúde comunitária se vai desenvolver no país.

Num discurso crítico, o chefe do Governo disse que Timor-Leste “produz muitos documentos, muitos seminários, muitos discursos e discussões”, mas que “agora chegou a hora dos resultados”.

No caso da saúde ao nível comunitário o chefe do Governo insistiu na expansão do projeto de “saúde na família” com o objetivo de que “todas as famílias em Timor-Leste estejam incluídas no cuidado primário de saúde” e “sejam visitadas pelos profissionais de saúde”.

O chefe do Governo, médico de formação, insistiu na componente da “saúde na família” como parte essencial dos cuidados primários de saúde, apelando a todos os profissionais do setor que trabalhem “com rigor, firmeza e responsabilidade”.

Para Rui Araújo há quadros suficientes em Timor-Leste para chegar às famílias do país e não chega “apontar apenas as barreiras, os obstáculos” para não melhorar as prestações de serviços de saúde.

“Chegou o tempo de parar de dar desculpas e razões e de trabalhar com maior esforço para prestar melhores cuidados de saúde a população”, disse.

“Temos que mudar hábitos. Temos que ser mais responsáveis”, disse.

Rui Araújo quer que sejam nomeados médicos coordenadores para o programa de saúde na família, defendeu a necessidade de melhor planeamento para melhor distribuição de médicos e disse que vai fazer avançar um projeto de digitalização da entrega de medicamentos e outros bens médicos.

Em comunicado hoje divulgado o Governo timorense explica ter aprovado em Conselho de Ministros a extinção do Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos de Saúde (SAMES) como Empresa Pública e a sua transformação em Instituo Público.

 

“O SAMES, E.P., criado há cerca de dez anos, tem revelado dificuldades em cumprir as suas atribuições enquanto empresa pública, tanto em relação às entidades do Serviço Nacional de Saúde como em relação às entidades do Sistema Nacional de Saúde no seu todo”, explica o Governo.

O novo Instituto Público com o mesmo nome, SAMES, estará “dotado de personalidade jurídica com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, que funciona sob a tutela e superintendência do Ministério da Saúde”.

“Este serviço tem como responsabilidade assegurar o aprovisionamento e logística de produtos farmacêuticos e equipamentos médicos para o Serviço Nacional de Saúde”, recordou.

ASP // JCS

Moçambique. CEM DIAS DE FILIPE NYUSI, ENTRE O PRAGMATISMO E A ESPERANÇA

Posted: 29 Apr 2015 10:54 AM PDT

Luís Nhanchote– Verdade (mz)

Filipe Jacinto Nyusi completou os primeiros 100 dias do seu consulado de cinco anos, como Presidente da República, na passada semana. Investido nas funções de mais alto magistrado da nação a 15 de Janeiro, colocou uma fasquia demasiado alta no seu discurso inaugural, mas os sinais dos seus primeiros dias de trono indicam que o actual Chefe de Estado está a prosseguir com as acções do seu antecessor, no que ao despesismo e populismo tange. Todavia, Nyusi está a tentar trazer a normalidade às instituições do Estado e o seu primeiro acto foi o encetar de negociações com o líder da Renamo, diminuindo a tensão pós-eleitoral. Ele está entre o pragmatismo e a esperança…

Um inicio com dois centros de poder

Os primeiros dois meses da chancelaria de Filipe Nyussi foram caracterizados por dois centros de poder, quando, pela primeira vez na história da Frelimo, o presidente do partido que comanda o destino dos moçambicanos desde a independência passou a emanar as directivas de governação ao novo estadista. Armando Guebuza tinha sido reeleito para presidente da organização em 2012 durante o 10º congresso e o seu mandato estendia-se até 2017. Deste modo, ele detinha as rédeas ao ter sob seu controlo a Comissão Política (CP).

Diante deste quadro, Filipe Nyussi era claramente subordinado da CP e, esse facto levou a que algumas correntes contestatárias forçassem a renúncia precoce de Guebuza da liderença da Frelimo numa sessão ordinária do Comité Central (CC), onde o actual PR passou a deter igualmente a presidência do partido. Posta a equação, Nyusi teve praticamente os primeiros dois meses de governação repartida numa governação bicéfala. Em Março, quando o assunto da confusão dos dois centros de poder estava na rua, o CC removeu Guebuza e Nyusi, tal como todos os seus antecessores, passou para o comando de facto!

Governo equilibrado no resgate à tecnocracia

Nyusi nomeou um governo a quase todos os níveis tecnocrata. Os sinais são bastante encorajadores, sobretudo pelo pragmatismo com que alguns sectores estão a tratar certos dossiers tidos como complexos. A título ilustrativo, no sector da Educação já se fala abertamente na possibilidade de rever alguns assuntos de relevos no sistema de ensino; nos Transportes, já há um exercício efectivo para s aquisição de mais carruagens para minimizar o problema de transportes. Nyusi parece um homem pragmático que, a nível do discurso, aparenta saber para onde vai e que resultados alcançar. Só com a colocação de medidores se poderá avaliar o pragmatismo dos desafios do Governo. Nyusi tem um Primeiro-Ministro que se mostra ser um bom coordenador e, acima de tudo, comunica. Dá uma imagem de disponibilidade e não a de um dirigente distante. Parece ser um suporte interessante ao PR. O ministro dos recursos minerais e energia tem duas batatas muito quentes em mãos: o desacelerar da indústria mineira, por um lado, e a disponibilidade de energia de qualidade e viável no país, por outro.

Alguns ministros deste consulado têm-se destacado com algumas acções ainda viradas para dentro dos próprios ministérios, pretendendo operar mudanças comportamentais. Muitos dos ministérios deste Governo continuam a ser inacessíveis quanto à questão do direito à informação conforme emanou Nyusi no seu discurso inaugural: “Este Governo deve ser mais comunicativo com o povo. Os membros deste Governo devem encarar o acesso à informação como um direito de cidadania consagrado na Constituição e na lei. A nossa acção deve estar alicerçada nos mais altos princípios da ética governativa, como a transparência, a integridade, o primado da lei, a imparcialidade, a equidade e a justiça social”.

A reedição das presidências abertas…

Quando ainda não tinha sido aprovado o plano quinquenal do governo, o PR, à semelhança do despesismo que caracterizou o “Guebuzismo”, Nyusi iniciou um périplo pelo país alegadamente para “agradecer o voto” nas chamadas “presidências abertas e inclusivas”.

O plano quinquenal do Governo, que acabou por ser aprovado pela bancada do partido que tem Nyusi no leme, não inova e traz pouca esperança de melhoria das condições de vida do povo moçambicano. É que Governo de Filipe Nyusi propõe-se continuar com o tipo de economia do seu antecessor, que cresce mas não reduz a pobreza dos moçambicanos e está focada em fortalecer as oligarquias financeiras nacionais, ligadas ao partido no poder.

“Decorrente das intervenções previstas no domínio macroeconómico, o Governo espera alcançar os seguintes resultados no final do quinquénio: a manutenção da taxa de crescimento económico entre 7 e 8% por ano, mantendo a nossa economia como uma das mais dinâmicas e robustas da região da África subsaariana e do mundo”. Esta promessa feita pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, no Parlamento não inova em nada, mas antes mantém as apostas económicas do Governo anterior que se tem traduzido em poucas melhorias na vida da maioria dos moçambicanos.

Os poucos que têm lucrado, e muito, com este tipo de economia são as oligarquias financeiras nacionais, umbilicalmente ligadas ao partido Frelimo. “Na última década, o enfoque real da economia de Moçambique foi formar as oligarquias financeiras nacionais, mas fê-lo num contexto em que era preciso capitalizar estas oligarquias”, conforme afirmou o professor Carlos Nuno Castel-Branco em entrevista concedida ao @Verdade.

Em suma, Nyusi encontra-se “preso” à expectativa do pragmatismo e da esperança.

Moçambique. HOMENS ARMADOS ASSUSTAM POPULACÃO EM NHAMATANDA

Posted: 29 Apr 2015 10:57 AM PDT

 

MAPUTO, 28 ABR. (AIM) – Homens armados supostamente pertencentes às forças residuais da Renamo circulam nas povoações do distrito de Nhamatanda, na província central de Sofala, ameaçando a vida da população, sobretudo a livre circulação de pessoas e bens e as actividades agrícolas na zona.

A movimentacao de tais homens foi anunciada pela governadora provincial, Helena Taipo, após encontros restritos que manteve com antigos combatentes, líderes comunitários e funcionários públicos da região durante a visita de trabalho que efectuou aquela zona na semana passada.

“Encontrámos aqui no distrito de Nhamatanda situações muito preocupantes, sobretudo de homens armados que andam a ameaçar de morte as populações aqui residentes”, disse Helena Taipo, citada pelo jornal “Noticias”.

Segundo Taipo, os líderes comunitários, professores e antigos combatentes lamentaram profundamente a presença de homens armados na zona, como também manifestam a sua impaciência perante esta situação.

“É um desafio que nós, como Governo, temos de enfrentar e encerrar no distrito de Nhamatanda, porque, de facto, as pessoas vivem amedrontadas. Ninguém pode viver todo o momento agitado e inseguro”, referiu.

Num comício que dirigiu na localidade de Metuchira, a governadora de Sofala pediu à população para se manter vigilante, denunciando aos líderes comunitários qualquer movimentação estranha nos seus locais de residência de homens armados para garantir a segurança e tranquilidade públicas.

A governante orientou para que todas as atenções estejam viradas para a sensibilização e assistência a camada juvenil no sentido de participar no desenvolvimento do país, num ambiente de paz sem conflitos.

Taipo disse que um país unido e em paz produz mais do que aquele que anda metido em confusões.

“Vamosfalar com essas pessoas que nos ameaçam de morte para deixarem essa atitude. Apelo aos líderes comunitários e todos aqui presentes para lhes mobilizar para deixarem essa atitude, porque só assim e que vamos progredir”, defendeu Taipo.

Segundo a governadora, a defesa da unidade nacional significa convivência na diversidade cultural e étnica, havendo, para isso, necessidade de os moçambicanos caminharem juntos para se alcançar o almejado desenvolvimento da província de Sofala e do país, valorizando, acima de tudo, a vida.
(AIM) MAD/SN

XENOFOBIA FORA DA AGENDA OFICIAL DA CIMEIRA DA SADC

Posted: 29 Apr 2015 10:30 AM PDT

Damiao Trape, da AIM, em Harare

Harare, 28 Abr (AIM) –A violência xenófoba na África do Sul, assunto que tem vindo a polarizar os debates na actualidade, tanto nos países mais afectados, incluindo Mocambique, como também ao nível do continente africano e do mundo em geral, não faz parte da agenda oficial da Cimeira dos Chefes de Estado e Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a decorrer esta quarta-feira, em Harare, a capital do Zimbabwe, mas poderá merecer alguma atenção dos líderes.

Com efeito, o Conselho de Ministros da organização regional, durante a sua reunião de preparação da cimeira, não se debruçou sobre o assunto, segundo confirmou o Ministro moçambicano da Industria e Comercio, Ernesto Tonela.

Contudo, o governante admitiu que a questão poderá vir a ser levantada no decurso da Cimeira.

“A questão da xenofobia não foi abordada na reunião do Conselho de Ministros, mas a mesma poderá vir a ser levantada no decurso da Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo”, disse Tonela, durante um briefing que deu a jornalistas moçambicanos que se encontram em Harare para a cobertura do evento de um dia.

Os actos de violência contra estrangeiros naquele país tiveram início há pouco mais de três semanas, em Durban, depois de o rei zulu, Goodwill Zwelithini, ter apelado aos imigrantes a se retirarem do país, acusando-os de serem responsáveis pelo recrudescimento do crime e de outras práticas ilícitas.

O pronunciamento do rei atiçou os ânimos dos sul-africanos, que também acusam os imigrantes de “roubarem” postos de trabalho, fazendo ressurgir o cenário vivido em 2008, quando actos de xenofobia resultaram em mais de setenta mortos entre estrangeiros e milhares de outros abandonaram aquele pais, incluindo mocambicanos, sem a possibilidade de levar consigo os seus haveres.

Nesta nova onda de violência, segundo dados recentes, morreram três moçambicanos, sendo que o corpo de uma das vítimas, que em vida respondia pelo nome de Emmanuel Sithole, será transladado para a sua terra natal, em Muxungue, provincial central de Sofala, onde, próximo sábado, terão lugar as cerimónias fúnebres. A violência resultou também na morte de alguns outros cidadãos de países africanos, incluindo da SADC.

A cimeira extraordinária, que contará com a participação do Chefe de Estrado moçambicano, Filipe Nyusi, vai decorrer sob o lema “Uma estratégia regional para os caminhos da industrialização”.

Assim, espera-se que os Chefes de Estado e de Governo aprovem a Estratégia e o Roteiro para a Industrialização Regional e o Plano Estratégico Indicativo do Desenvolvimento Regional Revisto. Passarão ainda em revista assuntos relacionados com a Zona do Comercio Livre Tripartida, envolvendo a SADC, a COMESA e a Comunidade dos Estados de África Oriental, bem como a Zona de Comercio Livre Continental, entre outros de carácter económico.

(AIM) DT/SN

Angola. ATIVISTAS DE CABINDA CONTINUAM EM PRISÃO PREVENTIVA

Posted: 29 Apr 2015 10:21 AM PDT

 

O prazo máximo dos primeiros 45 dias de prisão preventiva expirou e os ativistas Marcos Mavungo e Arão Tempo permanecem detidos em Cabinda.

prazo limite da prisão preventiva aplicada a dois ativistas de Cabinda, em Angola, esgotou-se esta terça-feira (28.04) sem que estes tivessem sido ouvidos em interrogatório, com o advogado de ambos a desconhecer qualquer novo despacho sobre esta medida de coação.

A informação foi transmitida à agência LUSA pelo advogado Francisco Luemba, dando conta que até ao final da tarde desta terça-feira, cumpridos os primeiros 45 dias (prazo máximo) de prisão preventiva, os dois ativistas permanecem detidos.

José Marcos Mavungo, de 52 anos, ativista dos direitos humanos, e Arão Bula Tempo, de 56 anos, advogado e presidente do Conselho Provincial de Cabinda da Ordem dos Advogados de Angola, estão indiciados, mas ainda sem acusação formal, por alegados crimes contra a segurança do Estado.

Os dois homens já tiveram de ser assistidos num hospital em Cabinda, por complicações de saúde, mas regressaram entretanto ao estabelecimento prisional, enquanto aguardam o desfecho da investigação em curso.

Decisão depende do poder político

Bernardo Puati Tina, historiador e membro da Sociedade Civil de Cabinda disse em entrevista à DW África que a decisão de libertar os ativistas ainda não foi anunciada porque ela depende do poder político angolano e não do judicial. “O poder judicial deliberou que não existem provas e que os homens poderiam regressar aos seus lares, mas o Ministério Público que é dependente do poder político em Angola e do executivo de Luanda discordou e acabou por manter preso os ativistas”.

Para Puati Tina, é clara a intenção das autoridades de Luanda em manter por mais tempo na prisão os ativistas cabindeses. “A intenção é desgastar, destruir os ativistas para desencorajar quaisquer futuras ações de repúdio às práticas do Governo angolano. É uma forma de desencorajar tanto os ativistas mas também todos aqueles que acreditam nas pessoas que denunciam as más práticas do Governo e divulgam a verdade junto das populações”.

Sociedade Civil em Cabinda não se intimida

Mas mesmo assim, a sociedade civil de Cabinda não pensa baixar os braços, porque hoje mais do que nunca a luta tem que continuar. “Obviamente vamos procurar pressionar o Governo por outra vias, desde que sejam vias legais. De qualquer das formas, sabemos que continuarão a tudo fazer para impedir as nossas manifestações. Segundo as autoridades, as nossas manifestações não estão de acordo com a lei, mas respondemos que estamos conscientes das nossas responsabilidades e sempre procuramos o exercício da cidadania que é um direito de todos os angolanos. Iremos manifestar até que o Governo angolano compreenda que somos um povo e merecemos ser tratados com dignidade”.

Sobre o estado de saúde dos detidos, Bernardo Puati Tina considera que se trata de uma situação extremamente preocupante e acrescenta que “os ativistas estão num estabelecimento prisional sem as mínimas condições, um estabelecimento onde o tratamento não é adequado e que tem contribuído para o desgaste da saúde dos ativistas detidos. Entretanto, do ponto de vista psicológico devo dizer que estão confiantes de que por mais tempo que possam permanecer detidos hão-de continuar com o seu trabalho”.

António Rocha / LUSA – Deutsche Welle

Angola. Genocídio contra a igreja adventista Nova Luz do mundo do pastor profeta Kalupeteka

Posted: 29 Apr 2015 08:51 AM PDT

Albano Pedro* – Folha 8 digital (ao)

A igreja Ad­ventista Nova Luz do Mundo sobretudo o seu Profeta/Pastor Ka­lupeteka já vem a pregar há sensivelmente 12 anos. Tempo durante o qual pro­tagonizou acções que colo­cou a igreja e o seu Pastor isolado do senso comum devido a:

Reprovava o dízimo e umas séries de princípios doutri­nários da Igreja Adventista do Sétimo Dia de onde é originário e doutras igrejas o que gerou controvérsias.

Reprovava o culto aos an­tepassados praticado entre os ovimbundo que consiste em render homenagem e culto aos crânios dos sobas (akokotos). O que lhe colo­cava contra a cultura e as autoridades tradicionais.

Sensibilizou seus crentes a não aderirem em eventos públicos como senso po­pulacional, campanhas de vacinação contra a polio­mielite e participações em eventos políticos (tal como fazem as testemunhas de jeová.

RELAÇÃO COM ESTADO-GOVERNO DO HUAMBO

Pela capacidade de mobili­zação e comunicação fora convidado pela Direcção Provincial da cultura para ser inserido na folha de salário dos funcionários e a auferir 280 mil kwanzas oferta de que recusou pron­tamente.

O Governo Provincial ofereceu-lhe 3 carros em três diferentes momentos e que o último dos quais se encontra ainda novo (land­-Cruiser V8 bi-turbo) rece­beu as ofertas mas nunca as utilizou e nunca com isto al­terou o seu discurso profé­tico mas nunca falou contra o Estado e nunca se relacio­nou com partidos políticos.

INTERVENÇÃO MILITAR NA SEQUÊNCIA DO MANDADO DE CAPTURA INSTRUÍDO PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA DO BIÉ CONTRA O PROFETA KALUPETEKA

Dia 16 pela manhã, o Co­mando da Polícia de Inter­venção Rápida-PIR fora solicitado a preparar “Ho­mens Especiais” para captu­rar de forma rápida (cirúr­gica) o Profeta Kalupeteka numa intervenção de Inte­ligência e Contra-inteligên­cia. Para tal informaram o Comandante Municipal da Caala da Policia Nacional e o Delegado Municipal dos Serviços de Inteligência e Segurança de Estado a criar condições (preparar milita­res especiais) para actuar de acordo com o Mandado.

Alinhou-se duas companhia de Polícia de Intervenção Rápida. Seleccionou-se os melhores em duas técnicas: Antim-Distúrbios (aque­les preparados para actuar na cidade com meios não­-letais tais como bombas de gás lacrimogénios, escudos, cassetetes, porretes) e An­tim-Terror (aqueles prepa­rados para matar de todas as formas possíveis cujo lema é: “do inimigo nunca deve sair resposta” o que significa devem parar de disparar quando notar que não existe mais nada que respire. Essas duas compa­nhia, aproximadamente 100 homens bem equipados foi apoiado com o posto co­mando onde se encontrava o Comandante municipal da Policia Nacional da Caa­la. O Chefe das Operações, o Instrutor Principal da PIR entre outros num total de 12 elementos. Seguiram.

O Delegado Municipal do SINSE/SINFO ofereceu­-se a ir sozinho embora na entrada tenha sido acom­panhado pelo Chefe da Po­licia do Posto do Km25. “ na frente” infiltrando-se na Igreja a fim de sensibilizar que virá uma visita de po­licia que trará uma missão de paz por isso sejam bem recebidos. E que ele iria se apresentar como crente da mesma Igreja.

O acampamento do Pastor Kalupeteka e seus crentes era constituído por casas de adobes, casebres em formatos de tendas, casa do Pastor Kalupeteka, ca­sas protocolares, armazéns de alimentos, armazéns de mobiliários incluindo arcas, parque de estacio­namento de carros e mo­torizadas, duas lagoas em forma de barragens, um centro médico, uma indús­tria moageiro, um caterpílar conhecido como “máquina escavadora”. Tudo no meio de arbustos na montanha do SUMI, onde até ao iní­cio da guerra peregrinava aproximadamente três mil populares entre homens, mulheres e crianças, mas estavam a chegar mais peregrinos provenientes de diferentes pontos do Planalto Central, para em vigília meditarem sobre os acontecimentos do Bié e Benguela e viverem em recolhimento e alerta.

Quando as duas compa­nhia da PIR em prontidão combativa se aproximou do sopé da montanha, numa distância de 400 me­tros, verificou um silêncio total como se o acampa­mento estivesse desabita­do. Ai a polícia abriu uma coluna por dois (duas filas paralelas). Em forma de emboscada. O Delegado do SINFO acompanhado do chefe da policia da aldeia Kilometro 25 semi-afitrião (suspeita de ser membro da igreja do Kalupeteka porque miraculosamente saiu vivo entre as chefias e ninguém lhe viu por onde passou) penetraram no acampamento com seus carros normalmente. E vol­vidos 45 minutos, o posto comando liderado pelo Comandante Municipal da Caala da Polícia também passaram no meio da Poli­cia com seu carro DODGE carregados do pessoal de comando, e informaram que o homem do SINFO que está já dentro da Igre­ja ligou pedindo a compa­rência do Comandante lá dentro e os oficiais que o seguiram para conversar com os lideres religiosos que assim solicitaram, por­que o ambiente dentro do acampamento era de paz. La entrou o comandante com seus acompanhantes num total de 10 mais todos armados e equipados; os 2 que já estavam dentro so­mariam assim 12 elementos transportados em 2 carros. Mais 40 minutos por volta das 14 horas, não havia notí­cia dentro do acampamen­to sobre o suposto diálogo enquanto a PIR aguardava nos arredores formando um V com seus escudos; então mais 4 agentes espe­ciais de assalto entraram a fim de capturar à força o Kalupeteka que nenhum deles conhecia em pessoa o que implicaria perguntar no meio da multidão quem era de facto o Kalupeteka.

Na tentativa de algemar a força o Kalupeteka e alguns dirigentes religiosos lá den­tro, azedou a confusão no acampamento. Quando os primeiros agentes da linha da frente se aproximaram viram os homens civis ba­tendo com paus nos 4 últi­mos agentes especiais sem notar a presença da chefia o que se supunha que os chefes estariam feito re­féns no interior das casas.

Verificado que 4 agentes especiais estavam a ser ba­tidos já deitados no chão, semi-mortos, então os PIR abriram fogo, disparando e avançando, munidos de escudos para resgatar a chefia que tinha sido feito reféns dentro das casas no interior do acampamento.

O MASSACRE

Os disparos foram direc­cionados em cada pessoa (cada tiro numa pessoa: ho­mem ou mulher ou crian­ça) regava-se igualmente nos milheiros e nos capins Nenhum tiro era dispara­do pela parte dos crentes. De repente os crentes co­meçaram a cantar can­ções da Igreja gritando: “ a nossa arma é a Bíblia, o nosso protector é Jesus o que mais aumentava a rai­va dos agentes da Polícia que disparavam sem parar contra as cubatas, as casas, avançando contra pessoas que caiam e não fugiam. Continuavam gritando “Vo­cês nos matam com armas e nós vos matamos com Bíblia.” Esses slogam me­teram tanto medo a polícia que entendeu que são todos à prova de balas. Porque es­tavam a morrer muito mas não recuavam e avançam homens e mulheres contra a polícia, gritando, cantando as canções da igreja em voz muito alta. Uns morriam, outro caíam feridos mas continuavam a progredir cantando evocando Jesus Cristo e a Bíblia deles, até que encostaram na barrei­ra da polícia e arrancaram dois policiais, lhes cortaram as cabeças no meio doutros polícias que disparavam sem parar. O Chefe das Operações da Policia co­mandante da 3ª Companhia, quando notou a bravura dos Crentes sem armas apenas paus, catanas, enxadas e Bí­blias nas mãos deu ordem para a polícia recuar e pedir o reforço das FAA. Foi in­sultado e ninguém acatou a ordem continuaram matan­do mas recuando a pouco e pouco. Porque nunca mais acabavam de morrer e não fugiam.

Depois de 1 hora, chegaram 2 camazes (caminhões mi­litares) das FAA, que tec­nicamente estavam melhor equipados e mais prepara­dos para guerra. Dirigidos pelo Brigadeiro Hiorque e pelo Coronel Paulo César da repartição de Contra­-inteligência Militar. Abri­ram fogo com armas so­fisticadas, dispararam por todas as direcções primeiro usando o morteiro 82 mm, o lança-róquete RPG-7 e o Z.U-4. Dispararam rente com PK-M (as balas rasa­vam quase cortando capim que se alguém está deitado apanha tiro na mesma e que só escapa quem está no bu­raco). A chuva de fogo foi tanto que as canções reli­giosas começaram a afrou­xar e a pararem um pouco e já não cantavam mais em uníssono mas ainda nas cubatas saiam algumas can­ções e os outros começa­vam a fugir levando alguns mortos e arrastando alguns feridos. Que se começou a retirada do movimento re­ligioso em direcção ao Les­te e Sudeste, nas margens do rio Kunhoñgamwa e presume-se que foi a altura em que Kalupeteka saiu do acampamento.

TRÉGUA E REINICIO DA GUERRA

O massacre continuou até 18 horas. Mas os homens crentes ainda gritavam o nome de Jesus e gritavam chamando a polícia de que viesse buscar os corpos dos vossos chefes. Por favor parem de disparar chegue aqui dentro do acampamen­to retirar os vossos chefes.

Entrou-se no Acampamen­to mas disparando, e estava a ficar escuro que os corpos eram espalhados por todo lado e não se conseguia distinguir quem eram os da polícia mortos no meio dos crentes mortos. Começou­-se a iluminar com telefones e viu-se que o Homem do SINFO foi cortejado e deita­do ao lado do carro dele. O Delegado da Policia da Caa­la foi cortado metadinhas e deitado ao lado do carro dele. Os outros foram todos cortados mas as armas de­les não foram tocadas pelos crentes; cada morto esta­va deitado com arma dele ao lado com suas algemas na cintura com todos os equipamentos e os crentes encontrados feridos mas vivos perguntados porque não usaram as armas dis­seram que a nossa arma é Jesus Cristo e a Bíblia.

Enquanto reconheciam os corpos, encontraram uma fila enorme de mortos amontoados, que nas me­didas em que foram cain­do, os crentes conseguiram tapar com panos e lençóis abandonados. Quando a po­lícia e as FAA destaparam os corpos, afinal estavam misturados entre mortos e feridos. Descobriram que alguns estavam a olhar e a respirar. O Chefe Pin­to (chefe das Finanças da PIR-Huambo) mais alguns agentes com raiva, pega­ram em catanas cortejaram aqueles feridos e dispara­ram novamente em cada morto para se certificar de que tinham mesmo morri­dos depois de se abrir fogo por cima daqueles corpos, continuaram disparando. Começou-se novamente a luta corpo-tiro porque nas cubatas havia mais crentes que não fugiram estavam debaixo das camas, nos cantos como ratos “ pala­vras dos militares.” E estava escuro e a polícia continua matando mas tendo tam­bém baixas. E mandaram reforço pela segunda vez e já era noite. Passou-se a noite lutando entre apalpa­delas até de manhã do dia 17 o que permitiu que muitos mortos e feridos tivessem sido evacuados pelos Cren­tes fugitivos.

AMANHECEU UM NOVO DIA DE SANGUE

As FAA avançaram para Leste e Sudoeste, perse­guindo os fugitivos que car­regaram mortos e feridos de mulheres e crianças. As companhias da PIR rece­beram reforço da Brigada Motorizada. Amanheceu e verificou-se que os chefes todos tinham sido mortos a catanadas mas o coman­dante da Policia da Caala tinha sido primeiro atingido por um tiro perdido prova­velmente disparado pelos colegas da PIR que lhe atra­vessou o olho furando para nuca porque os crentes en­contrados vivos não toca­ram nas armas em nenhum momento mas sim catanas, machados, picaretas. Mas o comandante foi também cortado para além do tiro perfurando o olho.

Enquanto se recolhia os corpos, e identificando os chefes avançou-se abrindo cubata a cubata encontra­va-se ferido vivos. O Che­fe Pinto (das finanças cuja gula de assassinato os ou­tros colegas admiraram e disseram: nunca sabia que o chefe Pinto era tão assas­sino!) orientou que não va­mos mais disparar, pegaram em catanas e machados dos Crentes foram cortejando todos os feridos de homens, mulheres e crianças encon­trados nas cubatas mas con­tinuavam a cantar e a citar Jesus Cristo só paravam de cantar quando dão o último suspiro. Encontraram um grupo de jovens com per­nas partidos, outros feridos e não conseguiam andar. Fi­caram fechados numa casa pelos Crentes que fugiram. Quando foram perguntados se tem armas eles disseram que somos cristãos e ma­tamos com Bíblia e a nossa arma é Jesus Cristo; esta­mos dispostos a morrer por Jesus Cristo. Então o Chefe Pinto pediu para lhe ofere­cerem os jovens e o grupo aceitou imediatamente lhes disse assim. Como mataram nossos chefes com catana é com catana que vamos vos matar também. Aí começou a lhes cortejar até que todos morreram.

Ao lado da Casa do Kalu­peteka, que era a casa mais sumptuosa, havia um posto medico. Entraram e encon­traram um depósito cheio de medicamentos que en­che talvez um caminhão. Encontraram no interior do posto médico os feridos vivos e escondidos aí. To­dos foram massacrados aí mesmo e os medicamentos foram todos removidos e enviados para o comando.

O SAQUE DOS BENS DOS CRENTES

Kalupeteka possuía 7 carros incluindo o land-Cruiser Bi-Turbo que lhe havia oferecido o Governador do Huambo. Possuía um caterpillar “máquina esca­vadora” um gerador indus­trial que fornecia luz no acampamento. O caterpilar e 2 carros incluindo carri­nha mitsubishi canter e o gerador eletrico industrial os agentes os incendiaram imediatamente.

A brigada motorizada es­teve com sorte: Encontrou o COFRE da Igreja onde estava depositado todo o dinheiro que talvez vinha de diferentes pontos do País. Havia 4 maços grosso só de Dólares Americanos e o resto eram montanhas de notas de 5000 kwanzas, 2000 kwanzas e se dividi­ram felizes e muitos leva­ram 500 mil cada outros 1 milhão cada etc.

O Land-cruiser Bi-turbo está a ser disputado entre o comandante da viação e trânsito e o comandante da PIR que o querem já que é novo apenas partiram os vi­dros com tiros.

Encontrou-se uma quanti­dade de arcas para frescos, foram todos evacuados para a unidade da PIR.

Encontrou-se muita fuba, feijão e outras comidas e uma enormidade de água mineral. O comandante da PIR deu ordem para eva­cuar tudo para a UNIDADE da PIR. E eles constaram que os Crentes do Kalu­peteka viviam bem. Nas próprias palavras da tropa “aquele filho da mãe sabia mimar o povo dele e era muito amado tipo Savimbi” ainda dizem: Kalupeteka ti­nha 80 meninas bonitas de protocolo que sempre que recebia visita essas meni­nas é que tratavam e cuida­vam da visita”.

Encontrou-se muitos dis­cos de músicas, malas de roupas, cobertores, lençóis e muitos cabritos, alguns acabavam de chegar com os novos peregrinos de ou­tros pontos do País. Orde­naram queimar tudo.

Encontraram uma manada de burros (tipo cavalos) e levou-se tudo para Caala.

Encontrou-se computado­res portáteis, telefones e um montão de recargas da UNITEL e da MOVICEL, se dividiram todos e cada um levou seu quinhão para casa.

Encontrou-se perto de 550 motorizadas de várias mar­cas, o comandante mandou queimar tudo, mas apenas queimou-se umas 30 mo­tos o resto como é novo foi aproveitado pelas forças se­cretamente que estão a ser trazidos para a cidade.

CAPTURA DO KALUPETEKA

Kalupeteka não fugiu, fo­ram andando normalmen­te com feridos e mortos evacuados e foi apanhado pelas FAA na aldeia de NGONGOWINGA que fica há 20 minutos do aeropor­to do Huambo, já quase na cidade. • Kalupeteka se fosse apanhado pela PIR seria morto na hora mas pelo facto de ser apanhado pelas FAA está considerado como altamente perigoso e sob custódia.

A Igreja do Kalupeteka está considerada como um mo­vimento político-militar a ser perseguida e dizimada cujos crentes são declara­dos inimigos do Estado que devem ser eliminados.

BALANÇO MILITAR DA ACÇÃO

Pelo facto de morrer 8 ofi­ciais e com muitas baixas não declaradas públicas que exigiu reforços então o ba­lanço final é de que a Polícia perdeu a batalha.

A polícia entendeu que as FAA estão melhores prepa­rados para guerra do que a polícia normal.

Declarou-se o Huambo como a província altamente perigosa que devem ter ou­tro tipo de tratamento dife­rente das outras províncias.

RECOMENDAÇÕES/ORIENTAÇÕES DO COMANDO GERAL DA POLÍCIA NACIONAL NA VOZ DO 2º COMANDANTE PAULO GASPAR DE ALMEIDA EM REPRESENTAÇÃO DO COMANDANTE GERAL AMBRÓSIO DE LEMOS

O segundo comandante geral da polícia Paulo de Al­meida, na parada do dia 20 ou 19 orientou:

A polícia deve fazer bus­cas clandestinas em hospitais, clínicas e centros mé­dicos públicos e privados localizar os feridos alveja­dos e uma vez encontrados são Kalupetekas e devem morrer lá onde forem en­contrados;

A polícia deve fazer buscas nos bairros e aldeias locali­zar os óbitos e apanhar as pessoas e mata-las sem dó.o Os Kalupetekas são consi­derados inimigos do Estado e indiciam ser movimento de guerrilha que pretende inviabilizar as eleições de 2017 por isso devem ser totalmente destruídos por isso, nos próximos 6 meses, os helicópteros da polícia e os meios das FAA deverão patrulhar as montanhas, as aldeias, as matas e destruir os grupinhos que tentam se reorganizar.

 

Todos os actos de mani­festações, desobediência as autoridades devem ser respondidas com balas em todo o território nacional, o que significa que a PIR dei­xa de usar técnica anti-dis­túrbio (gás lacrimogénio e porretes) e passa a usar apenas técnica anti-Ter­ror (matar directamente). Quando houver qualquer actividade que precise de intervenção da polícia, a li­nha da frente leva escudos e bombas de gás lacrimo­génio como simulação mas atras deverá vir uma linha de anti-terror altamente armada que deverá fazer o trabalho de limpeza em qualquer ponto.

Os agentes da polícia todos quer simples quer oficiais deverão beneficiar de re­forços com novas técnicas e estar munidos de pistolas e qualquer cidadão que de­monstrar atitude de desaca­to às autoridade nos bairros onde o agente mora não deve discutir apenas dispa­rar mortalmente.

Depois desses dias com a Igreja do Profeta Kalu­peteka, a Polícia entra em nova fase da história opera­tiva militar, não poderá ja­mais tolerar, mesmo na via pública, qualquer desacato deverá ser respondida com a força matando.

o Fazer o mapeamento no Huambo em 5 rectos (zo­nas de reconhecimento permanente) onde as FAA devem se coadjuvar com os PIR com nova técnica que vira da UAT-Unidade Anti­-Terror e do Delta, para pa­trulhar todos os cantos do Huambo.

ORIENTAÇÕES ACATADAS

No dia 20 de Abril, os heli­cópteros sobrevoaram os municípios do Londuim­bali e Ekunha e afirmam que dispersaram os grupos identificados com KALU­PETEKA.

Ontem as FAA na COMU­NA da CATATA em 7 di­ferentes localidades encon­traram os crentes da Igreja do Kalupeteka cavando trincheiras e com muitos tiros foram rechaçados dei­xando no terreno mortos.

Na Praça da “Alemanha” foram capturados várias pessoas identificadas com a Igreja do Kalupeteka por comercializarem seus dis­cos e foram todos apanha­dos cujo paradeiro será da decisão militar e não judi­cial.

Os oficiais da Policia mor­tos também possuem pa­rentes pertencentes a Igreja do Kalupeteka igualmente mortos e por isso existe um descontentamento gene­ralizado e confuso por isso teme-se traições quer na polícia quer no povo o que deverá aumentar vigilân­cia, desconfiança e melho­ramento dos serviços de inteligência e contra inteligência.

Muitos chefes locais serão exonerados nos próximos dias e melhorar a relação entre a PIR e as FAA como se fazia em tempo de guerra no Huambo.

Finalmente aos Kalupeteka não se deve dar trégua de chorarem seus mortos nem curar seus feridos. Que morram onde forem encon­trados.

Todo o que for encontrado na via pública vestido com características dos Kalupe­teka deve ser apanhado e morto. Os Kalupeteka têm senha e são de fácil identifi­cação devido a igreja e esse trabalho deve merecer res­posta adequada.

AS VALAS COMUNS

O balanço provisório apon­ta para 1080 mortos entre crianças o que corresponde a 50,5 % da população que estava no local.

A tropa ocupou o local para servir de unidade militar como forma de esconder as valas comuns cavadas onde entulharam os corpos.

Na noite de dia 21, 22 e 23 estão a desenterrar os cor­pos para serem clandes­tinamente transladados para outro município do Longonjo na zona do Lepi onde serão enterrados e valas comuns em pequenas quantidades.

O Governo pretende trans­ferir as tropas do NGOVE para o Local a fim de per­manentemente ocultar as valas comuns e as ossadas que serão encontradas em toda a parte.

Lançou-se uma campanha de perseguição e elimina­ção de todos os adeptos da Seita religiosa.

*Ativista dos direitos humanos no Huambo

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ATIVISTAS E MEMBROS DA OPOSIÇÃO ALVOS DE AMEAÇAS EM ANGOLA

Posted: 29 Apr 2015 07:56 AM PDT

 

O advogado da Associação Mãos Livres, David Mendes, tem recebido ameaças de morte através de mensagens e telefonemas anónimos. Não é um caso único: outros ativistas e membros da oposição também têm sofrido intimidações.

As ameaças contra o chamado “advogado do povo” têm sido frequentes nos últimos dias, depois deDavid Mendes se voluntariar para defender os fiéis da seita religiosa “A Luz do Mundo”, incluindo o seu líder José Julino Kalupeteka.

Em entrevista à DW África, o presidente da Associação Mãos Livres, Salvador Freire, confirma as ameaças, acrescentando que as mesmas se têm estendido a outros membros daquela organização de defesa dos direitos humanos.

“Essas ameaças vêm de pessoas estranhas. São mensagens de fontes anónimas, para ver se desistimos do que temos vindo a fazer”, afirma. “Algumas pessoas envolvidas no processo não estão contentes com o trabalho imparcial que a Associação Mãos Livres tem realizado no caso ‘Kalupeteka’.”

Intimidação a membros da oposição

Estes não são casos isolados. Mfuka Muzemba, deputado do maior partido da oposição em Angola, a UNITA, conta que também tem sido alvo de ameaças. Na sexta-feira passada, 24 de abril, três homens atacaram Muzemba, que, na altura, se encontrava dentro da sua viatura.

Um deles “encosta no meu vidro, olha para mim e aponta-me a pistola para a cabeça. Naquele susto todo, acelerei e ele começou a disparar os tiros”, relata.

O caso já é do conhecimento das autoridades policiais. Aguarda-se agora mais esclarecimentos. Mas esta não foi a primeira vez que Mfuka Muzemba foi atacado.

Há dois anos, “alguns indivíduos atentaram contra a minha casa. Eles foram apanhados em flagrante e entregues à polícia. Mas a polícia soltou os indivíduos, sem nos dar nenhuma explicação. Até à data em que vos falo, desconhecemos o número do processo. Quando nos fomos aperceber, os indivíduos que atentaram contra a nossa casa eram polícias.”

Há cerca de cinco meses, outro parlamentar da UNITA, Liberty Chiaka, também foi alvo de um ataque perpetrado por um indivíduo que se supõe ser dos serviços secretos. Neutralizado pela guarda pessoal do deputado, o alegado operativo foi entregue às autoridades. No entanto, de lá para cá, não se conhecem novos desenvolvimentos no processo.

Nelson Sul d’Angola (Benguela) – Deutsche Welle

Angola. Autoridades do Kwanza-Sul prometem realojar vítimas das cheias

Posted: 29 Apr 2015 07:51 AM PDT

 

Mais de 300 famílias da província angolana do Kwanza-Sul ficaram ao relento por causa das cheias recentes. As autoridades provinciais preparam-se agora para as transferir das zonas de risco para zonas seguras.

O Governo provincial promete realojar alguns munícipes das cidades do Sumbe e Porto Amboim depois das fortes chuvas que se abateram nas últimas semanas sobre a província do Kwanza-Sul. Uma das soluções encontradas é a distribuição de lotes para a auto-construção dirigida, orientada pelas autoridades locais.

“Estamos a envidar esforços para transferir toda esta população para a Pomba Nova [perto de Sumbe], para lhe darmos melhores condições”, afirmou à imprensa o governador provincial, Eusébio de Brito Teixeira.

“Temos máquinas a lotear os terrenos, vamos entregar documentos, vamos construir lá os serviços básicos de escola e saúde. Direcionámos também a questão dos transportes para a respetiva Direção, para que a população possa sair de lá de cima da região de Pomba Nova e venha à cidade fazer a sua vida normal.”

Apelo à população

E, porque prevenir é melhor do que remediar, o governador provincial do Kwanza-Sul pediu aos habitantes que não construam casas em zonas de risco. Pediu também a colaboração da população no processo de realojamento.

“Deixamos o nosso apelo no sentido de afluírem para aquela área para facilitar essa decisão, porque, quando chover, já não há condições de andarmos atrás das pessoas porque estão diante de uma calamidade”, disse Eusébio de Brito Teixeira.

As últimas enxurradas na província do Kwanza-Sul afetaram principalmente os moradores do município do Sumbe, deixando centenas de pessoas ao relento, devido a inundações e ao desabamento das suas residências.

Nelson Sul d’Angola (Benguela) – Deutsche Welle

Angola. Vítimas de enxurradas de 2011 no Namibe aguardam por promessas

Posted: 29 Apr 2015 07:39 AM PDT

Armando Chicoca – Voz da América

As estatísticas revelam que mais de três mil famílias afectadas durante as enxurradas 2011 no Namibe continuam ao relento, apesar das promessas de ajuda das autoridades. E os desabrigados se queixam depois de quatro anos.

“Estamos a viver muito mal, não temos barro para fabricar adobes e erguermos as nossas casas. Não há água, as crianças vão a escola com batas sujas por falta de agua”, lamentou uma das sinistradas, mãe de oito filhos.

As autoridades governamentais prometeram na altura resolver o problema do abastecimento de água e a construção de escolas para os petizes poderem frequentar as aulas, assim como postos médicos em cada uma das quatro áreas de reassentamento. Mas nada foi feito.

“Se uma pessoa sai daqui às 7 horas à procura de agua só regressa às 10, com o corpo já escangalhado, não temos como fazer, estamos a sofrer, por falta de água”, lamentou outra sinistrada.

O mais caricato, segundo as mesmas fontes, é o facto de passados quatro anos as crianças continuarem a frequentar as aulas em salas precárias de chapas de zinco e muitas delas sem aproveitamento no final do ano lectivo devido às altas temperaturas que se fazem sentir.

No posto médico da localidade da Macala, uma outra área que acolheu sinistrados, os pacientes é que levam água nas canecas para os enfermeiros poderem lavar as mãos depois do tratamento.

“O posto médico não tem água porque a área também não tem água. Os populares são obrigados a trazer-nos água numa caneca quando vêm aqui no posto médico para lavarmos as mãos e instrumentos de enfermagem”, disse um dos enfermeiros do posto médico da Macala.

O administrador do município do Namibe João Guerra de Freitas disse que o problema é conhecido e tudo está a ser feito para se debelar as dificuldades das comunidades.

“Esta escola de chapas de zinco que está à nossa frente não tem razão de ser, pronto, foi uma questão de emergência nas enxurradas de 2011. Vamos construir uma escola de seis salas, acho que para começar vai servir. Vai custar cerca  35 a 45 milhões de Kwanzas, o equivalente a 350 a 450 mil dólares “, revelou o administrador do Namibe João Guerra.

Angola. Sete membros do Protectorado das Lundas-Tchokwé detidos no Dundo

Posted: 29 Apr 2015 07:30 AM PDT

 

A denúncia é de Jota Filipe Malakito

Coque Mukuta – Voz da América

Em Angola alguns membros do Protectorado Lunda-Tchokwé,afectos a Jota Filipe Malakito, foram detidos no fim de semana na cidade do Dundo, província da Lunda Norte.

Em conversa com a VOA, Malakito disse que foram detidos alegadamente por estarem a assistir a vídeos que retratam a a história da daquela região na visão daquele dirigente do Protectorado Lunda-Tchokwé.

De recordar que regularmente estes activistas são presos e soltos sem qualquer julgamento, e muitas vezes mesmo sem a culpa formada.

Portugal. PROGRAMAS ELEITORAIS VISADOS POR BRUXELAS. ASSIM É QUE ERA

Posted: 29 Apr 2015 04:49 AM PDT

Ana Sá Lopes – jornal i, opinião

O PSD quer que o programa macroeconómico do PS seja “visado” por instituições económicas. A ideia de democracia está em desvalorização acentuada

A campanha eleitoral vai ser cansativa, já sabemos. Mas isso faz parte. O problema mais profundo é o recuo assustador na democracia que várias atitudes revelam.

Não é novidade que a introdução do euro amarrou Portugal a um colete de forças que impõe severos limites às políticas que podem ser decididas pelos eleitos. A austeridade, em si, não é obra exclusiva de Passos Coelho (embora ele sempre a tenha defendido com proclamações do género “ir além da troika”). A austeridade está inscrita na política comungada pelos partidos socialistas e populares europeus (o PS e o PSD e CDS daqui), embora quando estejam na oposição os partidos socialistas se esforcem por mostrar que têm uma alternativa.

O boicote europeu à democracia tal como a conhecíamos tem sido bastante debatido. Os eleitores de um país do euro votam num partido e depois os respectivos dirigentes vão a Bruxelas e dizem-lhe que os seus programas não são possíveis.

Esta semana, o défice democrático em que vivemos foi assumido como arma de arremesso de campanha pelo PSD, ao desafiar o PS a enviar o seu programa macroeconómico para “avaliação prévia” do Conselho Superior de Finanças Públicas e da Unidade Técnica de Apoio Orçamental. Nunca tal se tinha visto: um programa de um partido a submeter-se a um visto prévio. O que está inscrita nesta ideia é muito mais grave do que uma mera acção de agit-prop de campanha: é a ideia de que a democracia vale pouco ou nada. O voto de cada cidadão português tem um valor residual – os eleitos não são aqueles que vencerem as eleições, são programas previamente avaliados por “unidades técnicas” e conselhos de finanças públicas.

Já agora, por que é o PSD não optou por pedir ao PS que envie o seu programa macro-económico para visto prévio de Bruxelas? Ou para avaliação prévia da senhora Merkel? E do BCE? E do senhor Schäuble, mais do senhor Sigmar Gabriel que é socialista mas não pensa de maneira muito diferente?

Há uns anos, quando se falava em federalismo europeu saltava logo um coro de personagens a insurgirem-se contra o fim da soberania, etc. Entretanto, o federalismo não democrático foi imposto com o consentimento alegre dos maiores partidos.

Se o PS deixou cair batalhas como a da reestruturação da dívida (há um ano defendida por quase toda a gente da actual direcção e também na versão renegociação pela direcção Seguro) para se conformar com as ordens de Bruxelas, o PSD vai mais longe e quer um visto prévio ao programa socialistas dos órgãos de apoio económico. A democracia que o 25 de Abril celebra já não é exactamente a mesma: infelizmente, os portugueses votam, o Conselho Europeu decide, os governos nacionais conformam-se. Estamos a viver o fim de uma época e aquele absurdo projecto de visto prévio das campanhas eleitorais, embora não pareça, tem a ver com isto: a democracia é hoje um valor em queda acentuada.

Redactora-principal – Escreve à quarta-feira 

Portugal – CGTP: “Documentos do Governo e do PS têm os mesmos objetivos”

Posted: 29 Apr 2015 04:16 AM PDT

 

A CGTP rejeitou hoje o Plano Nacional de Reformas, apresentado pelo Governo, e as propostas dos economistas socialistas, considerando que os documentos “não são diferentes quanto aos objetivos”, e apelou à mobilização dos trabalhadores no 1.º de Maio.

Em conferência de imprensa, em Lisboa, após a reunião da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP, o secretário-geral da confederação sindical, Arménio Carlos, disse que “ambos [os documentos] estão marcados desde o início pelo garrote do tratado orçamental”.

“Podem parecer diferentes quanto à forma, mas não são diferentes quanto aos objetivos que pretendem atingir. Lamentavelmente, qualquer um deles aposta num modelo de desenvolvimento baseado nos baixos salários, no trabalho desqualificado e precário”, afirmou Arménio Carlos, referindo-se ao Plano Nacional de Reformas, apresentado pelo Governo a 16 de abril, e ao relatório ‘Uma década para Portugal’, encomendado pelo PS e apresentado na semana passada.

Quanto à reposição gradual dos salários dos funcionários públicos, que tanto o Governo como o grupo de trabalho socialista preveem, Arménio Carlos considera que “o que é proposto é, mais uma vez, não responder às necessidades dos trabalhadores das Administrações Públicas, é entrar em linha de confrontação com a decisão do Tribunal Constitucional, que admitiu a reposição parcial em 2015 com a condição de que a reposição total se fizesse em 2016”.

Por isso, para o dirigente sindical, “só pode haver um entendimento: em 2016, a reposição [salarial] deve ser feita na íntegra”.

Para Arménio Carlos, outro problema dos dois documentos é que insistem na necessidade de fazer novas alterações à legislação laboral “para uma tentativa de implementação do contrato único”.

Referindo-se concretamente à proposta do grupo de trabalho socialista, que prevê a introdução de um “regime conciliatório de cessação do contrato de trabalho aplicável aos novos contratos”, o dirigente sindical afirmou que, “na prática, a pretexto do combate à precariedade, o contrato único não é mais do que um elemento para generalizar a precariedade”, uma vez que, “se passasse a vigorar, os trabalhadores ficariam mais desprotegidos”.

Arménio Carlos criticou ainda as propostas relativas à Segurança Social, nomeadamente as descidas da Taxa Social Única (TSU) sugeridas pelos socialistas, considerando que “não é a baixar quatro pontos percentuais [da TSU paga pelas empresas] que se vai criar mais emprego”.

“Para os trabalhadores, reduzir a TSU em quatro pontos percentuais não se justifica porque atrás disto está também a redução da proteção social e das suas pensões de reforma. Na nossa opinião, a melhoria do rendimento não se faz pela redução da TSU, faz-se pela reposição na íntegra dos salários, pelo aumento dos salários e por outra política fiscal”, defendeu Arménio Carlos.

Arménio Carlos afirmou que “Portugal precisa de uma outra política” e de “colocar as políticas sociais no centro das prioridades do país”, deixando um “apelo claro” aos trabalhadores para que participem nas várias iniciativas previstas para o Dia do Trabalhador.

“Vamos ter um grande 1.º de Maio em todo o país. A CGTP vai realizar iniciativas em 38 locais do país”, incluindo nos Açores e na Madeira, onde vai “afirmar as alternativas reivindicativas” que tem para o país, disse o secretário-geral da CGTP.

A CGTP tem iniciativas e manifestações previstas em todas as capitais de distrito de Portugal Continental, mas também nas regiões autónomas.

Em Lisboa, prevê-se a realização da 34.ª Corrida do 1.º de Maio às 10:00 e, da parte da tarde, será a manifestação de trabalhadores, entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques.

No Porto, a manhã será dedicada às crianças e, para a tarde, prevê-se a realização de um comício e de uma manifestação pela Baixa da cidade.

Lusa, em Notícias ao Minuto

Portugal – Jerónimo de Sousa. “Leitura inteligente” de Costa mantém “roubos até 2017”

Posted: 29 Apr 2015 04:07 AM PDT

 

O secretário-geral do PCP afirmou hoje estar “mais claro” a “leitura inteligente” do Tratado Orçamental dos socialistas, mantendo-se os “roubos” até 2017, e convocou “todos ao 1.º de Maio”, numa audição pública, em Lisboa.

“Agora fica mais claro o que é a ‘leitura inteligente’ que António Costa (secretário-geral do PS) tem afirmado ser necessário fazer ao Tratado Orçamental”, ironizou Jerónimo de Sousa, referindo-se aos estudos apresentados recentemente pelos responsáveis do largo do Rato.

O líder comunista disse que “o PS, no seu documento ‘Uma década para Portugal’, vem confirmar que “os roubos que PSD e CDS-PP pretendem manter até 2019 são para manter até 2017, quer na sobretaxa de IRS, quer nos cortes salariais da administração pública”, numa sessão intitulada “Valorizar o Trabalho e os Trabalhadores”, uma das diversas recolhas de contributos para o programa eleitoral da Coligação Democrática Unitária (PCP, “Os Verdes”, Associação Intervenção Democrática), na Casa do Alentejo.

“Mantém as medidas mais gravosas do Código do Trabalho, bem como os benefícios fiscais aos grandes grupos económicos e financeiros em sede de IRC. Compromete a sustentabilidade da Segurança Social, admitindo o aumento da idade da reforma e o estímulo ao plafonamento. Não diz uma palavra sobre o fim dos despedimentos encapotados na função pública, por via da requalificação”, criticou.

Segundo Jerónimo de Sousa, “do lado do Governo PSD/CDS-PP, que apregoou a todos os ventos que as medidas que apelidam de austeridade durariam apenas enquanto durasse o ‘pacto de agressão’, o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas vem agora afirmar que os roubos são para manter, pelo menos, até 2019”.

“Afirma que não tem folga orçamental – embora também digam que tem os cofres cheios – para devolver aos trabalhadores e ao povo aquilo que lhes roubou nos últimos anos, mas tem folga orçamental para reduzir, durante seis anos consecutivos, a taxa do imposto sobre as empresas e eliminar a contribuição do setor energético”, comparou.

O secretário-geral comunista apontou diversas propostas concretas do PCP como alternativa, nomeadamente o aumento do salário mínimo para 600 euros em 2016, a reposição integral dos cortes salariais, subsídios e pensões ou a recuperação das 35 horas de trabalho semanal e sua generalização.

Em jeito de preparação da celebração do Dia Internacional do Trabalhador, na sexta-feira, Jerónimo de Sousa lembrou que, “há 125 anos, com a jornada do 1.º de Maio pela consagração das oito horas como horário diário, tinha lugar a primeira grande ação internacionalista da classe operária, contra a opressão e a exploração”.

“A palavra de ordem do Manifesto Comunista — ‘Proletários de todos os países, uni-vos!’ – passava do campo dos apelos ao campo das ações práticas. Como há 125 anos, em Portugal e no Mundo, projeta-se o apelo: basta de injustiças, basta de exploração, todos ao 1.º de Maio!”, incitou.

Para o líder do PCP, “também há 41 anos muitos diziam que o fascismo era inevitável porque era impossível de vencer”.

“Hoje, também dizem que a política de direita é inevitável, mas, tal como há 41 anos, também se enganarão, pela força da luta dos trabalhadores e do povo portugueses”, desejou.

Lusa, em Notícias ao Minuto

CÁRITAS DE BEJA COM FALTA DE ALIMENTOS PARA COMPOR CABAZES PARA CARENCIADOS

Posted: 29 Apr 2015 03:59 AM PDT

 

A Cáritas de Beja tem falta de alimentos para os cabazes mensais destinados a famílias carenciadas, porque esgotou a maioria dos últimos doados, estando a recorrer ao Fundo de Emergência Social da diocese para comprar géneros “essenciais”.

“Desde finais de janeiro que a maioria dos géneros alimentares”, excedentes da União Europeia e provenientes do Banco Alimentar Contra a Fome de Beja, doados à instituição para compor os cabazes, está “esgotada”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Cáritas de Beja, Florival Silva.

O responsável justificou a situação com o facto de os alimentos doados serem “poucos e aquém das necessidades” e os pedidos de ajuda serem “muitos” e terem “aumentado” devido à crise.

Por isso, explicou, a Cáritas está a recorrer ao Fundo de Emergência Social da Diocese de Beja para comprar alimentos “essenciais” e que faltam para compor cabazes para famílias “em situações de urgência e que têm de ser obrigatoriamente atendíveis”.

“O primeiro passo é fazer triagem de urgências das urgências para atender os casos que não podem deixar de ser atendidos e não podem aguardar” e, para tal, a instituição está a recorrer ao Fundo de Emergência Social para comprar alimentos “essenciais” que faltam para compor cabazes, frisou.

Segundo o responsável, a falta de alimentos deverá ficar resolvida com a próxima distribuição de géneros alimentares do Banco Alimentar Contra a Fome de Beja, prevista para maio.

“Não é com muito frequência” que a Cáritas de Beja recorre ao Fundo de Emergência Social da diocese para comprar alimentos para os cabazes e só o faz “em casos pontuais e perante situações obrigatoriamente atendíveis”, frisou.

Atualmente, a Cáritas de Beja, através do serviço de apoio social, fornece cabazes mensais com géneros alimentares a 66 famílias carenciadas do concelho, sobretudo numerosas e monoparentais ou em situações de desemprego ou baixos rendimentos.

Trata-se de um trabalho inserido na ação social da Diocese de Beja para “combater a fome” no concelho e “aliviar as carências alimentares” de famílias com dificuldades, disse Florival Silva.

Além de distribuir alimentos, a Cáritas de Beja, através do fornecimento de pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar, alimenta diariamente 39 pessoas no seu refeitório e 54 famílias na sua cantina social, onde, em 2014, foram servidas, respetivamente, 20.324 e 38.514 refeições.

Entre os utentes do refeitório e da cantina social contam-se desempregados, famílias carenciadas, beneficiários de Rendimento Social de Inserção, pessoas em situação de marginalização (sem-abrigo, ex-reclusos, toxicodependentes ou alcoólicos em recuperação), imigrantes e população flutuante do concelho.

A diocese criou o Fundo de Emergência Social em 2012 para a Cáritas de Beja ajudar famílias com dificuldades a pagarem despesas básicas em atraso, como prestações ou rendas de casa, contas de eletricidade ou mensalidades do infantário dos filhos.

Florival Silva falava à Lusa a propósito do seminário “Pobreza e inovação”, promovido pelo Núcleo de Beja da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti Pobreza e que vai decorrer na quinta-feira, no auditório da Escola Superior de Educação da cidade.

Lusa, em Notícias ao Minuto

DIA DE SAMPAIO DA NÓVOA. LIVREM-NOS DO CAVACO!

Posted: 29 Apr 2015 03:26 AM PDT

 

Um café e um bagaço. Rui Veloso atirou para os topes em canção bem ritmada as palavras bem populares dos portugueses nessa época. Agora anda tudo nas bicas escaldadas, nos abatanados e nos expressos curtos e compridos. Esse tempo já lá vai.

Foi nesse tempo que Cavaco Silva era primeiro-ministro e desbaratou a nossa agricultura, a nossa frota pesqueira e outros setores da nossa economia para receber em troca milhões e milhões – paletes de milhões – para investir em alcatrão e em cimento. Otipo é um tarado por dinheiro e números. Temos visto ao longo dos 20 anos que tem andado a saltitar nos altos poderes. Lá está. Cumpre-se o dito: quem se lixa é o mexilhão. Ora vejam lá se não estamos lixados e mal pagos? Estamos. É evidente que não é só ele o mau da fita. Também os que andavam e andam nas suas ilhargas. Alguns até, agora com cadastro. Clarinho como a limpidez da água que jorra das fontes naturais é que Cavaco tem conservado a sua impunidade. Mas cá para nós está mais sujo que a fossa séptica das casas clandestinas que abundavam e abundam pela zona costeira portuguesa.

Desculpem mas hoje deu-nos para isto. Talvez devido a algum pesadelo com o Cavaco e seus amigos e colegas de governos comprovadamente criminosos. Os outros está por comprovar. Não só de Cavaco mas de muitos que passaram, passam e estão nos poderes. Siga para bingo.

Presidente por presidente. Até mesmo sem ter dado provas suficientes Sampaio da Nóvoa de certo que seria melhor presidente que Cavaco. Até a Tia Arnelida da Tasca dos Salgadinhos. E decerto que não se abotoavam tanto nem debitavam tantos disparates. Nem fariam centenas de milhares de portugueses passar fome e outras carência.

Basta de monstros. Basta de Cavacos. A conversa vem a talhe de foice por causa de Sampaio da Nóvoa e vejam como derivou. Sampaio da Nóvoa vai hoje anunciar oficialmente que é candidato às eleições para a Presidência da República. Tanto quanto sabemos é um homem “limpo”. Será um candidato com passado de competências integras. Isso conta. Sobre o acontecimento o Expresso Curta já aqui em baixo faz referência. O teclado do diretor do Expresso vai por aí e por outros temas nacionais e internacionais.

O melhor é não vos dar mais seca e passar a palavra escrita ao servidor do cafezinho bem tirado e Expresso. E deixem lá de rogar pragas ao Cavaco e aos do governo por cada hora que passam fome ou estão nas filas de espera dos centros de emprego, dos hospitais, etc. Filas de espera ou bichas. O Paulo Portas não quer estar sozinho e então andamos todos numa de bichas. Bichas… Até o Ricardo Costa nos manda para a bicha do café. Que coisa!

O melhor dia possível para si.

Redação PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Ricardo Costa, diretor do Expresso

O melhor é tirar senha para a máquina do café

Este Expresso Curto não começa pelo que já foi, mas pelo que há de ser. É que o dia de hoje tem uma agenda muito recheada, daqueles com direito a muitos cafés.
Para começar, é dia de Sampaio da Nóvoa. Ao final da tarde, noTeatro da Trindade, e com os telejornais à bica, o quase-candidato passa a candidato, ocupando o espaço à esquerda. Se ocupa pouco, algum ou muito espaço vamos ver ao longo dos próximos meses, mas um olhar treinado sobre o “quem é quem” da plateia do Teatro lisboeta já vai dar para perceber a dimensão da candidatura e, sobretudo, se o PS ainda pode recuar no óbvio apoio dado ao candidato. Ontem, neste artigo do Expresso Diário (que pode ler na íntegra), a equipa de política do Expresso já antecipava quem ia lá estar. Com Soares quase confirmado, Jorge Sampaio possivelmente a caminho e Eanes em forma de mensagem posterior, a candidatura pode nascer abençoada por três ex-Presidentes.
Já depois do jantar, PSD e CDS reúnem nos seus quartéis-generais para discutir a coligação anunciada no sábado. Não se prevê grande contestação, bem pelo contrário. A Ângela Silva e o Filipe Santos Costa já explicaram porquê neste texto do Expresso. Ontem, eu mesmo escrevi sobre isto em O CDS escapou ao abraço de urso. Os tempos na coligação não são de desconfiança mútua, mas, acima de tudo, de cerco ao plano macroeconómico do PS.
Mas o dia começa logo com a votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito à implosão do BES e GES. Apesar das diferenças partidárias, os deputados conseguiram um bom texto comum e PSD e PS vão votar de acordo em tudo, que é tão raro que merece esta frase. Ontem a SIC antecipou que o relatório final diz que o Banco de Portugal teve uma postura permissiva e objetivamente pouco eficaz. O documento assinala que o regulador foi excessivamente prudente e podia ter agido de forma mais assertiva. Pois…
Logo a seguir, vale a pena seguir os acontecimentos na TAP. É que apesar da greve se manter depois de reuniões de pilotos  que duraram noite dentro, há cada vez mais trabalhadores contra a greve dos pilotos e que prometem discutir o assunto perto da hora do almoço. Os pilotos estão a ficar muito isolados, mas para já a greve mantém-se.
Já depois de almoço, a célebre lista de abusadores de menores – que levou a uma acesa troca de argumentos entre o Expresso e a ministra da Justiça (que, já agora, continua sem mostrar em que estudos ou dados se baseou para fazer esta lei…) – é debatida no Parlamento. O tema faz manchete do Diário de Notícias e doPúblico, com notícias complicadas para o projeto do governo. No DN, a Procuradora-Geral da República quer que os condenados cujos nomes venham a constar da base de dados de pedófilos possam pedir a um juiz que sejam retirados. No Público, é a vez da Comissão Nacional da Proteção de Dados arrasar o texto, dizendo que viola vários artigos da Constituição e também outras leis, promove a estigmatização e a exclusão social, ameaça os valores da segurança, ordem e tranquilidade públicas. Vamos ver o que a combativa ministra tem para dizer sobre este polémico e sensível tema.

OUTRAS NOTÍCIAS
Sabe o que é o Uber? Pois, se nunca usou em Lisboa ou Porto, arrisca-se a já só poder testar o inovador serviço de transportes em cidades estrangeiras. É que um Tribunal de Lisboa deu razão a uma providência cautelar da Antral, a associação das empresas de táxis, e proibiu o Uber de operar em Portugal. A decisão “tem efeitos imediatos”, mas é passível de recurso. O gestores do Uberestranham a proibição e dizem que não foram sequer notificada.

Vamos ao resto do mundo, onde os temas fortes não faltam. Os relatos do Nepal continuam a ser dramáticos (“Nas aldeias ficam acordados com paus, nos hospitais é com uísque que se desinfeta”) e o impressionante número de mortos começa a dar lugar a uma catástrofe humanitária. O Guardian tem um excelente artigo onde explica que o êxodo de Katmandu pode atingir um décimo da população da capital.

A noite foi um pouco mais calma em Baltimore, nos EUA, com o recolher obrigatório decretado e a Guarda Nacional estacionada na cidade. Os protestos pela morte de – mais um – jovem negro às mãos da polícia tinha deixado a cidade em desordem absoluta. Esta noite houve dez detenções, mas sobretudo de quem desafiou o recolher e as autoridades.

Na Arábia Saudita o poder deu uma grande volta, com o Rei Salman a afastar o seu meio-irmão do lugar de príncipe herdeiro e a passar essa apetecível pasta a um sobrinho, que ocupa o cargo de ministro do Interior. A reviravolta política está a ter grande destaque esta manhã na imprensa internacional. Pode ler este texto do Guardian.

Na Nigéria, na sequência de uma operação de resgate levada a cabo pelas forças armadas, para destruir acampamentos controlados por membros do grupo terrorista Boko Haram, foram encontradas na floresta de Sambisa 200 jovens e 93 mulheres. Uma boa notícia, para variar.

E como nem tudo o que luz na net é ouro, hoje há um trambolhão para assinalar. O twitter – plafatorma onde eu dou sinais regulares de vida em @rcosta_expresso – apresentou ontem resultados financeiros dececionantes e as ações caíram logo 18%...

Já agora, vale a pena olhar para este título da revista americana Sports Illustrated: “Congrats to the newest Victoria’s Secret Angel, Sara Sampaio!”. Isso mesmo, a nossa Sara Sampaio é um dos novos anjos da Victoria’s Secret.

FRASES
“Será perguntar demais em que país foi praticado o crime de que me acusam?”. José Sócrates, ex-primeiro-ministro, numa carta enviada a António Campos e divulgada pela SIC, que pode ser lida aqui na íntegra..

“Sampaio da Nóvoa é muito melhor do que têm dito”. Pedro Santana Lopes, comentador político, ontem à noite na SIC Notícias

“Portugal está a tornar-se uma colónia financeira do petróleo angolano e Lisboa uma plataforma para a classe alta angolana em ascensão”. Paul Ames, na edição de ontem do jornal digital Politico

O QUE EU ANDO A LER
Uma das revistas que explica as tecnologias como poucas e que o faz com estilo, qualidade gráfica e excelentes textos. O mais recente número da revista Wired merece largos minutos de atenção. O número leva o título The next list e pode ser antecipado neste texto e neste curto vídeo. Pois bem, esta edição troca a habitual obsessão das revistas de negócios por CEO’s, gurus e empreendedores, para nos mostrar os heróis invisíveis que estão a fazer a verdadeira revolução digital.  “Você não os conhece, mas conhece o trabalho deles”, é assim que começa o trabalho. E depois conta-nos quem são as pessoas por detrás do futuro do Twitter, Google ou Facebook, quem é oImran Khan, o génio financeiro que saiu do Crédit Suisse parafazer explodir o Snapchat, ou o americano que trocou a Google pelos chineses da Xiaomi, como vai evoluir a realidade virtual, a prevenção do cancro ou como a Amazon e a Netflix lutam pela primazia na ficção em TV. E por aí fora… São páginas muito boas e que nos dizem muito sobre os nossos tempos.

Resta-me desejar bom dia e lembrar que vamos estar sempre atentos ao mundo no Expresso Online e que ao fim da tarde temos pronto o Expresso Diário, com toda a atualidade bem explicada e opinião em primeira mão. É só usar o código que está na capa da Revista. Saiba como aqui.

Amanhã é a vez do Miguel Cadete tirar o Expresso Curto, sendo que o autor por vezes arrisca em textos com laivos psicadélicos. É um homem do rock’n roll.

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