nova marina ilhéu de Sta Maria Praia Cabo Verde

Projeto da Marina da Praia com capacidade mínima para 176 embarcações

Projecto da Marina da Praia com capacidade mínima para 176 embarcações

O projecto da Marina da Praia, a ser construído no Ilhéu de Santa Maria, tem uma capacidade mínima para 176 embarcações, estando o seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA) em consulta pública até 7 de Setembro.

 

Por se enquadrar entre os projetos suscetíveis de produzirem efeitos no ambiente e sujeitos a avaliação de impacte ambiental, o EIA da Marina da Praia está disponível na Câmara Municipal da Praia e na Direção Geral do Ambiente para consulta pública e recolha de opiniões, sugestões e outros contributos do público interessado.

O promotor do projeto é Lutz Meyer-Scheel, o mesmo que, em Setembro de 2005, constituiu a Sociedade Marina Mindelo, Lda, em São Vicente junto com Kai Brossmann, possuindo ambos “uma longa experiência “em variadíssimos aspetos dos desportos aquáticos e em Turismo.

O Projeto da Marina da Praia tem duas componentes, sendo uma de infraestruturas marítimas constituídas por quebra-mar, via de acesso ao ilhéu, pontões flutuantes, zona de alagem para embarcações de recreio e a outra infraestruturas e superstruturas de apoio em terra como parque de estacionamento, vias de circulação, edifício para a administração e receção, bistrô (pequeno restaurante), edifício para hospedagem e Museu Ecológico (restauração do edifício existente).

De acordo com o EIA, a criação desta marina e a sua implementação na zona proposta vem responder ao Plano Diretor Municipal da Praia que prevê a construção deste tipo de infraestrutura portuária, sugerindo várias opções de localização entre as quais o Ilhéu de Santa Maria.

Na fase de funcionamento do empreendimento, segundo a mesma fonte, preveem-se atividades similares a outros ramos de atividades de prestação de serviços, apresentando contudo “algumas peculiaridades” como o manuseamento de combustíveis para o abastecimento de embarcações em “zonas de alto risco ambiental como são as zonas marítimas”.

Quanto a impactes potenciais a nível do meio físico, o EIA prevê a contaminação de água e do solo através de derrame acidental de hidrocarbonetos, e aumento do nível de ruído.

“Os elevados investimentos previstos no âmbito deste projeto contemplam a utilização das melhores tecnologias disponíveis e o cumprimento das normas de qualidade ambiental tanto na fase de construção como de funcionamento”, contrapõe o estudo.

Melhoria da qualidade de vida da região, aumento da disponibilidade de atendimento de embarcações, geração de empregos, melhoria na qualidade e quantidade de serviços e comércio na região, aumento do nível de segurança, agravamento de trânsito na região, melhoria das infraestruturas urbanas, aumento da demanda de estacionamento, aumento da arrecadação de tributos são outros dos impactes do projeto.

segunda, 12 agosto 2013 09:11

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Chrys Chrystello, An Aussie in the Azores /Um Australiano nos Açores,
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