TIMOR LESTE E A CPLP

Timor-Leste à frente da CPLP
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Timor-Leste à frente da CPLP
A presidência de Timor-Leste da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) terá como prioridade a cooperação económica e empresarial, aproveitando o facto de ser o único país da organização na Ásia, região com um forte dinamismo económico.
20-09-2014
“A prioridade de Timor é desenvolver a parte económica, promover o desenvolvimento empresarial e investimentos e a cooperação económica e empresarial”, disse à Lusa o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy.
Timor-Leste, que assumiu a presidência da comunidade em julho e terá um mandato de dois anos, “está numa zona extremamente dinâmica em termos de economia e quer aproveitar para expandir a CPLP em termos económicos e empresariais para essa zona”, referiu o responsável.
A atual presidência da CPLP “está muito focada na criação de um ambiente de negócios propício para que os empresários possam livremente desenvolver os seus negócios”, revelou Murade, exemplificando alguns projetos em estudo: a constituição de uma multinacional para a exploração de um bloco de petróleo em Timor ou a criação de um banco ou de um fundo de investimento.
“Hoje, vemos que no nosso espaço da CPLP há muitos recursos, sobretudo os energéticos, mas também a agricultura. Países africanos como Angola e Moçambique podem perfeitamente, mediante uma cooperação mais sistematizada, produzir comida para abastecer os mercados do Médio Oriente”, ilustrou.
Para tal, é necessário “limar alguns condicionalismos”, nomeadamente ao nível de leis laborais.
Durante a presidência timorense, a CPLP vai manter em Díli um representante permanente.
“Timor está tão longe de nós, mas é preciso manter perto de nós. Como se costuma dizer: longe da vista, mas perto do coração”, disse Murargy.
“O representante permanente vai aproximar-nos cada vez mais. Vai dar maior visibilidade à CPLP naquela zona, vai trabalhar para difundir os nossos ideais e a nossa imagem”, mencionou ainda.
Outro dos principais desafios da presidência timorense é a definição da nova estratégia da CPLP, tarefa para a qual foi decidido constituir, durante a cimeira de Díli, um grupo de trabalho.
“É a grande decisão”, sustentou o responsável da comunidade.
Certo é que o reforço da vertente económica será “uma das grandes linhas da nova visão”.
“A estrada principal são os nossos valores e a língua. Agora temos de ir criando outros subsídios que possam dar mais força a esta componente político-diplomática, como a parte empresarial, a mobilidade, a criação de um Erasmus para a CPLP”, afirmou.
Na próxima semana, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos nove Estados-membros da CPLP vão reunir-se em Nova Iorque, à margem da assembleia-geral das Nações Unidas, naquela que será a primeira reunião em que a Guiné Equatorial participa já enquanto membro de pleno direito. O encontro servirá para discutir vários assuntos, entre os quais o apoio à Guiné-Bissau e o balanço da cimeira de Díli, que decorreu no final de julho.
JH // PJA – Lusa/fim

Fotos:
– Na capital de Timor-Leste ultimando os preparativos para ser a capital da lusofonia com o início da reunião de pontos focais da cooperação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Dili, Timor-Leste, 16 de julho de 2014. Aquele encontro dá início à preparação da cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realizou no dia 23, quando Timor-Leste assumiu pela primeira vez a presidência da organização que lhe foi entregue por Moçambique. ANTÓNIO AMARAL/LUSA
– Cerimónia de abertura da X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Díli, Timor Leste, 23 de julho de 2014. PAULO NOVAIS/LUSA

Timor-Leste à frente da CPLP – Observatório da Língua Portuguesa

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chrys chrystello

Chrys Chrystello presidente da direção e da comissão executiva da AICL