>Português excluído com a cumplicidade do Governo

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Português excluído com a cumplicidade do Governo
António Justo
A gora que o Parlamento Europeu pôs na ordem do dia a votação das línguas a empregar no regime europeu de patentes muitos dos nossos deputados comportaram-se como mercenários de legiões estrangeiras.
O Português foi excluído com a cumplicidade do nosso governo. Ficou só a ser em inglês, francês e alemão.
Esta iniciativa desrespeita a igualdade e discrimina a capacidade de concorrência no mercado interno. Assim, os mais fortes ficam ainda mais competitivos. Facto é que o Instituto Europeu de Patentes tem seis mil funcionários… Os portugueses que paguem o serviço.
Fonte competente revela que votaram “a favor do interesse nacional, só CDS (Nuno Melo e Diogo Feio), PCP (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e dois PSD (Carlos Coelho e Graça Carvalho). Contra o interesse nacional, votou todo o PS e a maioria do PSD”.
Os nossos boys são bem comportados. Depois os países fortes dão-lhes alguns tachos que os compensam do que roubam a Portugal. Depois queixam-se que Portugal vai mal. A democracia diminui em benefício da partidocracia.
Esperemos que os espanhóis levem a coisa a tribunal!
António da Cunha Duarte Justo
www.antonio-justo.eu
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4 thoughts on “>Português excluído com a cumplicidade do Governo”

  1. >Prezados Senhores

    Não comento, porque me parece que estamos a entrar no foro da "politiquice" e, nessas conversas, eu não alinho.

    Trata-se de olhar para um assunto tão importante como a Língua Portuguesa com imparcialidade e parcimónia.

    Defender a nossa língua? SIM, SEMPRE!

    Respeitosamente,

    Anabela Sardo

  2. >Jose Jorge Peralta wrote:
    > Afinal, parece que ficou patente, mais uma vez, que alguns dos inimigos de Portugal estão a governar o país.
    > Aliás, o termo é outro: estão a desgovernar o próprio país. É lastimável.
    > Quando uma casa está dividida em si mesma, o caminho é só um: o fracasso. O plano B é o país reagir.
    > É preciso defenestrar os traidores nas próximas eleições. Não acreditar em promessas vãs.
    > Antigamente, elegiam-se pessoas para defender os interesses da nação. Hoje, o eleitos defendem os próprios interesses.
    > Esperêmo-los nas próximas eleições. Aprendamos o fazer respeitado o nosso país. Obrigado ao sr. António Justo, pelo alerta.
    > José JPeralta

  3. >(comentário continua)
    Deste modo, talvez devamos tentar ver as coisas com algum cuidado e ser realistas. Se calhar, devia ser só o Inglês. Aliás, acho que faz todo o sentido e pode ser um bom sinal, num momento em que a grande maioria dos países da Europa pedem tantos sacrifícios aos seus cidadãos.
    Este e-mail parece-me um pouco demagógico e um tanto descontextualizado uma vez que até o Bloco de Esquerda se absteve. Mera opinião pessoal, respeito outras interpretações. Acrescento, para que fique claro, que ninguém mais do que eu defende a língua portuguesa e o seu merecido reconhecimento a nível mundial.
    Deixo-lhe alguma informação que me parece pertinente para a compreensão da questão:

    “Qual o custo de proteção de uma patente no espaço europeu?
    A patente europeia é concedida de modo centralizado pelo Instituto Europeu de Patentes (IEP), com sede em Munique (fase europeia), sendo depois validada nos vários países onde o titular pretende que a patente produza efeitos (fase nacional).

    De acordo com as taxas atualmente praticadas pelo IEP, o processo de concessão de uma patente europeia implica o pagamento, na primeira fase da proteção (fase europeia), das taxas obrigatórias relativas ao pedido (105€), à pesquisa (1105€), às designações (525€) e à concessão da patente (830€), que perfazem um total de 2615€.
    Para além destes custos fixos, a fase nacional obriga a que os requerentes validem as suas patentes nos vários países designados, …
    Os EUA e o Japão, ao exigirem custos menores para a tradução das patentes, são países mais atrativos aos olhos de potenciais investidores, sendo também mais favoráveis ao desenvolvimento científico e tecnológico.
    Em resultado dos elevados custos de validação, o número médio de validações de patentes europeias diminuiu nos últimos 15 anos, enquanto que o número de países contratantes da OEP subiu de 17 para 37.

    Qual o custo médio em Portugal?

    Atualmente, se uma empresa pretender validar a sua patente europeia em Portugal, para além dos custos iniciais com a tradução do seu pedido de patente para inglês, francês ou alemão no IEP, terá também que apresentar, junto do INPI, uma tradução integral da sua patente para português.

    A taxa a liquidar no INPI pela validação de uma patente europeia é, atualmente, de apenas 50 €, se o ato for praticado on-line, e 100 €, se o ato for praticado em papel.

    O ato de validação implica, no entanto, a apresentação de uma tradução de todo o fascículo da patente europeia para língua portuguesa que, nos termos do artigo 81.º do CPI, deve obrigatoriamente ser efetuada

    Enfim, caro Chrys, não gostei do “tom” do texto que nos enviou. Não sei quem é o autor, mas penso que deve ter cuidado com o que escreve. Podemos não estar de acordo com as decisões tomadas, temos esse direito e, eu diria mesmo, até esse dever. Mas as afirmações devem feitas com conhecimento de causa e sem deixar cair o nível a um ponto que me parece desagradável. É como elevar a voz, quando se discute. Perde-se a razão!

    Anabela Sardo

  4. >Prezado Chrys
    Ainda que partilhe a deceção da exclusão do português, penso que, em certas ocasiões, deveremos procurar saber as razões das decisões tomadas, pois, parece-me que, apesar de tudo, aqueles que nos representam não quererão nunca, deliberadamente, lesar os interesses de Portugal (enfim, eu ainda acredito na boa fé das pessoas).
    Assim, tentei informar-me, junto do Parlamento Europeu, sobre quais terão sido as razões para o sucedido e foi-me dito que se decidiu que seria lógico que as línguas das patentes passassem a ser o Francês, Inglês e Alemão para suprimir custos elevadíssimos de traduções em 23 Línguas.
    A União Europeia tem 23 línguas oficiais e de trabalho: alemão, búlgaro, checo, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, estónio, finlandês, francês, grego, húngaro, inglês, irlandês, italiano, letão, lituano, maltês, neerlandês, polaco, português, romeno e sueco. Contudo, basicamente, as línguas utilizadas no PE são o francês e o Inglês. O multilinguismo existe e é respeitado, (os documentos são traduzidos todos os dias em todas as línguas dos países da UE!). Mas, pelo que sei, se alguém se puser a falar em Espanhol ou Italiano ninguém entende, quanto mais em Português ou Búlgaro.

    Um abraço amigo,
    Anabela Naia Sardo

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