poema de natal por brites araújo

Poema de Natal

O meu braço de abeto
é sempre um perfume de criptoméria
temperado de tangerinas.
E o amparo da minha mãe.

Mas são tantas e tão translúcidas
as vidraças da memória,
que me chegam ainda os sons reluzentes,
os cheiros adocicados,
o calor
e o branco dos linhos
na casa da minha avó.

Natal
é eu ter a nostalgia comigo à mesa;
angústia tão leve
e tão fina
como dedos de carinho impossível.

B.A.

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