gente precavida – Manda comprar flores para o funeral da mulher antes de a tentar matar

Views: 9

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/manda-comprar-flores-para-o-funeral-da-mulher-antes-de-a-tentar-matar-a-facada?utm_campaign=c-m-exclusivos&utm_medium=email&utm_edition=202601030600&utm_source=newsletter

Rita Ferro Rodrigues alerta para “algo profundamente inquietante” após incêndio na Suíça que matou mais de 40 pessoas – Fama Show

Views: 11

A tragédia provocou quase meia centena de mortes e mais de 100 feridos, incluindo pelo menos um menor de idade. Eis o que não escapou ao olhar atento da apresentadora de televisão.

Source: Rita Ferro Rodrigues alerta para “algo profundamente inquietante” após incêndio na Suíça que matou mais de 40 pessoas – Fama Show

Semana de 4 dias: Projeto-piloto arranca este mês com 400 trabalhadores da Administração Pública | Antena 1 Açores

Views: 9

…modelo no serviço público

Source: Semana de 4 dias: Projeto-piloto arranca este mês com 400 trabalhadores da Administração Pública | Antena 1 Açores

sal do Himalaia impróprio

Views: 2

Himalayan pink salt! I was curious to know what it was, so I did an analysis in my lab to test it. I took Himalayan pink salt and exactly one liter of distilled water, and heated it until it dissolved completely. 400 grams dissolved in one liter. Since sea salt dissolves at 375 grams per liter in a concentrated brine, I assumed there were impurities and wanted to find out what they were.

Once the crystallization was complete, a brown residue floated on the surface. I had it analyzed, and it turned out to be simply clay, earthen clay. In fact, this salt comes from Pakistan, from a mountain called Khewra, and is extracted using poorly paid labor and without any hygienic measures. From there, it reaches your table, and you add it to your food. Himalayan pink salt is actually mined salt contaminated with iron and mud, unsuitable for industrial use, so they decided to sell it for food consumption.

Aeroporto de Lisboa: 16 carros foram vandalizados em estacionamento na madrugada desta sexta-feira. É a segunda vez numa semana

Views: 8

Um incidente semelhante ocorreu há cerca de uma semana num dos parques de estacionamento do aeroporto. Um suspeito já foi identificado não tendo sido detido pelas autoridades.

Source: Aeroporto de Lisboa: 16 carros foram vandalizados em estacionamento na madrugada desta sexta-feira. É a segunda vez numa semana

“O discurso de Marcelo

Views: 11

“O discurso de Marcelo e a citação da personagem de Gonçalo Mendes Ramires.
Um espelho incómodo da Política Portuguesa!
Quando Marcelo Rebelo de Sousa evocou Gonçalo Mendes Ramires, personagem central de A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós, não o faz por erudição gratuita nem por nostalgia literária. Fá-lo porque essa figura continua a ser, mais de um século depois, um espelho perturbador da vida pública portuguesa.
Gonçalo Ramires é herdeiro de um nome ilustre, de uma linhagem gloriosa, mas vive à sombra desse passado. Falta-lhe firmeza de Caráter, Coragem Moral e Coerência entre o que diz e o que faz. Oscila entre ideais elevados e práticas mesquinhas, entre o discurso nobre e a conveniência pessoal. É, no fundo, o retrato de uma elite que vive do capital simbólico da História, mas não está à altura dela.
Ao convocar esta personagem no primeiro dia do ano, Marcelo parece lançar um aviso subtil, mas incisivo: Portugal não pode continuar a ser governado por “herdeiros” que confundem serviço público com carreira, poder com privilégio, e política com tática de sobrevivência. Tal como em Eça, a decadência não é apenas económica ou institucional é sobretudo moral e ética.
A crítica que atravessa o romance e que ecoa no discurso presidencial, aponta para uma classe dirigente que fala de valores, mas os relativiza; que invoca a pátria, mas a subordina ao interesse; que proclama reformas, mas vive confortável na inércia. Uma política mais preocupada em parecer do que em ser, mais atenta à gestão da imagem do que ao peso das decisões.
Marcelo, ao escolher Eça, escolhe também uma tradição crítica profundamente portuguesa, a da ironia. Não acusa diretamente, mas convida a todos Nós a uma reflexão profunda e coerente. Não aponta nomes, mas aponta comportamentos bem conhecidos de Todos. E ao fazê-lo no início do ano, deixa implícita uma exigência, ou a política se eleva ao nível da responsabilidade histórica que herdou, ou continuará a afundar-se na mediocridade dos Gonçalos Ramires do presente.
No fundo, a pergunta que fica é simples e desconfortável.
Queremos governantes que honrem a História que citam, ou apenas que a usem como retórica vazia?
Eça respondeu há mais cem anos. Marcelo Rebelo de Sousa limitou-se a recordar que a resposta continua em aberto e depende de Todos Nós.”

OUTRA PINOCHETADA???    US captures Venezuelan leader Maduro in ‘large scale’ strike on country, Trump announces | CNN

Views: 10

President Donald Trump announced early Saturday morning that the US carried out a “large scale strike against Venezuela” and that President Nicolas Maduro and his wife have been captured and removed from the country.

Source: US captures Venezuelan leader Maduro in ‘large scale’ strike on country, Trump announces | CNN

Diário de um homem só, II Manual para viúvos DE CHRYS C (EM BREVE)

Views: 8

Diário de um homem só, II

Manual para viúvos

CHRÓNICAÇORES

VOL. 9 (2025)

J CHRYS CHRYSTELLO

Edição AICL

 

 

 

Diário de um Homem Só II, Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, mergulha profundamente na solidão. O livro é praticamente um mergulho na cabeça de um homem que, sozinho, vai tentando entender a sua própria existência e tudo ao redor. O formato de diário deixa tudo mais íntimo — a gente acompanha os pensamentos, os altos e baixos, os medos, as lembranças e até aquelas perguntas que ninguém responde. Chrystello escreve com uma pegada meio poética, meio filosófica, e não foge de temas como alienação, nostalgia e essa busca quase desesperada por sentido. O protagonista sente o peso da solidão, claro, mas também encontra uns momentos de lucidez, de autoconhecimento. No fim de contas, a história mistura o pessoal com o universal, e faz a gente pensar. É um livro que faz olhar para dentro, sem pressa.

 

Além de ser um relato pessoal, o livro traz uma reflexão universal sobre a solidão. Ele se torna acessível a todos que já passaram por momentos de profunda solidão. O estilo lírico e a profundidade emocional criam uma impressão duradoura. Isso o caracteriza como uma investigação tocante sobre o que significa estar só no mundo. A obra ChrónicAçores, vol. 9 (2025) , Diário de um Homem Só II: Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, é um livro híbrido. Ele está entre o diário íntimo, a crónica jornalística, o ensaio cívico e o testemunho autobiográfico. A sua unidade não é temática no sentido clássico, mas existencial.

 

ChrónicAçores, vol. 9 (2025) – Diário de um Homem Só II: Manual para Viúvos, de Chrys Chrystello, é aquele tipo de livro que desafia qualquer rótulo fácil. Ele mistura diário íntimo, crónica jornalística, ensaio cívico-político, memorial, até elegia — tudo junto, sem pedir licença. Não segue um tema clássico, gira mais em torno de uma busca existencial. O livro não quer saber de regras tradicionais. Não tem prefácio, nem posfácio. Isso deixa tudo ainda mais cru, direto, quase como se o autor estivesse conversando sem filtro. O texto é um registo de sobrevivência. Não foi escrito para agradar a ninguém — foi escrito porque precisava existir.

O coração da obra está na experiência da perda. Não é só sobre a morte de Helena Chrystello — tudo começa a se desfazer a partir daí: a identidade do autor, a noção de tempo, o corpo que adoece, envelhece, passa por hospitais, e até o jeito de se relacionar com o mundo, seja ele social ou político. A viuvez não aparece como um simples episódio, mas como uma condição que nunca vai embora. “Manual para Viúvos” tem esse nome meio irónico, porque, de verdade, não existe manual nenhum. Não tem instrução, só constatação. A dor não se resolve, ela só se mostra. Se tivesse que escolher uma frase para resumir o livro, seria: “A dor pessoal é maior que as dores do mundo.” É isso que sustenta a obra inteira. Por isso o autor mistura textos tão pessoais com crónicas políticas — ele olha para o mundo a partir da própria perda, nunca o contrário.

Escrever em três frentes principais. Primeiro, vem a catarse pessoal. O autor escreve para não desaparecer, para dar algum sentido ao caos — físico e emocional. Fala de cancro, paragens cardíacas, um vaivém a entrar e sair de hospitais, dependência, fragilidade. Escrever é uma forma de continuar de pé. Depois, tem o testemunho histórico. O autor sabe bem que seus textos se tornam retratos de uma época: crise das democracias, populismo, hipocrisia política, serviços públicos esbanjados e acabados, burocracia sufocante, cultura ao abandono. Por fim, resistência ética. A escrita aqui não aceita calar. Muitas vezes vem com sarcasmo, às vezes amarga, mas nunca larga a ética. Neutralidade? Não tem. O autor escolhe um lado e faz questão de mostrar.

O livro fala com um desencanto bem claro, daquele tipo que se encontra em Eça de Queirós (que, aliás, aparece citado), mas também lembra George Orwell, Umberto Eco e vários cronistas cívicos do século XX. Esse tom mistura uma ironia afiada, sarcasmo político, uma melancolia meio crua, e até uma nostalgia — mas sem aquela coisa piegas ou sentimental. Não tem espaço para pensamento positivo forçado. O autor enfrenta a hipocrisia social, principalmente em datas como Natal, Ano Novo ou nos discursos políticos vazios. Patenteia como esses rituais coletivos soam falsos, e faz questão de colocar isso em contraste com a dor individual, que é muito mais autêntica.

A estrutura fragmentada e numerada dessas crónicas — 564, 565, 566 — passa logo a sensação de que a vida do autor é um projeto em andamento. Tem esse clima de arquivo pessoal, de quem vai guardando e empilhando momentos, sem nunca fechar o livro de vez. Cada crónica se sustenta sozinha, claro, mas acabam conversando entre si. Volta e meia aparecem os mesmos fantasmas: morte, memória, injustiça, burocracia, decadência da civilização, e os Açores, que são um mundo à parte, um microcosmo político.

O livro é íntimo, mas não para aí. Ele mergulha fundo na política, daquele jeito mais clássico mesmo: enfrenta o populismo, escancara como usam o crime para manipular, não poupa críticas à mídia sensacionalista, defende a cultura como algo essencial e mostra o quanto a democracia formal dececiona. O autor se coloca como um intelectual público — mesmo sendo meio à margem, falando da periferia dos Açores e da velhice. São dois lugares que, no fim das contas, ainda carregam certo peso de exclusão.

A presença de Helena Chrystello não fica só na lembrança. Ela é o alicerce ético e cultural deste livro. Quando a análise entra na novela inédita O Silêncio da Paixão, o livro ganha ainda mais força: passa a ser um gesto de reparação literária, transforma o luto em herança, faz surgir um diálogo vivo entre duas obras, duas vozes. Nesse momento, o livro deixa de ser só um diário e se afirma como um ato de justiça simbólica..

O livro impressiona logo pela autenticidade — não faz concessões, não tenta suavizar o que precisa dizer. A coragem do autor fica evidente em cada página; ele não foge de temas difíceis, não procura agradar. Tudo aqui é carregado de densidade, com uma ética que nunca vacila e um olhar atento aos detalhes do tempo em que vive. Além do peso literário, o texto guarda um valor documental importante, como se fosse uma memória viva de uma época. Mas não espere conforto. Não é um livro que vai tentar agradar ou trazer soluções fáceis. Longe disso. Não tem aquele tom conciliador, nem otimismo forçado, muito menos se encaixa como “literatura de entretenimento”. É uma obra de despedida, escrita quando o autor já sente o fim do ciclo se aproximando. O foco não está no leitor de agora, mas naquele que vai chegar, no futuro — como se fosse uma conversa atravessando o tempo.

ChrónicAçores, vol. 9 é um livro de resistência existencial. Quem escreveu perdeu quase tudo — a companheira, a saúde, as ilusões — mas agarrou com firmeza as palavras. Não tenta consolar ninguém. Também não quer ensinar. Só quer dizer a verdade, mesmo quando dói.