Os brasileiros, os galegos e os portugueses | Certas Palavras

Nós e os brasileiros Gostamos muito de falar dos brasileiros. Alguns de nós, mais inclinados para a pureza, reclamamos muito por causa da suposta brasileirização da cultura portuguesa, a começar no excesso de telenovelas brasileiras (tópico na moda há uns anos, entretanto apagado por via duma dieta prolongada de novelas da TVI) e a terminar no horror ao…

Source: Os brasileiros, os galegos e os portugueses | Certas Palavras

A nossa língua. Está em perigo? – Praza Pública

Temos um problema. É certo. Mas eu creio que está em nossas mãos a sua solução. Podemos arranjar o futuro da nossa língua e do nosso patrimônio, se os diferentes atores sociais se põem com…

Source: A nossa língua. Está em perigo? – Praza Pública

DICIONÁRIO ANGOLANO rápido

DICIONÁRIO ANGOLANO

EM ANGOLA nao tem policia, tem MAGALA,bOFIA ou MALAIKE
ANGOLANA não fica com má aparencia, fica NGAXI ou REBENTADA
ANGOLANO não foge, TIRA VOADO
ANGOLANO não é passageiro, é PAX
ANGOLANO não é mais velho, é KOTA, PAPOITE, MAMOITE
ANGOLANO não vende , PÁYA ou EMPORRA
ANGOLANO tem dinheiro, está BOSSANGA OU FERVE
ANGOLANO não está mal, tá MALAIKE
ANGOLANO nao fala, dá uma DICA
ANGOLANO nao atrapalha, MAIA
ANGOLANO nao é cidadao, é MUADIÉ ou WI
ANGOLANO não tem problema, tem BABULO
ANGOLANO no taxi nao encosta, EMAGRECE
ANGOLANO não goza, ESTIGA
ANGOLANO não é grosso, é CAENCHE
ANGOLANO não Viola, NGOMBELA
ANGOLANO não mente, dá BILINGUE, KATA ou dá JAJÃO
ANGOLANO não bebe cerveja , bebe BIRRA ou PIVEN
ANGOLANO não bebe whisky, bebe MAMBITO
ANGOLANO não tem Dinheiro, tem kUMBU, tem MASSA, tem OS QUE FAZ RIR
ANGOLANO não Viaja, SAPA
ANGOLANO não liga Luz , faz um GATO
ANGOLANO não é diplomata , é NGUVULO
ANGOLANO não escuta música, CURTE OS BRINDES ou SOM
ANGOLANO não trabalha, BUMBA ou BULI
ANGOLANO não luta, BILA
ANGOLANO não curte, TCHILA
ANGOLANO não faz amor, TCHACA, CUNA,PISA, PÉRA,PORÇA ou TIRA UMA AGUA
ANGOLANO não peida, BUFA
ANGOLANO não conquista mulher alheia, TROLA
ANGOLANO não tem moto, tem uma TURRUM
ANGOLANO não é multado , é PENTEADO
ANGOLANO não está aflito , está PAIADO
ANGOLANO não difama , ESTENDE, ZONGOLA
ANGOLANO não tem ressaca , tá OVER
ANGOLANO não vê mulher bonita , vê MBOA
ANGOLANO não tem namorada, tem GARINA…DUCHA….GADAIA
ANGOLANO não fica pobre, fica WAZEBELE ou ANCORADO
ANGOLANO não olha, GALA, MARA
ANGOLANO não tem traje de gala, tem GRIFE
ANGOLANO não pega , CANGA
ANGOLANO não tem rabo, tem MBUNDA, TURUGO
ANGOLANO não tem alguma coisa, tem um BOM MAMBO
Angolano não passa a perna , FACA
Angolano não esturque , PARTE BRAÇO
Angolano não facilita, dá FALIDA
Angolano não tem Mulher ou Namorada , tem DAMA, XKINDOSA,TUCHA,MBOA
Angolano não conquista a mulher, DICA DAMA
Angolano nao e poligamo, é GAJO DE GAJAS
Angolano nao atende funeral, vai ao KOMBA ou OSCAR
Angolano nao faz credito, faz KILAPI
Angolano nao pensa, BANZELA
Angolano nao vai, TIRA O PÉ
Angolano nao diz: tudo bem?, DIZ TASS
Angolano nao rouba, GAMA
Angolano nao ultrapassa, dá MBAIA
Angolano nao morre, dá CALDO ou dá NTUM
Angolano nao estuda, AMARRA
Angolano nao conduz, ele PEGA ou NDUTA
Angolano não come, PITA
Angolano não bebe, CHUPA
Angolano não roça., TARRACHA
Angolano não dança, BAILA
Angolano não toma o pequeno almoço, MATABICHA
Angolano não vai a festa, vai ao BODA
Angolano não veste, TRAPA
Angolano não faz xixi, dá uma SUSSA
Angolano não tem amigo, tem CAMBA
Angolano não tem mama, tem XUXA
Angolano não vai para terra, vai PARA BANDA
Angolano não tem mau hálito, tem DIZUMBA MALAICA! CATINGA
Angolano não Pendura em carros, se MAGWELA
Angolano não faz a bola passar por cima, CABRITA ou DÁ MÉ
Angolano não faz a bola passar entre as pernas, dá DA OVA ou CAGUERO
Angolano não tem sorte/oportunidade, tem FEZADA
Angolano não se Droga, CHUTA-SE
Angolano não é criança, é NDENGÉ
Angolano não passeia, ZUNGA
Angolano não sente frio, sente KAWELO
Angolano não afunda, SMASHA
Angolano não faz musculação, MANGUITA
Angolano não sai à noite, DESBUNDA
Angolano não joga, PÉLA
Angolano não arranja dama, LHE MORREM
Angolano não tem finta, tem VIRA-VIRA.
Angolano não reprova, PICA, XUMBA.
Angolano não telefona, FONA
Angolano não tem fome, tá FOBADO
Angolano não come, PÁPA,PITA
Angolano não é angolano, é MWANGOLÉ
Angolano não é refugiado, é TURÍSTA

postado por elizandra às  12:37  
retirado de Diálogos Lusófonos

de Palíndromos e Tautologias

VOCÊS SABEM O QUE É UM PALÍNDROMO?
 NÃO?!
 QUE ABSURDO!!!

Palíndromos

Um palíndromo, como vc deve saber, é uma palavra ou um número que se lê da  mesma maneira nos dois sentidos normalmente, da esquerda para a direita e ao  contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O  mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do  conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, você leu a frase de trás pra  frente), tomamos a liberdade de selecionar alguns dos melhores palíndromos da  língua de Camões…
Se você souber de algum, acrescente e passe adiante.


ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL  É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
     
PROFUUUUUUNDO!  
ISSO É QUE É CULTURA!!!!
                                                                                                                           
E já agora

Você sabe o que é tautologia?

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ‘subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
– elo de ligação
– acabamento final
– certeza absoluta
– quantia exacta
– nos dias 8, 9 e 10, inclusive
– juntamente com
expressamente proibido
– em duas metades iguais
– sintomas indicativos
– há anos atrás
– vereador da cidade
outra alternativa
– detalhes minuciosos
– a razão é porque
– anexo junto à carta
– de sua livre escolha
– superávit positivo
todos foram unânimes
– conviver junto
– facto real
– encarar de frente
– multidão de pessoas
– amanhecer o dia
– criação nova
– retornar de novo
– empréstimo temporário
– surpresa inesperada
– escolha opcional
– planear antecipadamente
– abertura inaugural
continua a permanecer
– a última versão definitiva
possivelmente poderá ocorrer
– comparecer em pessoa
– gritar bem alto
– propriedade característica
demasiadamente excessivo
– a seu critério pessoal
– exceder em muito .

Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ‘surpresa inesperada’. Existe alguma surpresa esperada?  É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

Gostou?
Re-envie para os amigos amantes da língua portuguesa.

 

neologismos do Brasil

Antes era: creme rinse – Agora é: condicionador
Antes era: obrigado – Agora é: valeu
Antes era: collant – Agora é : body
Antes era: rouge – Agora é: blush
Antes era: ancião e corôa, idoso – Agora é: Véi
Antes era: bailinho e discoteca – Agora é: balada
Antes era: japona – Agora é: jaqueta
Antes era: nos bastidores – Agora é: making off
Antes era: cafona – Agora é: brega
Antes era: programa de entrevistas – Agora é: talk-show
Antes era: reclame – Agora é: propaganda, comercial
Antes era: calça cocota – Agora é: calça cintura baixa
Antes era: flertar, paquerar – Agora é: dar mole
Antes era: oi, olá, como vai? – Agora é: e aê?
Antes era: cópia, imitação – Agora é: genérico
Antes era: curtir, zoar – Agora é: causar
E ainda tem mais…

Antes era: mamãe posso ir? – Agora é: véiaaaa, fui!!!
Antes era: legal, bacana – Agora é: manero, irado
Antes era: mulher de vida fácil – Agora é: garota de programa
Antes era: legal o negócio – Agora é: xapado o baguio
Antes era: pasta de dente – Agora é: creme dental
Antes era: cansaço – Agora é: estresse
Antes era: desculpe – Agora é: foi mal
Antes era: oi, tudo bem? – Agora é: e aê, belê?
Antes era: ficou chateada – Agora é: ficou bolada
Antes era: médico de senhoras – Agora é: ginéco
Antes era: super legal – Agora é: irado
Antes era: primário e ginásio – Agora é: ensino fundamental
Antes era: preste atenção – Agora é: se liga na bagaça
Antes era: por favor – Agora é: quebra essa
Antes era: recreio – Agora é: intervalo
Antes era: radinho de pilhas – Agora é: ipod
Antes era: manequim (ou mulherzinha àtoa) – Agora é: modelo e atriz
Antes era: retrato – Agora é: foto
Antes era: jardineira – Agora é: macacão
Antes era: mentira – Agora é: kaô
Antes era: saquei (morô) – Agora é: tô ligado
Antes era: entendeu? – Agora é: copiou?
Antes era: gafe – Agora é: mico
Antes era: fofoca – Agora é: babado
Antes era: ha ha há – Agora é: uhauhauhauha
Antes era :fotocópia – Agora é : xerox
Antes era: brilho labial – Agora é: gloss
Antes era :bola ao cesto – Agora é: basquete
Antes era: folhinha – Agora é: calendário
Antes era: empregada doméstica – Agora é: secretária do lar
Antes era: faxineira – Agora é: diarista
Antes era: vou verificar – Agora é: vou estar verificando
Antes era: madureza – Agora é: supletivo
Antes era: vidro fumê – Agora é: insulfilm
Antes era: posso te ligar? – Agora é: posso te add?
Antes era: tingir uma roupa – Agora é: customizar
Antes era: dar no pé – Agora é: vazar
Antes era: embrulho – Agora é: pacote
Antes era: lycra – Agora é: stretch
Antes era: tristeza – Agora é: deprê
Antes era: beque – Agora é: zagueiro
Antes era: rádio patrulha – Agora é : viatura
Antes era: atlético – Agora é: sarado
Antes era: peituda – Agora é: siliconada
Antes era: professor de ginástica – Agora é: personal trainning
Antes era :quadro negro – Agora é : lousa
Antes era: babosa – Agora é: aloe vera
Antes era Ave Maria!!! – Agora é – Afffff!!
Antes era: caramba – Agora é: caraca
Antes era: namoro – Agora é: pegação
Antes era: laquê – Agora é: spray
Antes era: de montão – Agora é: pracarai !!!
Antes era: derrame – Agora é: AVC
Antes era: sua bênção papai – Agora é: “qualé”, véi (coroa)?
Antes era: a sua bênção, mamãe. Agora é: “E aê, Mocréia? Beleza?
Antes era: você tem certeza? – Agora é: fala sério aê!
Antes era: banha – Agora é : gordura localizada
Antes era: casa de fundos – Agora é: edícula
Antes era: bar no fim do expediente – Agora é: happy hour
Antes era: costureira – Agora é: estilista
Antes era: negro – Agora é: afro-descendente
Antes era: professora – Agora é: tia, profe
Antes era: aquele senhor – Agora é: aquele tiozinho
Antes era: Amorrrrrrr! – Agora é: Benhhêêêêê !
Antes era: olha o barulho! – Agora é: ó o auê aí, ô !

a origem de alguns provérbios

A origem de alguns Ditados Populares

JURAR DE PÉS JUNTOS:

  • Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado para dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.

 

MOTORISTA BARBEIRO:
– Nossa, que cara mais barbeiro!

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileiro.

TIRAR O CAVALO DA CHUVA:

  • Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!
    No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
    À BEÇA:
  • O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.

DAR COM OS BURROS N’ÁGUA:

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.
GUARDAR A SETE CHAVES:

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de joias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.
OK:
A expressão inglesa “OK” (okay), que é mundialmente conhecida para significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo “OK”.

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.
PARA INGLÊS VER:

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas “para inglês ver”. Daí surgiu o termo.

RASGAR SEDA:

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para história como o cego que não quis ver.
ANDA À TOA:

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
DA PÁ VIRADA:

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.
NHENHENHÉM:
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

VAI TOMAR BANHO:

Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contactos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore para limpar os bebés e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.
ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.
A DAR COM O PAU:

O substantivo “pau” figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, para isso, deixavam de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu para o estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA:DÁ MOLE

Um de seus primeiros registos literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C.), autor de célebres livros como “A arte de amar “e “Metamorfoses”, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase para que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.

 

NÃO VI NADA, NÃO SEI DE NADA

Falada pelos políticos brasileiros e, infelizmente, por uma grande parcela de cariocas do morro.

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“Nunca ande pelo caminho traçado,  pois ele conduz somente até onde os outros foram.” (Graham Bell) 

 

 

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A importância do cacoete na evolução linguística

 

A importância do cacoete na evolução linguística

 

 

The British Toy Fair, London : Fotografia de notícias
A maior parte das inovações linguísticas surge da fala informal e não da fala ou da escrita formais. Exceto por neologismos técnicos, que em geral nascem em textos acadêmicos impressos, é sempre a fala popular que institui novas pronúncias (e, no limite, conduz à mutação fonética), novas construções sintáticas (por exemplo, a tendência à próclise é uma criação da fala brasileira) e novas palavras.

Por isso mesmo, é nos períodos costumeiramente chamados “de barbárie”, em que não há ensino formal da língua, e quase todos os falantes são ágrafos, que as mudanças linguísticas ocorrem mais depressa. Não foi por outra razão que a língua da Lusitânia passou, durante a Alta Idade Média (séculos 5 a 11 d.C.), isto é, em apenas seis séculos, do latim vulgar ao ibero-romance e deste ao galego-português, ou português arcaico. Em compensação, a partir do estabelecimento do Estado português e da institucionalização da educação, sobretudo a partir do século 16, a língua mudou relativamente pouco. Isso significa que o português de Camões está mais próximo do atual que daquele das cantigas trovadorescas.

Um dos muitos fatores que contribuem para a mudança linguística é, por incrível que pareça, o cacoete. Na fala cotidiana, em que temos de pensar e falar ao mesmo tempo, tendemos a truncar palavras e frases, a repetir elementos, seja por redundância (a fala é, por natureza, muito mais redundante que a escrita, já que o ruído na comunicação também é muito maior) ou por insegurança, e a gaguejar bastante. Também são comuns as “muletas do discurso”, certas expressões-chavão que utilizamos a todo momento (como “sei lá”, “tipo assim”, etc.) para preencher o vazio comunicativo enquanto pensamos ou para nos aliviar do peso de termos de ser criativos o tempo todo.

Muitas características definidoras de certos idiomas, como a negação dupla em francês (jene sais pas), resultam de cacoetes que, de tão disseminados na fala popular, acabaram sendo integrados à norma e hoje fazem parte da gramática da língua. O vêneto, ou veneziano (língua minoritária falada na região de Veneza, Itália, e erroneamente considerada um dialeto italiano), o qual já foi muito importante nos tempos da antiga República de Veneza, repete sistematicamente o sujeito (algo como “Pedrinho ele foi à escola”). Ora, de algumas décadas para cá estamos verificando o mesmíssimo fenômeno na sintaxe do português brasileiro oral (e, se levarmos em consideração muitas das redações que obtiveram zero no Enem, também na sintaxe do português escrito).

O que são esses anacolutos que transformam uma oração do tipo sujeito-predicado em uma do tipo tópico-comentário senão cacoetes de fala que se espalham por contágio? Basta assistir no YouTube a entrevistas de 30 ou 40 anos atrás e compará-las com a fala atual das pessoas na TV para observar como a frequência desse tipo de construção aumentou nos últimos anos, mesmo entre pessoas escolarizadas, como repórteres, atores e cantores de MPB.

Redundâncias como as do espanhol (Le di una manzana a la maestra, “Dei uma maçã à professora”), do italiano (Questa mela la mangio io, “Esta maçã quem vai comer sou eu”) ou do inglês (At what time do you do your homework?, “A que horas você faz a lição de casa?”) nada mais são do que a cristalização e subsequente oficialização de antigos cacoetes que, por terem sido introduzidos, ou pelo menos disseminados, por falantes de uma certa influência social, contaminaram a maioria dos falantes séculos atrás e, de tão arraigados na fala coloquial, ascenderam à categoria de leis gramaticais, tornando-se, portanto, de uso obrigatório.


línguas
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Postedby: Margarida Castro <margaridadsc@yahoo.com>


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Bulgária: Seminários de Língua, Literatura e Cultura para estudantes portugueses – Camões – Instituto da Cooperação e da Língua

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