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Membros da RENAMO recebem treinamento militar na Serra da Gorongosa (foto de novembro de 2012)
Em 1992, terminou a guerra civil em Moçambique. Duas décadas depois, as tensões entre as antigas duas partes beligerantes (os antigos rebeldes da RENAMO e o governo da FRELIMO) são tão agudas que um regresso à guerra não é de se excluir.
Renamo acusa governo moçambicano de ter quebrado acordo de paz e ataca Maríngue
Da Redação
22/10/2013 07:24
Grupos militarizados da Renamo, partido da oposição em Moçambique, atacaram na madrugada desta terça-feira (22) um posto da Polícia em Maríngue, região centro do país, depois da base onde vivia o seu líder Afonso Dhlakama ter sido ocupada pelo Exército, informou a Rádio Moçambique.
Afonso Dhlakama, líder da Renamo
Maputo - Grupos militarizados da Renamo, partido da oposição em Moçambique, atacaram na madrugada desta terça-feira (22) um posto da Polícia em Maríngue, região centro do país, depois da base onde vivia o seu líder Afonso Dhlakama ter sido ocupada pelo Exército, informou a Rádio Moçambique.
O ataque, que se prolongou por uma hora, não causou vítimas, de acordo com as primeiras informações.
Segundo o porta-voz da Renamo, os ataques das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) marcam o fim da democracia em Moçambique e rompem o Acordo de Roma.
O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, disse que o assalto à base da Renamo, em Santungira, marca o fim  da democracia no país.
“A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique. Esta atitude irresponsável do comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança coloca o ponto final aos entendimentos de Roma. De agora em diante os moçambicanos deixaram de ter o conselheiro da paz, aquele que, em momentos de grande tensão política, sabia ter uma palavra de encorajamento”, explicou Fernando Mazanga, citado pelo jornal País.
“Este acto belicista do Governo veio mostrar quem de facto não quer a paz, não quer democracia, pretende processos eleitorais não transparentes, de modo a perpetuar-se infinitamente no poder. O presidente da Renamo está, neste momento, a perder o controlo da situação, não se sabendo qual será a situação nas próximas horas”, frisou Fernando Mazunga.

 

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